Você acredita que o universo é aquilo lá. Você abre a janela, olha para o céu e fala: "Olha o universo lá!". Ou então, você lembra do que viu nos filmes, nas reportagens, nos documentários. Tudo isso faz você acreditar que o universo é o que você está vendo. Não é!
Isso que você vê quando olha para fora da janela, não é o universo, é sua experiência de olhar para fora da janela. Só isso. É muito importante que você entenda o que é o universo. A 1ficina é universalista. Quando você entender o que é o universo, você entenderá muito melhor o que é a universalidade.
A função desse livro é ser o mais didático possível para que você entenda porque a realidade não é externa, porque matéria não existe, do que matéria é feita, e o que é o universo. Boa leitura e muitas EUrekas!
Esta imagem demonstra a forma como você vive rotineiramente e como acredita que as coisas funcionam no seu dia a dia.
Existem duas partes principais: você, o observador, e as coisas que você vê, o observado. A todo instante, você está nessa dinâmica: você, o observador, está observando algo, o observado.
Computador. Voce pode omar ao redor ever a parede, o teto, uта садена, ита mesa, ou qualquer outra coisa no ambiente. Em cada uma dessas situações, você é o observador e aquilo que você vê é o observado: cadeira, mesa, celular, copo, telefone, lâmpada, televisão e assim por diante.
Porém, há um erro nessa compreensão. Falta algo importante nessa imagem e nesse entendimento. O que está faltando?
A ciência já explicou que sua percepção do mundo não é direta. Quando você olha para um passarinho, seu cérebro cria uma imagem mental desse passarinho. Você não está vendo o passarinho em si, mas uma representação mental dele.
A visão envia a informação para o cérebro, que cria a imagem com formas mentais, resultando na experiência do passarinho. Assim, o que você realmente vê é uma experiência mental gerada pelo seu cérebro.
Durante muito tempo, acreditou-se que a percepção era uma experiência direta do mundo externo, mas hoje sabemos que não é assim. A visão é um processo onde o cérebro recria o mundo dentro da sua cabeça, resultando na experiência da realidade. Embora pareça que a realidade está lá fora, essa é uma ilusão criada pela sua mente, que reconstrói o mundo com altura, largura e profundidade, gerando a sensação de espaço externo.
Portanto, o que falta na primeira imagem e entendimento, é reconhecer que a sua experiência do mundo é uma construção mental. Este conceito é explicado detalhadamente no vídeo e no livro “Fim do Mundo Externo”. A visão e a percepção são processos internos, onde o cérebro cria uma representação mental do mundo. Reconhecer isso é fundamental para você entender a verdadeira natureza da sua experiência cotidiana.
Porém, há um erro nessa compreensão também. Falta algo importante nessa imagem e nesse entendimento. O que está faltando?
Você acredita que o mundo é como você o vê? Você já se perguntou se o mundo que você vê é real? Se existe um mundo de verdade lá fora? A verdade é que não existe o mundo “real” lá fora. Existe apenas a experiência do mundo dentro da sua cabeça.
É normal pensar o contrário, afinal, não é isso que os nossos sentidos nos dizem. Mas essa é a grande pegadinha da realidade: você supõe que, por estar vendo um mundo dentro na sua cabeça, ele também existe lá fora, cheio de objetos independentes.
Pense em um óculos de realidade virtual. Quando você vê algo no óculos virtual, não significa que aquilo realmente exista fora dos óculos. Da mesma forma, quando você sonha, as coisas que você vê e experimenta no sonho não são reais no mundo exterior.
Imagine que você e sua família estão usando óculos de realidade virtual e veem uma barata. Cada um tem a mesma experiência visual, mas isso não significa que existe uma barata real lá fora. A informação que chega aos seus sentidos cria uma experiência que parece real, mas é uma construção interna.
Agora, pense no sonho. Quando você sonha, tudo parece tão real quanto o mundo acordado. Você pode sentir, ver, ouvir e até mesmo experimentar o ambiente do sonho, mas tudo isso acontece dentro da sua mente. Não há um mundo externo de fato.
Você está vendo um passarinho no seu sonho, mas não existem dois passarinhos: um no sonho e outro na realidade. Existe apenas o passarinho “sonhado”, dentro da sua imaginação. O mesmo princípio se aplica à sua vida “acordada”.
Pegue um objeto qualquer que esteja na sua frente. Você vai jurar de pé junto que ele está do lado de fora, porque está tendo uma experiência tátil, visual, sensorial em três dimensões. Mas, na verdade, o objeto que você está segurando, a garrafa, o copo, só existe dentro da sua cabeça.
A realidade virtual e os sonhos são as melhores analogias para entender que a experiência de mundo não é uma realidade externa objetiva. O que você vê, sente e experimenta é uma interpretação interna da informação que recebe do universo. O que você chama de mundo externo, não é um mundo externo.
“Mas se não tem mundo, porque eu vejo um mundo?”, você deve estar se perguntando. Você vê um mundo porque recebe estímulos.
Pense na internet. As informações que você recebe da internet não têm nenhuma forma, são dados brutos esperando para serem processados. Quando você se conecta à internet, esses dados viajam pelos cabos, chegam ao seu dispositivo e passam por um processo de decodificação. Essa decodificação converte dados sem forma em imagens, palavras e sons.
O mesmo acontece com a sua experiência do mundo. Você não vê os impulsos que recebe. Existe um fluxo de informações que chega até você, através dos seus sentidos, e esse fluxo é processado e decodificado pelo seu cérebro. O resultado é: o mundo.
Imagine que você conectasse um cabo de internet diretamente no seu olho. O que você enxergaria? Nada. Você só iria levar um choque. Da mesma forma, você não pode ver o fluxo de informações “cruas” que chegam até você. Você só pode ver a versão decodificada, interfaciada, que o seu cérebro cria e que você chama de realidade.
Porém, há um erro nessa compreensão também. Falta algo importante nessa imagem e nesse entendimento. O que está faltando?
A ideia de que você, observador, é o corpo, é um dos maiores obstáculos à compreensão da sua verdadeira natureza. Você acredita que o seu corpo é físico. Mas a verdade é que o seu corpo também não é físico nem externo, também é uma construção mental dentro da sua cabeça, logo também é uma experiência.
Você está tendo a experiência do seu corpo, da mesma forma que está tendo a experiência de um passarinho, de uma mesa, de uma cadeira. O que você chama de corpo não está observando o resto da experiência que você chama de realidade, está sendo observado.
Porém, há um erro nessa compreensão também. Falta algo importante nessa imagem e nesse entendimento. O que está faltando?
Entendido tudo explicado até agora, você pode pensar: “Se nada está no mundo, se não existe mundo externo, se tudo está dentro na minha cabeça, inclusive minha cabeça, onde eu estou?”
Você está no universo.
E o que é o universo? É esse mar de impulsos que você experimenta por meio de uma interface. A realidade que você conhece é o resultado dessa interface. Você é um ser universal, emitindo e recebendo impulsos. Todos os seres do universo estão fazendo o mesmo, emitindo e recebendo impulsos uns dos outros.
Esses impulsos são decodificados por seu “sistema operacional” humano, permitindo que você tenha experiências humanas. Sem esse sistema, você não poderia ter experiências. Seu sistema operacional transforma esses impulsos em percepções de dimensões, cores, sons e cheiros. Ele cria sua realidade.
Na verdade, não há um “lá fora” ou um “aqui dentro”. Existem apenas experiências de externalidade e internalidade. Experiências de distância e proximidade. Tudo o que você conhece são suas experiências, ocorrendo no vazio absoluto do universo.
Então, o que é iluminação existencial? É o processo de despertar para essas verdades. Você começa na ignorância, acreditando em um mundo material e físico. Gradualmente, você percebe que está equivocado. Você começa a entender que o mundo lá fora é uma construção da sua mente.
O primeiro passo no despertar existencial é perceber que não há um “lá fora” para se agarrar. Você ainda pode se agarrar a si, pensando que tudo está na sua cabeça. Mas quando você percebe que se até sua cabeça está dentro da sua cabeça, então, onde está sua cabeça? Você se dá conta que é o experimentador da sua experiência. Quem mais poderia ser você, senão aquele que está tendo a experiência que você está tendo? É simples e óbvio: você é o experimentador da própria experiência.
Que distância? Qual é a distância entre você e sua realidade? Eis uma ótima prática para despertar a consciência! Observe a distância entre você e sua realidade. Pegue uma régua e procure medir a distância entre você e sua realidade. Você irá perceber que a régua também é realidade, então, não serve para você medir a distância entre você e sua realidade. Mas você pode colocar a régua na frente do seu corpo e medir a distância entre seu corpo e a parede. Só que tanto seu corpo como a régua como a parede são realidade. Não tem distância entre você e sua realidade. Se você faz essa prática, se faz mesmo, você desperta e percebe que não existe distância, que distância é experiência de fisicalidade. Você é simultaneamente criador da sua realidade e a realidade que está experimentando. Não tem distância entre criador e criatura, entre observador e observado.
Como desconstruir o mundo externo?Investigando porque você acredita que o mundo é externo. Olhe para isso que você chama de "externo" e investigue do que se trata através da auto-observação. O que é externalidade? Quanto mais você investigar, mais consciente irá ficar que se trata de uma perspectiva perceptiva de externalidade e não de externalidade.
Como ficar consciente do truque mental da externalidade?Praticando auto-observação existencial. Se você observar atentamente os movimentos do mágico no vídeo abaixo, você se tornará consciente do truque que o mágico está executando. Você é um ser humano. Sua humanidade é um mágico. É sua humanidade que está produzindo o truque da experiência humana que inclui sua experiência de materialidade e externalidade. Auto-observação existencial é assistir seus próprios movimentos mentais até que o truque da materialidade e da externalidade se tornem evidentes. Uma vez que se tornam evidentes, não tem mais mágica, vira autoconhecimento.
Como fico consciente que eu-ser não me desloco?Observe que lugar é experiência de fisicalidade. Observe que seu corpo é experiência de fisicalidade. Observe que seu corpo deslocando é experiência de fisicalidade. Observe que experimentar não é uma experiência e não sai do lugar.
Como não existe mundo externo se todos enxergamos um?Imagine que você (ser) e todos os outros (seres) humanos estão jogando um videogame. Todos nasceram com um óculos de realidade virtual e não conseguem tirar. Cada um está "enxergando" o mundo "externo" através dos seus óculos de realidade virtual. Vocês acreditam que existe um mundo externo, pois quando conversam, entram em acordo sobre o que estão "vendo". Só que não tem nenhum mundo externo. Cada um está vendo apenas a telinha dos seus óculos de realidade virtual simulando um mundo externo. É mais ou menos assim.
Como os sentidos criam um objeto interno sem objeto externo?Através do estímulo. Vamos supor que eu te envie uma fotografia de uma girafa. O que saiu do meu computador, viajou pela internet, chegou até o seu computador e está fazendo você ver essa girafa, foi uma girafa? Essa girafa foi andando pelo fio da internet e entrou na tela do seu computador? Foi isso que aconteceu? Não, o que viajou pela internet foi uma série de impulsos que o seu computador decodificou e mostrou na tela como girafa. Analogamente o mesmo ocorre com os estímulos externos.
Como separar a matéria do ser?A palavra "matéria" está te atrapalhando. Vou trocá-la por "realidade". Fazendo isso sua pergunta fica assim: "Como separar a realidade de mim (observador da realidade)?" Simples! Realidade é o que você-ser está observando. Você-ser é o observador da realidade.
Essa realidade que estou vendo é virtual?Sim, tudo que você está vendo agora e sempre é virtual. Olhe para um objeto. Note que é um objeto tridimensional com altura, largura e profundidade. De onde vem altura, largura e profundidade? Faz parte da estrutura do universo? O universo é tridimensional? Não! O universo é adimensional. O universo não tem dimensão nenhuma. Altura, largura e profundidade são construções mentais humanas para você conseguir lidar de forma humana com os estímulos adimensionais que chegam até você.
Muito abstrato? Calma! Para facilitar o entendimento, vou explicar fazendo uma analogia. Pense na internet. Você está pesquisando um site para comprar um sapato. Você clica e aparece um sapato azul na tela do seu navegador. Esse sapato azul tridimensional que você está vendo na tela, com altura, largura e profundidade, saiu da loja, percorreu o fio da internet e chegou na tela do seu navegador? Claro que não! O sapato é virtual. O que saiu da loja e chegou no seu navegador foram sinais de internet e não o sapato. O sinal da internet é feito de impulsos. Impulsos não tem altura, nem largura, nem profundidade. Impulsos são adimensionais. O que está criando um sapato tridimensional na tela do seu computador é a decodificação que seu computador está fazendo dos impulsos. O mesmo está acontecendo com essa realidade que você está experimentando agora e sempre. Ela é sua decodificação humana e dimensional de impulsos adimensionais.
Eu existo para além da carne?O que é carne? Ao que você está se referindo quando diz carne? Você está se referindo a uma experiência de carne. Sem a experiência de carne, que carne tem? Nenhuma! Por que não? Porque carne não é objeto físico, não é coisa feita de matéria, é objeto virtual, feito de experiência sensorial (visão, tato, paladar, audição e olfato). Todos os objetos que você supõe físicos, não são físicos, são objetos virtuais.
Carne não existe, acontece. Se carne existisse, nunca deixaria de existir. Existência nunca começa, por isso, nunca termina. O que começa e termina não existe, acontece, igual um filme na tela da televisão. O filme começa e termina. Mas a televisão não começa com o começo do filme, nem termina com o fim do filme. A televisão existe antes do filme começar e depois que o filme termina. O filme acontece, a televisão existe.
Se esses objetos que você supõe físicos, não são físicos, são virtuais: o que é isso que possibilita e dá corpo virtual a esses objetos? E mais! Pode isso que possibilita e dá corpo virtual aos objetos virtuais ser um corpo virtual também? Claro que não! A fábrica dos objetos está além dos objetos produzidos. É de outra natureza. Qual natureza? Existencial. E o que é isso que existe e produz os objetos virtuais? É você (você-ser).
Experiência de fisicalidade é uma crença?Se é experiência, não é crença. O materialismo é uma crença. A experiência de materialidade é uma experiência. Não confunda pires de oliveira com pratinho de azeitona.
Físico é certeza e quântico é possibilidade?
Mais ou menos isso. Físico é realidade objetiva. Pense em uma possibilidade. É sobre criação de realidade. Mas com outras palavras, porque a palavra "quântico" está mais desgastada.
Há muito mais realidade para ser percebida do que nossos sentidos podem perceber?Não há nada para ser percebido. Os cinco sentidos não percebem a realidade. Esse entendimento é mentalidade materialista. Os cinco sentidos criam a realidade. O truque dos cinco sentidos é sutil e fantástico. Você se entende como um corpo porque os cinco sentidos fazem você se entender como um corpo. Feche os olhos. Sem a visão, por exemplo, sua ideia de que você é um corpo fica bem reduzida. Mas ainda tem o tato. Visão e tato acontecendo em sincronia é o principal motivo de você se entender como sendo um corpo. Uma vez que os cinco sentidos te fazem acreditar que você é um corpo, o segundo passo é o que as tradições espiritualistas chamam de dualidade: fazer você acreditar que esse corpo está vendo e pegando um mundo externo. É por isso que parece que você é um corpo que está vendo, pegando e lambendo o mundo externo, ou seja, percebendo a realidade. Não tem nenhuma realidade (externa) para ser percebida. Seus cinco sentidos não estão percebendo a realidade, estão criando a realidade.
Materialismo é pensar só em aquisição de bens materiais?Não! Isso é consumismo.
O materialismo é um princípio do sistema operacional humano?Não! Vou criar uma sigla para facilitar a comunicação: PPDM (Perspectiva Perceptiva de Mundo). Materialismo é a crença de que existe um mundo externo, de que a matéria é feita de matéria, de que você é um corpo material que está observando outros corpos materiais que surgem e desaparecem em um vazio chamado espaço.
O paradoxo da fenda dupla prova que a matéria é virtual?Não prova, mas cria um enorme "ENTÃO POR QUÊ?". Se matéria é material, ENTÃO POR QUE se comporta de forma diferente com a medição?
O que me impede de despertar do materialismo?O que te impede é o hábito de acreditar no materialismo.
O que mudará na ciência quando os cientistas despertarem a consciência?A ciência, como estudo da realidade externa, desaparecerá, e os cientistas entenderão que, mesmo inconscientes, estavam praticando autociência. E tem mais! Se a realidade não é externa, se é virtual e imanente a você, criador da realidade, as leis naturais também são. Essa será a grande revolução da ciência, ela deixará de ser um estudo da realidade externa e se tornará o estudo da natureza humana, que cria a realidade que parece externa. Os cientistas irão descobrir que tempo e espaço fazem parte do sistema operacional humano (natureza humana). E não terão descoberto nada de novo. O filósofo Emanuel Kant, por exemplo, já explicou isso faz tempo.
Para estudar a natureza da matéria devo usar os 5 sentidos?Esse é o equívoco do materialismo. Para ficar consciente da natureza da matéria, você deve estudar OS cinco sentidos e não COM os 5 sentidos. Você deve investigar como os 5 sentidos criam a perspectiva perceptiva que você chama de matéria para criar a perspectiva perceptiva de mundo externo.
Por que é difícil perceber o próprio corpo como uma experiência?Não é difícil. É fácil. Olhe para o seu corpo. O que está acontecendo quando você está olhando para o seu corpo? Basicamente você está tendo uma experiência visual de corpo, não é? Isso é óbvio. A dificuldade não está em perceber o corpo como uma experiência, mas em perceber que você não é o corpo, que você é o experimentador do corpo.
Você é uma consciência adormecida na mentalidade materialista. Esse adormecimento faz você acreditar que você é o corpo. A todo instante, o fato de você estar experimentando o corpo, te mostra que você está equivocado. Mas sua crença no materialismo é muito arraigada, desde que você nasceu você cultiva a crença de que você é o corpo. Virou uma verdade. A dificuldade é perceber que essa verdade é um equívoco.
Dito isso, outra dificuldade é que sua experiência de corpo acontece com perspectiva perceptiva de primeira pessoa. Essa perspectiva faz você acreditar que está percebendo o mundo através dos cinco sentidos do corpo, que está vendo com os olhos, ouvindo com os ouvidos, cheirando com o nariz, e etc. Essa perspectiva perceptiva de primeira pessoa é o videogame de simulação de realidade virtual perfeito. E você não tem como sair dela assim como você sai de um videogame, tirando os óculos, ou desligando o videogame. O que você pode fazer é despertar a consciência dentro da realidade virtual e perceber que é uma realidade virtual e não material. Mas ainda assim você continuará tendo exatamente a mesma experiência que tinha antes de despertar.
Por que é tão difícil sair do equívoco do materialismo?No filme A Origem, o personagem principal responde sua pergunta assim: "Qual é o parasita mais resistente? Uma ideia. Uma única ideia da mente humana pode construir cidades. Uma ideia pode transformar o mundo e reescrever todas as regras. Uma vez que uma ideia se apossa da mente, é quase impossível erradicá-la. Uma ideia totalmente formada e compreendida, permanece para sempre". O que você acha que estou fazendo com você? Estou combatendo o vírus do materialismo arraigado em você. O materialismo é o vírus mais resistente da experiência humana. O materialismo é o vírus que cria e sustenta o sistema social que tritura diariamente seus integrantes. E ainda é defendido com unhas e dentes. Que vírus pode ser pior que o materialismo?
Por que matéria não é um estudo científico?Porque matéria é experiência de materialidade e experiência acontece dentro do observador e não no objeto observado.
Por que não sinto que a realidade está dentro de mim?Porque você acredita que é um corpo. Quando digo que a realidade está dentro de você, não estou dizendo que está dentro da sua barriga, ou dentro da sua cabeça, estou dizendo que a realidade é imanente a consciência. Você não é um corpo, você é uma consciência.
Por que resisto ao despertar existencial?Porque você QUER ACREDITAR que é um corpo. Você pensa assim: "Se não sou um corpo, então, o que eu sou? Um fantasma? Um nada? Um vazio? Não! Isso é loucura! Não, não, não! É óbvio que sou um corpo! Olha o corpo aqui! Estou vendo! Estou pegando! Isso é conversa de maluco!"
Por que tenho experiência de tato se não existem objetos materiais?Os cinco sentidos não percebem os objetos materiais que existem. Retire os cinco sentidos que fazem você supor um objeto material e externo, que objeto material e externo tem? Não tem nenhum! E por que não? Porque não tem objeto material e externo em si para ser percebido pelos sentidos, nunca teve, nunca terá. Só tem experiência de objeto, que no caso do ser humano, é feita de cinco sentidos.
Qual a relação da serteza com o fim do mundo externo?Você é um aluno. Aluno é aquele que não-sabe. Aluno pratica o despertar para sair da ignorância e ficar consciente (saber). Então a primeira coisa que você precisa saber é que você é saber e tudo que você sabe é o sabido. Enquanto você não sabe disso, você não tem nem o mínimo necessário para ser um aluno vivo. Ter serteza é o primeiro passo.
Dado o primeiro passo, você aprofunda na serteza. Aprofundar na serteza é ampliar seu discernimento sobre a natureza da realidade e o processo de criação de realidade que você está executando agora e sempre. O livro Fim Do Mundo Externo é um passo na ampliação desse discernimento. Uma vez com serteza, você sabe que é o observador da realidade, mas você ainda acredita que a realidade é externa. Isso é um equívoco. O livro Fim Do Mundo Externo é para desmascarar esse equívoco. Sem serteza, jamais você conseguiria desmascarar esse equívoco.
Qual é a lógica da explicação existencial?A lógica da explicação existencial é a lógica existencial. Só que a lógica existencial é uma lógica atemporal e adimensional. Então, não tente entender a lógica maior pela menor. Não tente encaixar o atemporal e adimensional dentro do temporal e dimensional. Faça o oposto. Perceba que a lógica do materialismo está contida na lógica existencial. Perceba que temporalidade e dimensionalidade é produto da existência. Percebido isso, problema resolvido.
Qual é o problema do paradigma materialista?Você precisa usar o paradigma materialista para executar todas essas atividades físicas e práticas que você executa o tempo todo, como fritar um ovo e comê-lo, por exemplo. Para entender quando o paradigma materialista é um problema, você deve se perguntar o inverso: "Para que NÃO SERVE o paradigma materialista?". O paradigma materialista não serve para explicar o que é a vida e o que é ser humano. E por que não serve? Porque se servisse, já tinha servido e você viveria bem.
Quem cria a matéria?Ligue seu aparelho de som e coloque uma música para tocar. Quem está criando a música? Você dirá convicto que é o aparelho de som. Mas isso é um equívoco. Quem está criando a música é você, ouvinte, o aparelho de som está apenas produzindo estímulos, impulsos, frequências. Não tem nenhuma música saindo do alto-falante do aparelho de som, tem apenas vibração sonora. Quem está produzindo a música é a sua cabeça. Como? Através do processo mental de decodificação dos impulsos sonoros que saem da caixa de som e chegam até seus ouvidos.
Quem cria a música é o ouvinte, ou seja, o observador do som. O mesmo acontece com a matéria. Quem cria a matéria é você-observador. O que você chama de matéria é sua decodificação humana de impulsos. Quando um impulso chega em você, você o decodifica usando 5 bases sensoriais: audição, tato, olfato, paladar e visão. Esse processo de decodificação produz dentro de você um objeto que você chama de físico, material. Observe um objeto. Qualquer objeto. Do que esse objeto é feito? É feito de dureza e temperatura. Isso é tato. É feito de largura, altura, profundidade e cor. Isso é visão. É feito de sabor doce. Isso é paladar. É feito de cheiro azedo. Isso é olfato. É barulhento. Isso é audição.
Então, do que esse objeto material é feito? É feito de experiência sensorial audição tato olfato paladar e visão. E quem está experienciando? Você! Quem cria a matéria é o observador. Você é um observador, então, você é um criador de matéria. Você é um observador humano, então, você é um criador de matéria humana. Outros tipos de observadores criam outros tipos de matéria porque possuem outros tipos de sistemas de decodificação sensorial.
Quer dizer que você não é um corpo contido no espaço?Nem eu, nem você, nem ninguém, nem coisa alguma. Só que eu sei disso e você ignora. Se quiser saber também: acorde!
Se não estou no espaço, onde estou?É errado usar o verbo ESTAR para tratar da existência, o correto é usar o verbo SER. Você É o espaço. Sua realidade ESTÁ em você.
Sendo que sou criador da matéria, então, estudar a matéria é me estudar?Sim, o que você chama de matéria não é matéria, é experiência de fisicalidade. Experiência de fisicalidade é feita de uma gama de atributos: altura, largura, profundidade, cor, peso, textura, cheiro, etc. Esses atributos da experiência de fisicalidade são atribuídos pela sua natureza humana. Sua natureza humana está em você. Então, quando você estuda os atributos da matéria, está estudando a si mesmo, está estudando sua humanidade. Não existe conhecimento sem conhecedor, então, todo conhecimento é autoconhecimento.
Você comprovou que matéria não existe ou acredita?Não é correto dizer que comprovei com o verbo no passado, pois é um saber constante, presente, no gerúndio. Eu vivo em constante comprovação. Eu vivo sabendo que matéria é experiência de fisicalidade.