Outroísmo impositivo é quando você tenta impor sua vontade ao outro.
Impor o que você considera melhor.
Impor seu jeito de viver.
Impor seu Quatrix.
Ao fazer isso, você está violando a individualidade do outro.
Lembrando que violência pode ser física, sensorial, afetiva e intelectual.
Afirmo:
Violentar o outro é inevitável.
E pergunto: por quê?
Interlocutor: Porque não sou o outro e vice versa.
Exato! Outroísmo impositivo é inevitável pelo simples fato de que você não é o outro.
A própria alteridade faz com que a violência seja inevitável.
Você sabe o que você pensa, sente, gosta, quer, mas não sabe nada disso do outro.
Você experimenta seu quatrix, mas não experimenta o quatrix do outro.
Sendo que você está constantemente e inevitavelmente convivendo com o outro, mas não experimenta o quatrix do outro, o que você faz?
Interlocutor: Eu violento o outro.
Sim, mas tem uma coisa que você faz antes disso que resulta nisso.
Interlocutor: Eu penso saber pelo outro.
Quase isso.
Interlocutor: Eu imagino.
Quase isso.
Interlocutor: Eu adivinho.
Se você pudesse adivinhar o quatrix do outro, estava tudo resolvido. A violência só existe porque é impossível um adivinhar o quatrix do outro.
Resta supor o que o outro pensa, sente, quer, gosta, etc. Só que para supor, você deve se basear em algo. No que você se baseia?
Interlocutor: Me baseio em mim.
Exato! Você se baseia no seu quatrix. Você só pode experimentar seu quatrix, então, você só tem seu quatrix para se basear. Está claro isso?
Interlocutor: Sim, está!