Eu vou contar uma história e quero que você leia como se fosse a sua própria história. Use a imaginação e coloque-se neste lugar.
Depois vou te fazer uma pergunta.
Você nasceu. Sua experiência de vir ao mundo foi terrível. Começou com aquele terror de sair do sim absoluto para o não absoluto, sem saber o que fazer.
A experiência foi terrível e desesperadora.
Mas ficou pior!
Quando você nasceu, além do médico lhe dar aquele tradicional tapa na bunda, por ser relapso, ele deixou você cair no chão.
Você caiu e quebrou a perna logo no seu primeiro dia de vida, precisando engessá-la.
Mas ficou pior!
Depois, o médico foi entregá-lo à sua mãe, mas ela não o quis.
Ela jogou você no lixo.
Mas ficou pior!
Um cachorro passou, confundiu sua orelha com uma linguiça e a comeu.
Mas ficou pior!
Em seguida, uma noia o encontrou e te levou pra viver na cracolândia.
Mas ficou pior!
Conforme você foi crescendo, por ser manco e não ter orelha, os outros o humilhavam e batiam em você. Uma sucessão de tragédias.
Muito bem, agora vem a pergunta.
Imagina que essa é sua história. Imagina que você viveu tudo isso no passado e que você está me contando essa história hoje.
O que isso significa?