Certa vez, escrevi uma série de seis poemas intitulados: Imperativos Da Felicidade. São seis verbos que devem ser conjugados no imperativo para se viver bem. Um desses verbos é o verbo dar, que no imperativo fica: dê. Escrevi esse poema para chegar na ultima estrofe "semente que não dá seus frutos morre de gravidez". Não consigo imaginar uma morte pior. Todo um potencial maduro, pronto para sair, mas que decide não sair, ficar dentro da barriga, prender a erupção e, por isso, morre de gravidez.
As pessoas me perguntam porque faço o que faço se não tenho retorno financeiro. São perguntas assim: "Por que você escreve poesia se não dá dinheiro? Por que você é professor de autociência se não dá dinheiro? Por que você faz música se não dá dinheiro?". Essas pessoas acreditam que vou responder que é altruísmo, que sou algum tipo de santo missionário. Daí ficam espantadas quando respondo que é por egoísmo, que minha doação gratuita é por prazer e porque não quero morrer de gravidez.
Mas e você, quer morrer de gravidez? Se não quer, comece a aplicar a matemática franciscana na sua vida agora mesmo. Deixe de evitar o inevitável. Deixe seu potencial sair. Viva na plenitude do seu ser. Seja você ao máximo! É dando que se recebe. Simples Assis.