Você se questiona sobre terra plana, sobre o uso excessivo de uvas passas no arroz, sobre a arbitragem do jogo do Corinthians e até sobre as propriedades fitoterápicas do caroço de abacate, mas nunca se questiona sobre o todo poderoso que, por amor, te faz comer o pão que o diabo amassou. Quando você, excepcionalmente, se questiona sobre Deus, acaba caindo em alguma doutrina religiosa que lhe convence que seu criador não deve ser questionado. Como se Deus fosse se ofender com uma pergunta ou fosse incapaz de respondê-la.
Deus é o maior tabu humano. E não é só um tabu religioso, é um tabu científico também. Por isso que este estudo não é religioso, nem científico, é autocientífico. A ciência tradicional é praticada através da observação e produz conhecimento.
Autociência é praticada através da auto-observação e produz autoconhecimento. Para que o descrito aqui se torne evidente para você e não fique apenas como crença, é imprescindível que você comprove através da auto-observação. Não fique apenas na teoria. Enquanto você não despertar para si mesmo, Deus continuará sendo um tabu para você.
Imagine que você fosse o único ser humano do planeta. Sendo assim, não existiria cultura no planeta. Todo seu entendimento seria seu, só seu, autoral. Não existiria outro ser humano para educá-lo em nada. Não existiria religião. Não existiria ciência. Todo seu entendimento seria fruto do seu próprio entendimento. Mesmo assim, inevitavelmente, você iria produzir um entendimento sobre Deus. Por que inevitavelmente? Porque inevitavelmente você se questionaria sobre a fábrica da realidade. Quando você vê uma fruta, você se pergunta: "É fruta de que pé?"
Você faz esta pergunta, porque fruta é produto e você está procurando a fábrica da fruta. Por você experimentar uma realidade, você faz uma pergunta similar: Qual é a fábrica da realidade? É assim que você chega ao entendimento de Deus. Deus é a fábrica implícita, da realidade explícita, que você está constantemente experimentando.