Imagine que terminou o ano escolar e você resolveu fazer uma avaliação do seu nível de entendimento das matérias.
Você conversa consigo mesmo:
— O que entendi de química?
— Não entendi nada.
— O que entendi de geografia?
— Não entendi nada.
— O que entendi de história?
— Não entendi nada.
— O que entendi de matemática?
— Não entendi nada.
— Então, não entendi nenhuma matéria?
— Não, pois você não assistiu às aulas.
— E o que eu fiquei fazendo o tempo todo, se só tinha isso para fazer?
— Também não sei.
Vamos transpor essa conversa para você sendo humano.
— O que entendi das emoções?
— Não entendi nada.
— O que entendi do pensamento?
— Não entendi nada.
— O que entendi do desejo?
— Não entendi nada.
— O que entendi de ser humano?
— Não entendi nada.
— Não entendi o que é ser humano?
— Não, pois não assisti às aulas.
— E o que eu fiquei fazendo o tempo todo, se só tinha isso para fazer?
— Também não sei.
O que você está fazendo quando mata aula?
Você está matando o aluno em você.
Que tipo de aluno você é quando mata o aluno em você?
Você é um aluno morto.
É por isso que no dia do julgamento final são julgados os vivos e os mortos.
Julgamento final não é você sendo condenado ao inferno ou abençoado com o paraíso. É você conversando com sua consciência, analisando, avaliando e julgando se você é um aluno vivo ou um aluno morto.
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