Qual é a graça de uma piada? Onde está a graça? De onde vem? Como acontece? Graça é um estado psicológico que surge com o entendimento de um equívoco óbvio.
Contar uma piada é narrar um equívoco óbvio. Uma piada é uma história onde a moral é sempre a mesma: "Que burrice!". Rimos porque entendemos como óbvio o equívoco. Se não entendemos como óbvio, não atingimos o estado de graça. Não rimos.
Quando atingi a tão cacarejada iluminação, entrei em estado de graça e comecei a rir da minha própria estupidez. "kkkkk... Que burro! kkkkk... Como não percebi isso antes!", eu pensava e ria.
E o que foi que eu percebi? Percebi que estava preso no mesmo equívoco do cientista que não acreditava na existência de câmeras fotográficas: a busca pela evidência.
Todo equívoco é sincero. Ninguém fica preso em um equívoco porque quer, mas por ignorância. Quando um cientista afirma que algo não existe por falta de evidência, ele está sendo sincero e defendendo a aplicação do método científico.
Eu amo o método científico e também sou defensor do empirismo. Mas no caso da existência da consciência, esse cientista está equivocado. E pior: está indo contra o próprio método científico.
O que pode ser mais evidente que a existência da consciência? A coisa mais evidente que existe é a consciência! Como qualquer um, até mesmo um mosquito, poderia saber qualquer coisa sem a existência da consciência?
Só que os sábios cientistas, presos no equívoco do materialismo, querem porque querem encontrar a câmera fotográfica dentro da fotografia. Tremendo equívoco!
Evidenciar é a evidência. É simples assim.
Buscar a evidência é o que mantém você afastado da iluminação de que evidenciar é a evidência.
Pare de buscar a câmera fotográfica dentro da fotografia e você verá a câmera fotográfica em todos os lugares da fotografia.
Pare de buscar sua existência na realidade e você se verá em todos os lugares da realidade.
Pronto! Está iluminado!
Sugiro dar risada. A outra opção é chorar.