A lógica materialista iguala realidade com existência. Você observa algo, logo, esse algo é realidade, existe. Segundo essa lógica, sendo que é impossível observar a observação, mesmo que você (observador) seja inegável, você não existe.
É assim que o materialismo mata você.
O que existe, existe. Não tem começo nem fim. Não termina porque não começa. Não está em lugar nenhum porque é o lugar onde tudo está. Não é produto do tempo e do espaço, é a fábrica deles. Não é observável porque é o observador.
Fique consciente da consciência e perceberá que ela preenche todos esses requisitos. Logo, você, observador, é quem merece o título de existência.
O que você observa não é existência, é realidade. O que você observa é como um filme, temporal e dimensional. Você, observador, é como a televisão, atemporal e adimensional.
Só que você não está acostumado a separar existência de realidade, até porque não existe linha divisória.
A realidade acontece "dentro" da observação, assim como um filme acontece "dentro" da televisão. O que separa existência de realidade não é uma linha, é a relação de causa e efeito. O filme não é o criador da televisão, é efeito dela.
Mas o rei está dormindo. E quando isso acontece, a realidade ataca o castelo da existência, senta no trono, coloca a coroa e se proclama existência.
O resultado dessa inversão de causa e efeito é o reinado do materialismo, e tudo que vem nesse pacote.
Iluminação é o despertar do rei.