Não sei quem é você. Mas sei que é um ser humano, igual eu. E que, ao decidir participar desse ciclo de estudos — consciente ou não — me escolheu para ser seu professor.
Meu compromisso, durante todo o ciclo EUreka, é honrar essa escolha.
A maneira como vou fazer isso é sendo o melhor professor de autociência que posso ser. Mas quando digo "melhor professor", não estou dizendo bonzinho. Não estou dizendo que vou te paparicar. Muito pelo contrário — vou ser o demônio, o capeta, o diabo.
Minha função é te ajudar a se esclarecer sobre o que é ser humano. Dar o melhor de mim é me esforçar ao máximo para destruir sua ignorância Phd.
Só que você adora suas crenças equivocadas. São crenças de estimação, cultivadas com carinho e dedicação por anos. Algumas, desde o nascimento.
Dar o melhor de mim é te ajudar a desmascarar essas crenças, para que se liberte delas. E para isso, preciso esbofetear, socar e martelar seus equívocos.
Isso não é agradável. Dói.
Quanto mais inconsciente você estiver dos seus equívocos, mais vai doer.
E quanto mais doer, mais você vai pensar que não estou cumprindo minha promessa de melhor professor. Você vai pensar: "O Ferrari falou que iria me honrar como aluno, e agora está batendo em mim".
Você ficará com raiva de mim.
Raiva é pouco — ficará furioso e magoado. E provavelmente, como a maioria dos alunos, vai sair do ciclo de estudos só para me mostrar que o errado sou eu.
Se você sair, não vou me alegrar.
Sei que dói receber marteladas na cabeça, e que seu instinto de proteção é fugir do martelo. Mas isso não vai me fazer bater com menos força.
Martelar seus equívocos é, ao contrário do que parece, eu honrando sua escolha de me ter como professor. Se eu te mimar e bater palmas para seus equívocos, não estarei te ajudando. Estarei apenas alimentando o que te faz viver mal.
Tente se lembrar disso: a dor da martelada dura pouco.
A recompensa de acordar dura a vida toda.