Quando você nasce, não sabe de nada. Você faz a menor ideia de que está em uma brincadeira de autorrealização — e de que possui seu próprio gabarito. E pior: seus educadores também não sabem disso. Eles também foram educados por outros que igualmente não sabiam. E esses outros por outros. E assim por diante.
Educação acontece de pai para filho, nunca de filho para pai.
Quando você nasceu, não foi você quem disse aos seus pais: "Oi! Meu nome é Fulano. Sou seu filho." Aconteceu o contrário. Você nasceu e seus pais lhe sentenciaram: "Seu nome é Fulano".
A partir dali, eles não apenas lhe deram um nome, mas entregaram um manual inteiro de instruções. Inúmeros gabaritos. Desde então, você os imita e reproduz para viver— exatamente como fazia ao copiar as letras desenhadas no topo daquele caderno de caligrafia.
E foi assim que você virou outro.