Você olha pela janela, se compara com o outro e conclui que falta alguma coisa em você. Falta algo no seu nariz, no seu jeito de andar e no seu guarda roupas. Ou então o oposto: acha que tem algo demais na sua bochecha e nos seus valores — e que precisa passar o bisturi.
Você mede a si mesmo com a régua do outro — e, claro, sai com déficit. Sempre sai. Porque a régua do outro não foi feita para você. Foi feita para ele. Só que você acredita em um bicho de duas cabeças chamado comparação. E desse bicho nasce outro chamado imperfeição.
O problema não é o nariz. Não é o jeito de nadar. Não é valores. Nada disso. O problema é um só: a crença na imperfeição.
Deixemos a crença de lado e vamos ao fato: você não é imperfeito — você é ímpar-feito. Seu nariz é ímpar-feito. Sua bochecha é ímpar-feita. Seu jeito de andar é ímpar-feito. Tudo em você é ímpar-feito.
E não estou dizendo isso para elevar sua autoestima — é pura matemática. A natureza do universo é a universalidade. E universalidade significa que um nunca é igual a um. Cada folha difere de cada folha. Cada grão de areia difere de cada grão de areia. Cada ser humano difere de cada ser humano.
Ser diferente não é defeito, é regra.
Você não é um original com falhas.
Você é um original — e ponto.