Um grupo de homens seguia rumo ao paraíso, cada um carregando sua cruz.
Um deles, muito esperto, achou que sua cruz estava muito pesada. Pegou um serrote e cortou um pedaço.
Ninguém reclamou. Nada de mal aconteceu.
Sua cruz ficou mais leve.
Ele cortou outro pedaço.
Ninguém reclamou. Nada de mal aconteceu.
Sua cruz ficou mais leve.
Foi cortando cada vez mais pedaços, até ficar só com um cotoco de cruz.
Quando o grupo chegou na porta do paraíso, todos estavam exauridos. O homem esperto, descansado.
Mas na entrada havia um abismo. Para atravessar, era preciso usar a cruz como ponte.
Todos fizeram isso.
Quando chegou a vez do homem esperto, sua cruz era pequena demais. Não chegava do outro lado.
Ele teve que voltar.
Buscar todos os pedaços que havia cortado.
Aluno esperto é aquele que finge.
Finge ter feito, finge praticar, finge autoconhecimento.
O objetivo é enganar o professor e passar de ano.
Ele até consegue.
Mas em se tratando de autoconhecimento, de que adianta?
Autociência é para você viver bem, não para adquirir diploma. Quando você finge, você não se conhece.
E continua vivendo mal.
Para viver bem, vai precisar voltar e estudar tudo de novo.
Sua esperteza é burra.
E o barato sai caro.