Você entende e aceita que é criador da sua realidade até certo ponto. Quando você vai almoçar em um restaurante, por exemplo, você escolhe batata, feijão, cenoura, tomate, etc, e assim cria sua refeição. Nesse caso, você entende e aceita que você é o criador da sua realidade. Extrapolando essa ideia para outras áreas, você escolhe seu namorado, esposa, emprego, casa, roupa, amigo, etc. Nesses casos, você também entende e aceita que você também é o criador da sua realidade.
Mas entender que você é criador da sua realidade não se limita a entender que você lida com pessoas, situações e coisas. Usando o exemplo do restaurante, entender que você é criador da sua realidade, é entender que você cria as paredes do restaurante, as mesas, as cadeiras, os talheres, o chão, a mão segurando o prato, tudo que você experimenta e chama de realidade.
"Se sou o criador de tudo na minha realidade, então, eu crio a matéria?", você pergunta. A resposta é sim e não. Sim, porque você cria tudo que você experimenta. E não, porque matéria não é material, não é coisa física. Matéria é experiência de fisicalidade.
Este entendimento é a revolução que muda tudo sem mudar nada. Nada muda porque matéria sempre foi experiência de fisicalidade, nunca foi outra coisa, nunca será, você é que tem ignorado isso. Tudo muda porque uma coisa é entender que matéria é material, outra coisa é entender que matéria é experiência de fisicalidade.
Ao acreditar que matéria é material, você passa a acreditar que você também é material, ou seja, corpo. Você pensa assim: "Realidade é material. Eu sou material também. A realidade contém toda matéria e me contém também. Eu sou um corpo material contido na realidade e interagindo com outros corpos materiais contidos na realidade.".
Isso é um equívoco. Realidade não lhe contém, você é que contém sua realidade. Quando você entende que matéria é experiência de fisicalidade, o fluxo da criação vira do avesso. Você entende assim: "Matéria é experiência de fisicalidade. Eu sou criador da minha experiência de fisicalidade. Fisicalidade é um aspecto da realidade que experimento. Eu não sou matéria, nem estou contido na realidade, é a realidade que está contida em mim.".
Matéria é ilusão. Mas por que matéria é ilusão? Matéria é ilusão porque é experiência. E por que experiência é ilusão? Experiência é ilusão porque é efeito.
Imagine um filme em uma tela de cinema. O filme na tela é ilusão. Por que o filme na tela é ilusão? Porque não é o filme na tela que está criando o filme na tela, o filme na tela não é a fábrica do filme, o filme na tela é efeito. A fábrica do filme na tela é o projetor. O projetor existe sem o filme na tela, mas o filme na tela não existe sem o projetor.
Experiência é ilusão porque é efeito.
Realidade é ilusão. Ilusão = realidade = efeito. Mas isso não significa, de modo algum, que sua realidade deva ser ignorada e desconsiderada. Pelo contrário, muito pelo contrário, muitíssimo pelo contrário, sua realidade deve ser sempre considerada, pois ela é efeito, e não é desconsiderando o efeito que você estuda a relação causa e efeito.
Quando você se entende como corpo, como matéria, é inevitável que você entenda que o criador da sua realidade é outro. Esse outro pode ser a natureza, o universo, os átomos, a vida, deus, o caos, enfim, algum outro, menos você. Isso é outroísmo.
O problema do outroísmo é que se você não é o criador da sua realidade, então, sua realidade não tem relação causal com você. Se sua realidade não tem relação causal com você, como e porque estudar uma relação causal que não existe? Ou seja, se você não é o criador da sua realidade, buscar autoconhecimento é uma contradição.
Nada é nada? Sim e não. Sim, porque se nada fosse alguma coisa, não seria nada, seria alguma coisa. E não, porque nada é potencial para tudo, para toda realidade. Nada é tudo-potencial, tudo é nada-realizado. Nada é a fábrica de tudo.
Você é nada e tudo. Todo ser é nada e tudo. Criador e criatura. Viver é brincar de se transformar em tudo.
Tudo sai do nada. Tudo que você experimenta sai do seu potencial. Por exemplo, se você é músico e está criando uma música, você é nada criando um tudo. Que tudo? A música. A música é sua realização, é você em forma de música. Imagine a natureza humana como sendo um instrumento musical. O que é sua realidade? Realidade é a música que você está criando e por isso, ouvindo, ou seja, experimentando.
Certa vez, fui visitar um amigo. Quando cheguei na casa dele, ele estava olhando fixamente para um rádio que ficava em cima da mesa. Mas não era um olhar comum, corriqueiro, habitual, era um olhar espantado.
— O que foi? — perguntei ao meu amigo.
— Esse rádio é mal-assombrado — ele respondeu.
— Como assim? — perguntei.
— Liga o rádio pra você ver! — ele me disse.
Eu liguei o rádio e começou a tocar uma música da Elis Regina.
— Está tocando Elis Regina — eu falei.
— A Elis Regina é viva? — ele me perguntou.
— Não, ela já morreu! — respondi.
— Está vendo! Esse radio é mal-assombrado, toca Elis Regina, Vinícios de Moraes e Tim Maia. Tudo gente morta. Toca até Beethoven, que já morreu faz séculos.
Comecei a dar risada. Meu amigo sabia o motivo do rádio tocar música de gente morta. Ele era músico e entendia de gravação. Mas o espanto do meu amigo era cientificamente pertinente.
— A bruxaria fica pior — ele me disse.
— Pior, como? — eu perguntei.
— Eu passo o dia inteiro escutando esse rádio e escuto pelo menos umas duzentas músicas por dia nele. Só que…
— Só que o quê?
Meu amigo pegou uma chave de fenda, desparafusou o rádio e retirou a carcaça de plástico que cobria os componentes eletrônicos.
— Olha só isso! — ele me disse.
— São os componentes eletrônicos do rádio — eu falei.
— Sim, mas cadê as músicas que ouço saindo daí de dentro? Se não estão aí dentro, como podem sair daí de dentro?
Caí na gargalhada. Meu amigo também.
Contei essa história para fazer uma analogia com o nada. Um rádio pode tocar qualquer música justamente porque não tem música nenhuma dentro dele. O nada é como um rádio, potencial para tudo. Sem o rádio não haveria música: o rádio é a fábrica de todas as músicas. Sem o nada não haveria realidade: o nada é a fábrica de todas as realidades.
Ano 3050, um repórter entrevista o cientista chefe do experimento AGORAVAI sobre a descoberta cientifica mais revolucionária de todos os tempos.
— O que foi que vocês descobriram?
— Descobrimos a PDPN.
— O que é isso?
— É a partícula fundamental da matéria.
— Que partícula é essa?
— PDPN é a Partícula De Porra Nenhuma.
— Quer dizer que tudo é feito de porra nenhuma?
— Exato! PDPN é a porra que fecunda e dá origem a tudo.
O repórter vira para câmera e encerra a reportagem:
— Pronto! Finalmente descobrimos do que tudo é feito! Eu, você, tudo e todos somos feitos de porra nenhuma! Quando imaginaríamos uma porra dessas!? Direto do AGORAVAI, fui.
Um moleque ateu, revoltado com os dez mandamentos, entra na igreja e propõe um desafio ao padre: “Te dou 10 reais se você mostrar onde Deus está?” O padre responde: “Eu te dou vinte se você mostrar onde Deus não está!”.
Essa é uma ótima piada para ilustrar o desafio do despertar existencial. O que existe, o que produz a realidade, não está em lugar nenhum, pois é a fábrica da realidade. Pense em um sonho. Quando você está sonhando, em que parte do sonho você, sonhador, está?
Vamos supor um sonho em que você está andando de bicicleta na praia. Onde você está? Você está sentado na bicicleta? Mas como a praia e a bicicleta estão presentes no sonho? Quem está sonhando a praia e a bicicleta? É você, não é? Então, você não está apenas na bicicleta. Está na praia, na bicicleta e sentado na bicicleta. E você está no sol também, e no mar, e nas nuvens, etc.
Assim como na piada do moleque ateu, não há nenhum lugar do sonho em que você não esteja, pois você é o sonhador que está criando o sonho. Agora, imagine que você pare de andar de bicicleta e decida apontar para você, sonhador. Você consegue?
Você não consegue, pois você, sonhador, não está em lugar nenhum do sonho. Para qualquer lugar que você apontar no sonho, você estará apontando para o sonho e não para você, sonhador. Você sonhador não existe no sonho. Contudo, é inegável que você, sonhador, existe, caso contrário, como você poderia estar experimentando seu sonho.
Se achou? Percebeu onde você, sonhador, está? Eu sei, não tem uma palavra para explicar. Tudo bem! Contanto que sua existência de sonhador esteja evidente, isso é o que importa. Mas… E se o mesmo estiver acontecendo agora? E se isso que você chama realidade também for uma criação sua igual um sonho?
Não sei onde você está, nem o que está fazendo, mas vá até o meio do ambiente que estiver agora e aponte para você, criador dessa realidade que está experimentando. Consegue? Você não consegue, pois, você, criador da sua realidade, não está em lugar nenhum da sua realidade.
Para qualquer lugar que você apontar, você estará apontando para a realidade e não para você, criador. Você, criador, não existe na realidade. Contudo, é inegável que você criador existe, caso contrário, como você poderia estar experimentando sua realidade.
Se achou? Percebeu onde você, criador, está? Eu sei, não tem uma palavra para explicar. Tudo bem! Contanto que sua existência de criador esteja evidente, isso é o que importa.
Realidade é ilusão porque é efeito. A fábrica da realidade não é ilusão porque é causa. A fábrica da sua realidade é você. Mas você (fábrica de realidade) é sem forma para poder brincar de se criar e recriar em múltiplas formas. Você, atualmente, está brincando de ser humano. Outros seres estão brincando de outras formas de ser. Nenhuma forma de ser é melhor que a outra, são apenas diferentes.
A palavra ilusão é um problema para você. Se digo que você é criador de realidade, você se sente bem com isto, mas se digo que você é criador de ilusão, você sente incômodo. Isto acontece porque seu conceito de ilusão se opõe ao conceito de realidade. Essa oposição é só conceitual. Ilusão não é oposto de realidade, ilusão é sinônimo de realidade. Realidade = ilusão. Realidade não tem oposto, realidade tem multiplicidade.
Pode relaxar em sua busca existencial. Você não precisa encontrar a Fábrica da Realidade porque a fábrica da sua realidade é você, sempre foi, sempre será. E você também não precisa destruir ou acabar com a ilusão, pois ilusão = realidade. Criar realidade é o que você faz, é seu viver, é sua diversão existencial. Despertar a consciência não é acabar com a brincadeira de ser humano, é ficar consciente do que é brincar de ser humano.
Era sempre, eternamente, toda vez, sem exceção: você.
Está vendo você? Não!? Vou ajudá-lo acrescentando um recurso gráfico.
Pronto! Se viu agora? O quadro preto é sua melhor representação. Mas como no quadro preto aparentemente não tem nada, usei o recurso gráfico de escrever “você”. Viu você agora? É isto mesmo! Você é existência.
Sua existência é inexplicável, indefinível, imensurável, porém, apesar disso, sua existência é inegável. Você existe e não tem como você negar sua existência. Até para você poder negar sua existência você precisa existir. Afinal, como você poderia negar sua existência se você não existisse para negá-la? Você existe. Você é presença. A totalidade das presenças universais (seres) é ONIPRESENÇA. Sua presença é sua porcentagem infinitesimal de onipresença. Sua presença é sua AUTOPRESENÇA. Você é unicidade existencial.
Você não é só unicidade existencial. Você é potencial de realização. Você é existência potente. Você existe e se transforma. Você é existência e potencial juntas. A totalidade das potências universais (seres) é ONIPOTÊNCIA. Sua potência é sua porcentagem infinitesimal de onipotência. Sua potência é sua AUTOPOTÊNCIA. Você é unicidade existencial potente.
Você não é só unicidade existencial potente. Você sabe que existe e se transforma. Você é consciente de si. Você existe, se transforma e experimenta sua transformação. Você é existência, potência e consciência juntas. A totalidade das consciências universais (seres) é ONISCIÊNCIA. Sua consciência é sua porcentagem infinitesimal de onisciência. Sua consciência é sua AUTOCIÊNCIA. Você é unicidade existencial potente consciente.
Fábrica da realidade é a unitrindade que você é. O funcionamento da Fábrica da Realidade é você brincando de eu-sou-eu, ou seja, é você brincando de se realizar e experimentar a si mesmo. Eu-sou-eu é a brincadeira da transFORMAção. Eu-sou-eu é você se projetando em formas para se experimentar transFORMAdo em uma realidade correspondente. Sua realidade é a experimentação da forma correspondente à sua manifestação.
Usando uma analogia, brincar de eu-sou-eu, é como escrever um texto no computador. Quando você está escrevendo um texto você é três. Tem você autor (existência), você escritor (potência) e você leitor (consciência). Escrever um texto é brincar de eu-sou-eu. Quando você está lendo um texto que você está escrevendo, você está experimentando você transFORMAdo em texto. Realidade, em todos os sentidos, é sempre você brincando de eu-sou-eu e se experimentando transFORMAdo. Atualmente você está brincando de eu-sou-humano. Seguindo a analogia, você está se escrevendo em formas humanas para se experimentar transFORMAdo em texto humano (realidade humana).
Sua realidade atual é sua redação atual. E adivinha qual é o título da sua redação? Isto mesmo! Eu-sou-eu. Eu-sou-eu é o título da redação de todos os seres, sempre, pois cada ser só pode realizar a si próprio. O resto é criatividade. Os cenários, os personagens, as narrativas, os desafios, os meios de vencer os desafios e tudo no desenrolar da sua redação, é você brincando de eu-sou-eu.
Resumindo, você é uma Fábrica de Realidade que funciona por e com um único objetivo: produzir algo único, ímpar, sui generis. Que algo é esse? É você. Você = você. Autorrealização é o único objetivo da brincadeira. Realidade é você se experimentando para constatar se está realizando seu único objetivo.
Realidade não anda para frente, nem para trás, nem para cima, nem para baixo. Realidade não se desloca. Realidade é tudo. Tudo não tem para onde ir. Tudo vai e vem no mesmo lugar, feito imagem numa tela de televisão. Tudo se transFORMA.
Observe o deslocamento da realidade numa tela de televisão. Surge uma realidade virtual na tela que se transforma na próxima, e na próxima imagem, e assim por diante. De onde a realidade na televisão está vindo? Para onde está indo? Está indo e vindo do mesmo lugar: da transformação na tela. Cada novo estado da tela, não é uma nova tela, é a mesma tela transFORMAda.
O mesmo acontece com sua realidade: não se desloca, se transFORMA. O lugar onde sua realidade se transforma se chama: você. Big bang é um big engano. Você não está contido na realidade, é a realidade que está contida em você.
Deus só sabe brincar de uma única brincadeira: eu sou eu. É só isso que Deus faz o tempo todo, 24 dias por hora, 60 horas por minuto. Eterna monoeutonia. Eu sou eu, eu sou eu, eu sou eu… Deus só não desiste de ser Deus porque não tem outra opção. Se Deus deixasse de ser Deus quem ficaria no lugar dele? E pior! Que lugar sobraria para ficar? O jeito é que não tem jeito. Nem adianta Deus rezar para que Deus lhe ajude. “Mas isso não é problema meu, é problema dele!”, você pensa. É aí que você se engana, quer dizer, Deus.
Toda brincadeira funciona de acordo com as regras da brincadeira. A regra da brincadeira eu-sou-eu é uma regra só: INPUT GERA (correspondente) OUTPUT. Nesse livro vamos chamar essa regra de correspondência.
INPUT é você-causa.
OUTPUT é você-efeito.
INPUT é você-fábrica.
OUTPUT é você-produto.
A regra da correspondência serve para todas as brincadeiras possíveis de eu-sou-eu, mas se diferencia de acordo com sua modalidade. Atualmente você está brincando de eu-sou-humano, então, sua atual regra da correspondência está baseada em formas humanas (natureza humana).
Pintores pintam quadros, compositores compõem canções, escritores escrevem livros, seres universais manifestam, realizam e experimentam realidades. Você é um ser universal. A realidade que você está experimentando agora é você realizando e experimentando sua obra prima. Não tem outra igual! Sua realidade é ímpar, singular, única. E é única a cada instante, nova, atualizada. E sendo que você pode torná-la ainda mais prima, mais alinhada com sua unicidade: Por que não?
INPUT GERA (correspondente) OUTPUT.
Sem esta regra seria impossível brincar de eu-sou-eu.
Imagine que você plante semente de abóbora e que brote aleatoriamente qualquer outra coisa, que brote parafuso, por exemplo. Imagine que você coloque um CD do Elvis Presley para tocar e que o CD player toque aleatoriamente qualquer outra música, Beatles, por exemplo. Imagine que você coloque um morango na boca e que sinta aleatoriamente qualquer outro gosto, que sinta gosto de jiló, por exemplo.
Quando um INPUT não corresponde a um OUTPUT determinado, fica impossível brincar de criação, pois o resultado se torna aleatório. INPUT GERA (correspondente) OUTPUT sempre, inevitavelmente.
OUTPUT é o inevitável resultado do INPUT.
Resultado não tem liberdade. Realidade é resultado. Então, realidade não tem liberdade. Realidade é escrava da sua liberdade de criação. A qualidade da sua realidade corresponde sempre à qualidade da sua criação.
É por isto que você sofre com sua realidade. Mal viver é você dizendo a si mesmo que seu OUTPUT não está correspondendo ao seu INPUT. Ou seja, que você não está sendo você.
Você é existência-potente. Por isso você sente uma força estranha chamada vontade. Essa força estranha é você, ser, sendo. Você não tem desejo, você é desejo (vontade). E como todo ser você deseja sempre a mesma coisa: ser (auto-realização).
Só que você não quer ser Madre Teresa, nem Frida Kahlo, nem John Lennon, nem Joana D’arc, nem Gandhi, nem Jesus, nem Buda, nem Aristóteles, nem Nietzsche, nem Einstein, nem sua mãe, nem seu pai, nem sua cultura. Você quer ser o que mais ninguém pode ser: você, um ser humano único, ímpar, singular, sui generis.
Você sofre porque ao invés de você se permitir ser você, você se proíbe. Sofrimento é você se explicando a besteira que está fazendo.
Mal viver é indicativo de criação de realidade desajustada. Assim, para reajustar sua criação de realidade, você pode e deve se perguntar: “Por que minha criação de realidade está desajustada? O que está me impedindo de eu-ser-eu? Como restaurar a sintonia comigo?”. Investigando a si mesmo neste sentido, você irá descobrir que entre você-input e você-output, está: Você-EGO.
Usando a palavra EGO como sigla, temos E.G.O (Eu Gerador de Output).
Você-EGO é “Você Gerador de Output”. Você-EGO é o transFORMAdor de input em correspondente output. Sem você-EGO não haveria como você brincar de transFORMAção, ou seja, eu-sou-eu. Fábrica de Realidade sem EGO é igual computador sem programa, nenhum output é gerado. É necessário um programa para transformar input em output. Você-EGO é o programa de correspondências que transFORMA você-input em você-output. Atualmente, você está brincando de eu-sou-humano, então, você-EGO é o sistema humano de correspondências que está transFORMAndo você em você-humano.
Sua realidade é você mesmo transFORMAdo por você mesmo em você mesmo.
Usando a analogia do computador, é como se o computador digitasse no próprio teclado: “Estou me manifestando através de mim”. Um computador escrevendo e lendo o que ele mesmo está escrevendo é uma imagem análoga a você experimentando sua realidade. Ainda nesta analogia, imagine que o computador digitasse “Sou uma árvore” e lesse na tela a frase: “Sou um sapo”. Ao ler o texto, o computador teria o sentimento de realidade fora de sintonia. “Por que meu output não está correspondendo ao meu input? O que está me impedindo de eu-ser-eu? Como restaurar a sintonia?”. Se tal computador pudesse se investigar, descobriria que a falta de sintonia está sendo causada por um desajuste em sua programação (correspondências).
O mesmo acontece no mal viver. Investigue a si e descobrirá que sua programação mental está desajustada, está fora de sintonia com você mesmo. Seu mal viver é você se convidando para uma autoanálise e reajuste mental. Se você aceita o convite e executa a autoanálise, pronto, você fez tudo necessário para o reajuste acontecer. Autoanálise leva ao despertar da consciência. Conforme você vai tomando consciência de qual é o desajuste, a própria consciência despertando é o reajuste.
Um rapaz foi visitar um sábio.
“Como faço para viver bem?”, perguntou o rapaz.
“Para viver bem, você só precisa assumir dois compromissos. Na verdade, só um, digo dois porque é um com dois lados assim como uma moeda com cara e coroa”, disse o sábio.
“Quais são os dois compromissos?”, perguntou o rapaz.
“O primeiro compromisso é com a prática da liberdade”, disse o sábio.
“Que prática é essa?”, perguntou o rapaz.
É o compromisso de se desligar de toda e qualquer obrigação ou censura”, disse o sábio.
O rapaz considerou o primeiro compromisso e achou positivo, afinal, seu sofrimento vinha mesmo dele se obrigar a fazer o que não queria e de se proibir de fazer o que queria.
“Aceito o primeiro compromisso”, disse o rapaz.
“Ótima opção!”, disse o sábio.
“Mas com base em quê vou criar minha realidade?”, perguntou o rapaz.
“Com base na Prática do Discípulo”, disse o sábio.
“Prática do Discípulo! Que prática é essa?”, perguntou o rapaz.
“É o compromisso de só criar sua realidade de acordo com os conselhos do Mestre ONI”.
“Mestre ONI! Que mestre ONI? Eu não conheço nenhum mestre ONI! Como vou assumir um compromisso com quem desconheço? Como vou seguir seus conselhos? Não sei sequer onde este tal de mestre ONI mora!”, exclamou o rapaz.
“Mestre ONI mora em você. Mestre ONI é você. Mestre ONI é sua UNIcidade. Para você agir de acordo com os conselhos do Mestre ONI, basta você se sintONIzar com você. Ao invés de obrigação, realize em sintONIzação. Obrigação cria realidade dessintONIzada. SintONIzação cria realidade sintONIzada”, disse o sábio.
“Como diferenciar sintONIzação de obrigação?” perguntou o rapaz.
“Quando você se sente bem realizando, você está em sintONIzação. Quando você se sente mal realizando, você está em obrigação”, respondeu o sábio.
“Aceito seu conselho”, disse o rapaz.
“IO, IO, IO”, cantou o sábio.
“O que é IO? perguntou o rapaz.
“Input-Output”, disse o sábio.
Fábrica da realidade é você. Porém, você não é a única fábrica de realidade do universo, logo, a realidade que você experimenta também não é a única realidade do universo. Sua realidade é sua realidade. É uma realidade única, diferente e paralela à realidade produzida pelas outras Fábricas de Realidade.
Sua realidade é sua paralelidade. Cada Fábrica de Realidade manifesta, realiza e experimenta sua própria realidade. Cada realidade é única, diferente e paralela. Quando duas ou mais fábricas interagem, ainda assim, cada fábrica manifesta, realiza e experimenta sua própria realidade paralela.
Paralelidade é como conversa pela internet, cada usuário experimenta a manifestação do outro dentro da tela do seu computador. Ou seja, cada usuário recria o outro dentro da sua própria realidade e o experimenta dentro dela.
Quando você interage, devido a você ignorar sua unicidade, ocorre de você se sintonizar com unicidades que não são a sua (outras). A recorrência disso dessintoniza você, ou seja, afeta sua mentalidade. Isso ocorre de forma similar a programas que você instala no seu computador. Todos os programas instalados no seu computador foram instalados por você, mas alguns são até prejudiciais. Mentalidades dessintonizadas são como programas prejudiciais que distorcem sua sintonia com você.
Seu sistema emocional é seu inspetor de sintonia. Por isso você sofre. Felicidade é você se dando relatório de sintonia. Sofrimento é você se dando relatório de dessintonia. Pouco sofrimento, pouca dessintonia, muito sofrimento, muita dessintonia. Enfim, é através da felicidade e do sofrimento que você toma consciência do seu grau de sintonia. Assim, embora desagradável, sofrimento nada mais é do que convite à ressintonização.
Você interage coletivamente, mas experimenta particularmente essa interação coletiva. O facebook é uma ótima analogia para você entender isso. Todos os integrantes do facebook interagem coletivamente, mas cada um experimenta sua própria timeline. Cada timeline é uma versão paralela, diferente e particular do facebook. Essa realidade que você está experimentando é assim também: paralela, diferente e particular.
Só que você não percebe isso. Você acredita que experimenta (A) realidade. Isso é um equívoco. Você experimenta sua versão exclusiva da interação coletiva. Nesse momento (e sempre) co-existem tantas versões de realidade quanto os seres que estão interagindo e experimentando. Ignorar isso é um dos fundamentos da má convivência.
Criar realidade é como desenhar. Entre o input e o output está o desenhista: Eu Gerador de Output.
Sua realidade é você-input transformado por você-EGO em você-output.
INPUT GERA (correspondente) OUTPUT. Você-input é sempre o mesmo: ser você. Sendo assim, você sofre para perceber que está fora de correspondência consigo mesmo. A solução para restabelecer a justa correspondência é você atuar no aspecto de si que gera a correspondência: Você-EGO (Eu Gerador de Output).
O bolo é da forma da fôrma. Mude a fôrma e a forma muda junto.
Tem bolo redondo e tem bolo quadrado. Por que um bolo é redondo e outro é quadrado? De onde vem a forma do bolo? A forma do bolo vem da fôrma. O bolo quadrado é quadrado porque a fôrma que o formou era quadrada. O bolo redondo é redondo porque a fôrma que o formou era redonda. O bolo tem a forma da fôrma. Só que forma é explícita e fôrma é implícita.
Observe sua realidade como sendo um bolo. Se sua realidade tem forma, então, tem fôrma. Mas cadê a fôrma? Percebe? Você não vê a fôrma que forma sua realidade porque a fôrma da sua realidade também é implícita. Para entender isso, vamos melhorar a metáfora.
Pense em uma imagem na tela do seu computador. A imagem na tela do computador é forma. Se é forma, tem uma fôrma. Mas cadê a fôrma que forma a imagem na tela do computador? A fôrma da imagem é o programa do computador.
Analogamente, assim como um computador usa uma fôrma chamada PROGRAMA para criar imagens na tela, você usa uma fôrma chamada NATUREZA HUMANA para criar a realidade que você experimenta. E assim como você não vê o programa que forma a imagem na tela do computador, você também não vê sua NATUREZA HUMANA.
Realidade é forma. Mentalidade é fôrma. Mude sua mentalidade e sua realidade muda junto.
Brincar de eu-sou-eu é como desenhar um autorretrato. Quando você está desenhando uma árvore no papel, você não está desenhando qualquer árvore, você está desenhando SUA árvore. Qualquer um pode desenhar uma árvore, mas ninguém pode desenhar SUA árvore. Sua árvore só pode brotar de você, pois sua árvore é você “arvorizado”. O mesmo se dá com sua realidade. Quando você está criando realidade, você não está criando qualquer realidade, você está criando SUA realidade. Qualquer um pode criar realidade, mas ninguém pode criar SUA realidade. Sua realidade só pode ser criada por você, pois sua realidade é você realizado.
Como sua realidade é criada através de você-EGO, sua realidade não é apenas imagem e semelhança da sua unicidade, mas também de você-EGO. O bolo é da forma da fôrma, então, quando você experimenta uma realidade dessintonizada (você ≠ você), a falta de correspondência não está em você-input, mas no aspecto da sua UNItrindade que está gerando a realidade correspondente, esse aspecto é você-EGO.
Seja qual for sua realidade, quando você está em paz com ela, quando você está se sentindo bem, então, é porque você-EGO está em sintonia com sua manifestação. Quando você está em conflito com sua realidade, quando está se sentindo mal, isto significa que você-EGO está dessintonizado com sua manifestação. Neste caso, o sofrimento que você sente é você se convidando à ressintonização.
Realidade não é apenas forma, realidade é forma representativa. Realidade é representatividade. Usando novamente a analogia do desenho, o desenho espelha o desenhista, logo, é representativo do desenhista. O mesmo acontece quando você está criando sua realidade, a realidade que você está experimentando é representativa de você, é espelho da sua unicidade e mentalidade.
Entender que realidade é representatividade é fundamental para o processo de autorrealização, porque liberta você da necessidade de criar realidade específica e o liberta para criar qualquer realidade representativa. A segunda utilidade é que, sendo que o bolo tem a forma da fôrma, então, o que você experimenta numa realidade dessintonizada é a justa representação da falta de sintonia. Logo, é indicativo da necessidade de reajuste.
Realidade indesejada é semelhante a uma música mal executada onde o músico erra as notas e toca fora de harmonia. Pense no seguinte, o violão tem como tocar melhor a música? Não! Pois é o músico que está tocando a música e não o violão. O violão é apenas o instrumento que o músico está usando para executar a música.
O mesmo acontece com você. Sua NATUREZA HUMANA é seu instrumento. Sua realidade é a música que você está tocando, e consequentemente, ouvindo. Assim como a causa da música mal tocada é a má execução do músico que está tocando o violão, a causa da má qualidade da sua realidade é sua má execução em ser humano.
A maestria ou falta de maestria do músico com o violão é tanto o problema como a solução da qualidade da música. Sua maestria ou falta de maestria em ser humano também é tanto o problema como a solução da qualidade da sua realidade.
Realidade é ilusão, mas é imprescindível para você viver bem, pois é só através do estudo do efeito que você pode obter conhecimento de causa. E para que serve conhecimento de causa? Serve para você melhorar a qualidade do efeito, ou seja, melhorar a qualidade da sua realidade. Vamos usar uma analogia para entender melhor isso.
Um sonho é uma ilusão. Por quê? Porque um sonho não é fábrica de si, sonho é produto. E qual é a fábrica do sonho? A fábrica do sonho é você, sonhador. Porém, se você não fosse o sonhador dos seus sonhos, que utilidade e sentido teria estudar a relação dos seus sonhos com você? Nenhuma! Sua realidade é como um sonho. Você é um sonhador. A realidade que você experimenta é a realidade que você cria para si.
É por isto que a prática da autociência é realizada através da investigação da relação causal entre você e sua realidade.
Autociência também tem vestibular. Chama-se MDC (Mínimo De Consciência). Enquanto você não estiver consciente do mínimo sobre o que é ser humano, não adianta, não tem como você praticar autociência, pois sua própria ignorância lhe impede.
Um desses mínimos é saber que não importa O QUE está acontecendo. O QUE é efeito, produto. A fábrica dO QUE é o PORQUE. Sem PORQUE não tem O QUE. O que importa NO QUE está acontecendo, seja o que for, é apenas saber que O QUE é desdobramento do PORQUE. Só isso. Essa é a única função DO QUE: tornar explicita a causa implícita.
Outro mínimo, é saber que tudo O QUE você está experimentando, é seu tudo, exclusivamente seu. O QUE você supõe ser coletivo e externo, não é. Tudo está acontecendo em você e para você. Sua realidade é só sua. A cadeira QUE você está sentado, por exemplo, não é (A) cadeira, é SUA cadeira. O celular que você está usando, não é (O) celular, é SEU celular. A realidade que você supõe coletiva e externa, não é (A) realidade, é SUA realidade.
Outro mínimo. O principal deles. É que você é o PORQUE do seu O QUE. Você é a fábrica da sua realidade. Você é a causa do seu tudo.
Quando você está consciente desses três mínimos. E só quanto está consciente. Nunca antes. Daí você passou no vestibular e fez a matrícula para começar a praticar autociência.
E por que só a partir daí? Porque autociência é conhecer VOCÊ-CAUSA através de VOCÊ-EFEITO, e quando você ignora que você é a causa da sua realidade, você ignora também que tudo QUE você experimenta tem um único PORQUÊ: autoconhecimento.
Fisicamente falando, para você se ver, você se olha no espelho. Existencialmente falando, para você se ver, você cria uma realidade. É por isso que sua realidade é como é. Sua realidade é você no espelho. Espelho não tem arbítrio. Realidade também não. Sua realidade reflete suas escolhas. Suas escolhas refletem o que você acredita. O que você acredita reflete seu autoconhecimento. Por isso, quanto mais autoconhecimento, melhor a qualidade da sua realidade.
Sim, caso contrário a comunicação entre os seres humanos seria impossível.
As pessoas na minha realidade são criações minhas?Sim, porque pessoa é realidade e sua realidade é criação sua (decodificação sua da manifestação dos seres).
Até onde minha realidade é criação minha?Sua realidade é 100% criação sua (decodificação sua), mas em cocriação com os outros seres do universo.
Cada um decodifica e experimenta em si as realidades alheias?Não! Ninguém experimenta a realidade do outro. O que você decodifica e experimenta em si é a manifestação do outro e não a realidade do outro.
Como a lógica existencial explica a distância?Não existe distância, distância é experiência de fisicalidade. Não tem distância entre criador e criatura, entre observador e observado.
Como a mentalidade interfere na criação de realidade?Sua mentalidade interfere na sua criação de realidade igual à afinação de um piano interfere na qualidade da música.
Como crio realidade: querendo?Não! Optando. Querer não cria nada. Querer só mostra o rumo da criação. Você realiza e experimenta o que opta e não o que quer.
Como manifesto 100% do meu potencial no meu cotidiano?Você está sempre manifestando 100% do seu potencial. Para aumentar a porcentagem de sintonia da sua realidade com seu desejo, você precisa praticar autoanálise.
Como observar o nada se não tem nada para observar?Na auto-observação existencial, você observa o tudo. De repente, você percebe que você é o observador observando esse tudo. E que você não está no tudo.
Como praticar autoobservação melhora minha realidade?Autoobservação produz despertar da consciência. Despertar da consciência produz autoconhecimento. Autoconhecimento produz melhores escolhas. Melhores escolhas produzem melhores realidades.
Como separar causa e efeito?A televisão é a fabrica e a imagem é o produto. Você-causa = televisão. Você-efeito = realidade.
Como você descobriu que é nada?Praticando autociência e percebendo que realidade não está do lado de fora, é uma experiência mental dentro de mim.
Convivência é experiência coletiva?Não! Experiência é sempre particular. Coletiva é a cocriação.
Criação é sempre agora?Sim. Toda experiência é criada e experimentada agora.
Criar realidade é criar o significado das experiências?Inclusive isso, mas não apenas isso. Criar realidade é criar tudo. Criar realidade é criar a experiência física e o significado da experiência física.
É comum ficar desanimado após o despertar existencial?Tudo depende da sua interpretação. Se você entender que sua realidade está sobre seu controle e você tem a eternidade para moldá-la tal como deseja, provavelmente o despertar existencial será animador.
É possível viver bem em crise?É mais do que possível! É imprescindível! Viver é administrar a constante crise de ser humano.
Eu atraio a realidade que pensam e desejo?Você não atrai realidade, você cria realidade. Como? Optando.
Eu consigo materializar algo no ambiente, tipo um carro?Você está sempre materializando tudo na sua realidade. Tem uma ORDEM TEMPORAL E ESPACIAL de materialização (realização).
Eu crio o sol?Sim, você cria seu sol, sua experiência de sol.
Eu-nada crio tudo usando apenas a consciência?Consciência não cria realidade, apenas constata a realidade criada. Quem cria a realidade é a potência e não a consciência.
Eu-ser estou além da realidade?Sonhador e sonho são inerentes.
Existe um método para modificar minha realidade?Você está ininterruptamente recriando sua realidade. Enquanto você não despertar a consciência e se tornar um criador consciente, você ficará só alternando de bosta para cocô.
O corpo é a interface que cria a realidade?Não, é o oposto. A interface humana que cria o corpo.
O outro enxerga as coisas da mesma forma que eu?Ninguém enxerga realidade, todos criam realidade. A realidade sensorial (física) é uma criação semelhante para todos os seres humanos, pois todos estão usando a mesma interface humana para interação.
O que determina minha realidade?O que determina sua realidade é seu arbítrio. Arbítrio é causa, realidade é efeito.
O que é a potência?Potência é seu potencial de realização.
O que é investigar a natureza da minha realidade?Investigar a natureza da sua realidade é investigar a natureza dessa criação mental constante e ininterrupta que você chama de realidade.
O que existe além da minha existência?Você-ser é nada. Nada é tudo que existe.
O que mudará na ciência quando os cientistas despertarem a consciência?A ciência deixará de ser um estudo da realidade externa e se tornará o estudo da natureza humana, que cria a realidade que parece externa.
O que na minha realidade são seres?Nada! Tudo na sua realidade é decodificação da manifestação dos seres.
O ser da pedra é inferior ao ser humano?Não existe ser pedra e ser humano, existe ser brincando de ser pedra e ser brincando de ser humano. Todos os seres são igualmente seres.
Para que serve os cinco sentidos se não existe mundo externo?Para criar a perspectiva perceptiva de mundo externo.
Pedra tem consciência?Sendo que todo ser é uma unitrindade, o ser que está manifestando a pedra também é consciência. Mas a consciência é do ser que está manifestando e não da pedra na sua realidade.
Por que acredito que sou um corpo e ignoro que sou nada?Porque você usa como base existencial o critério materialista de existência, que se baseia nos 5 sentidos. Sua existência é o espaço que contém o seu corpo. Você-ser é o espaço.
Por que brincar de ser humano se tudo acaba?Tudo que você faz serve de resposta a sua pergunta. Por que jogar futebol, ouvir música, comer bombom?.
Por que estudar o existencial me deixa angustiado e desorientado?Porque você acredita que é só humano, e sua mentalidade materialista quer ser alguma coisa, enquanto o estudo deixa óbvio que você-ser é nada.
Por que eu-nada crio realidade?Autoconhecimento.
Por que leio a explicação existencial e não entendo?Primeiro, porque não é de entender, é de ficar consciente.
Por que me sinto em crise com o estudo do existencial?Porque uma das funções do estudo da sua natureza existencial é fazer você entrar em crise existencial.
Por que não consigo experimentar meu desejo realizado agora?Porque você ainda não o realizou.
Por que não entendo nada do nada?Porque não tem nada para ser entendido. Raciocinar é coisificar, por isso é impossível raciocinar o nada.
Por que não entendo que realidade é ilusão?Seu pensamento está condicionado a acreditar que realidade e ilusão são antônimos, porém, realidade e ilusão são sinônimos.
Por que optar se toda experiência é só uma experiência?Porque experiência tem QUALIDADE. Você pode usar seu arbítrio para ir de uma qualidade para outra.
Por que tenho experiência de tato se não existem objetos materiais?Os cinco sentidos não percebem os objetos materiais, eles criam os objetos e a perspectiva de externalidade.
Posso mudar minha mentalidade, mas não minha unicidade?Exato! Sua unicidade é existencial. O que é existencial não muda.
Qual a lógica em brincar de sofrer?É uma brincadeira sim, apenas é uma brincadeira que envolve sofrimento. E toda brincadeira envolve sofrimento de alguma forma.
Qual é a diferença entre existência, potência e experiência?Existência é você-televisão. Potência é sua capacidade de produzir filmes. Experiência é você-televisão assistindo aos filmes que você está produzindo.
Quando eu-humano morrer, me tornarei nada?Você já é nada. Todo ser já é nada antes de nascer e continua sendo nada depois que morre.
Quem está criando minha realidade: eu-ser ou eu-humano?Quem está criando sua realidade é você-ser, mas através da interface humana.
Quem se autorrealiza: eu-ser, eu-humano ou eu-fulano?Quem se autorealiza é você-ser, através de você-humano, que resulta na realidade que você experimenta, que é você-fulano.
Realidade não é real, é ilusão?Realidade é real. A dificuldade está na palavra "real". A 1ficina iguala real com ilusão: realidade = ilusão.
Se a realidade está dentro de mim, o outro também está dentro de mim?A existência dos outros seres não está dentro de você, mas a construção mental que você faz deles, sim.
Se eu vejo você e você me vê, quem criou quem?Eu crio você na minha realidade, você me cria na sua realidade e interagimos nesse vai e vem intermediado pela natureza humana.
Se existência não se desloca, porque a manifestação sim?Manifestação também não se desloca. Deslocamento é experiência de fisicalidade.
Se nada é potencial para tudo, então, tudo é possível?Sim! Tudo é possível. Não existe nada impossível no universo.
Tanto faz se crio realidade de meditação ou andar de bicicleta?Sim, o que importa não é a FORMA da realidade e sim o SABOR que tem para você.
Você conhece a criação da vida?A criação da vida é a criação da realidade.
Você consegue controlar a dor física por saber que matéria é experiência de fisicalidade?Não, pois o despertar da consciência não muda o jogo, muda seu jeito de jogar.