O trabalho da 1ficina é explicar o óbvio sobre ser humano. Mas a explicação do óbvio não é o óbvio. Aliás, óbvio é inexplicável. Como explicar a amarelidade do amarelo? Impossível. E mais! Desnecessário. Amarelo é obviamente e inexplicavelmente amarelo. Para explicar a amarelidade do amarelo basta apontar para o amarelo. O olhar olha e vê. Pronto! A amarelidade do amarelo está explicada sem explicação, está evidente, está explícita está óbvia.
1ficina se dispõe a fazer isso? Porque você, leitor, não é cego, apenas está dormindo. Você pode abrir os olhos e sair da ignorância sobre ser humano. O trabalho da 1ficina é te ajudar nesse despertar. Mas para tanto, não leia esse livro, nem qualquer outro livro da 1ficina tentando aprender, leia tentando despertar a consciência. Explicações são placas. Não olhe para as placas, olhe para onde as placas estão apontando. As explicações da 1ficina apontam para você. Olhe para si.
Uma coisa é somar coisas, como uma laranja e um abacate. Outra coisa é somar fantasmas, como xis mais ípsilon. O resultado da soma de xis mais ípsilon é tão fantasmagórico como xis e ípsilon. Esse é o problema de equacionar conceitos sem ter ciência do que se está equacionando. Saber a explicação não é estar ciente do que está sendo explicado, é apenas saber a explicação.
Explicações são meu-bem meu-mal na prática do autoconhecimento. São mapas para lhe ajudar no despertar da consciência. Só que o mapa não é o território. Por isso, quanto mais você soma, divide e multiplica conceitos, mais você afunda na matemática de fantasmas e menos entende.
Explicações são placas que apontam para alguma obviedade, não é a obviedade em si. Explicações sobre o que é ser humano são placas que apontam para você. Mas você não é uma explicação. Você é obviamente você. É um absurdo que existam explicações sobre o que é ser humano uma vez que você é um ser humano. Mas existem. E por que existem? Porque você não é óbvio para si. Seu autoconhecimento não é produto de evidenciação, é produto de aprendizagem educação cultura. Seu autoconhecimento é um amontoado de copiar e colar nessa prova. Por isso voce vive mal.
Crenças são explicações que nascem da ignorância e só sobrevivem na ignorância. Você só acredita quando ignora. Quando é óbvio, acreditar é impossível, pois a própria evidenciação é a explicação. Quando você é criança, por exemplo, você ignora como nasceu. Então, você vai perguntar sobre seu nascimento a alguém que, segundo sua memória, já existia antes de você existir. Você pergunta aos seus pais: "Como eu nasci?". Seus pais decidem que não é apropriado lhe apresentar ao óbvio ainda e respondem: "Uma cegonha trouxe você". Para reforçar essa crença, eles lhe mostram uma linda ilustração. Você acredita por ignorar o óbvio.
Passado algum tempo, se você é homem, você introduz o óbvio em sua parceira, ou então, se você é mulher, o óbvio é introduzido em você. Nove meses de gestação. Nasce seu filho. Morre a crença na cegonha.
Verdade é o que você acredita ser verdadeiro. Mas o que você acredita ser verdadeiro não é demonstrável, então, não é comprovável. Por isso você não consegue convencer o outro de verdade alguma. Vamos supor que você acredite que Elvis Presley é lindo. Como você pode demonstrar isso? Como o outro pode comprovar?. Impossível. "Elvis Presley é lindo" mora dentro da sua crença, ninguém tem como comprovar isso. Só o óbvio é demonstrável, comprovável e dispensa argumentos. Quando alguém não sabe que fogo queima, por exemplo, você não precisa argumentar, basta riscar um fósforo e pedir para pessoa colocar a mão no fogo. Óbvio não precisa de advogado de defesa. Só verdade precisa de convencimento Porém não sendo óbvia jamais convence Por isso briga é.
Quer parar de acreditar e começar a saber? Então, desista de buscar respostas e se torne um fabricante de perguntas. Questione toda e qualquer resposta que tiver, alheia ou própria. Não se preocupe com respostas, se ocupe em exercitar inteligência. Uma vez que você formule a pergunta, a resposta surgirá inevitavelmente, pois a resposta é sempre a mesma você pergunta. Ao invés de colecionar cartões postais, trilhe o caminho das perguntas. Até porque, só tem uma pergunta a ser feita. Sabe qual? Se não sabe, comece a se perguntar agora mesmo.
Parte do trabalho de um guru é apontar para o seu cu, para sua ferida, para seu equívoco, para causa do seu sofrimento. Mas se seu guru não for humano igual você, se não tiver cu igual você, que competência ele tem para falar do cu seu?. Daí fica igual padre dando conselho de casamento. Minha sugestão é que você levante a batina do seu guru e confira a humanidade dele. Se ele tiver cu igual você, se for humano: ponto para ele.
Mas não pare sua investigação no primeiro cu. Guru que é guru tem dois cus. O primeiro cu é o que faz dele humano igual você. O segundo cu é o que faz dele guru: iniciativa em ser o primeiro a colocar o cu na reta (ser praticante do que professa). Afinal, não é preciso maestria para falar do cu filosófico, nem do cu alheio.
Se você tiver um guru, investigue debaixo da batina dele. Se não tiver dois cus, tenha você: desista dele!.
Muito já foi dito sobre ser humano. Muito mesmo! Então, recorrentemente, pessoas que já leram muito sobre o assunto, ao perceberem que explico diferente, e muitas vezes, até o oposto do que leram, vem me questionar: "Ah, mas fulano fala isso, ciclano fala aquilo, beltrano fala grilo e crocodilo".
— Sabe por que eles falam isso? — eu pergunto.
— Não, por quê? — meu interlocutor responde.
— Eles falam isso porque tem boca! — eu respondo.
Não importa porque alguém fala o que fala. E também não importa o tamanho da fama e da graduação de quem está falando. Quem tem boca fala o que quer. Mas quem experimenta na pele o resultado de tudo que você acredita é você. Então, o que importa é porque você acredita no que está sendo dito sem comprovar por si mesmo.
Não seja crente, seja autocientista. Comprove por si mesmo. E deixe que digam, que pensem, que falem.
Autoconhecimento não se aprende, se desperta. Para produzir autoconhecimento, o aluno precisa praticar autociência e colocar a prova as explicações recebidas. Mas quando o aluno recebe uma explicação, ele tem duas reações: A) AMÉM! - Idolatria - O aluno acredita nas explicações ao invés de colocá-las a prova. B) ANÉM! - Antipatia O aluno renega as explicações ao invés de colocá-las a prova. Tanto a opção A como a opção B impedem o autoconhecimento.
Existem dois tipos de perguntas:
1) Pergunta de explicação
2) Pergunta de sim ou não.
Pergunta de explicação é quando você NÃO SABE e pergunta para receber uma explicação que te ajude a descobrir. Pergunta de sim ou não é quando você PENSA QUE SABE, ou seja, tem uma crença e está buscando confirmação para sua crença em alguém que você considera uma autoridade, tipo um professor, um guru, um Phd, etc.
Nos primeiros ciclos de estudos da 1ficina, eu nem respondia pergunta de sim ou não. Me recusava a responder. Depois, mudei de pedagogia. Achei mais útil responder assim: "Se eu responder que sim, você acredita? Se eu responder que não, você acredita?".
Comecei a responder assim para os alunos perceberem o que estavam fazendo, para cair a ficha dos alunos de que eles estavam praticando acreditação ao invés de ciência do óbvio.
Se você quer ser um autocientista, nunca, jamais, em hipótese alguma, faça perguntas de sim ou não sobre suas crenças. Nunca, jamais, em hipótese alguma, busque confirmação para suas crenças no outro. Se você quer ser um autocientista, seja sua própria autoridade.
Quem é você para confiar em si? Quem é você para confiar em seu sentimento, sensibilidade, autoridade e juízo!?. Que absurdo! Pirou? Para viver bem, você precisa do aval do Dalai Lama, do Buda, de Jesus, do Papa, do Xamã Pena Branca, do Einstein, do Stephen Hawking, da NASA, do Freud, do Jung, do Allan Kardec, do teorema de Pitágoras, do Guru da Baba Azul e, principalmente, do Elvisleno o camelô filho do Elvis Presley com John Lennon que vende relógio.
Quer algo em que confiar? Confie no horóscopo, na propaganda política, no facebook, na previsão das cartomantes, nos comerciais de margarina, na novela das oito que começa às nove, nos filmes do Chuck Norris e nas revistas de fofocas. Confie em qualquer coisa. Confie na fada do dente. Confie nas fitinhas do Senhor do Bonfim. Confie em São Longuinho. Só não cometa a insanidade de confiar em si mesmo. Jamais!
Quem avisa amigo é! Confie em mim.
A explicação do óbvio não lhe dá nada. Nem há nada para ser dado. Você já é você. Sempre é. Nunca deixa de ser. A explicação do óbvio explica o que você é, mas não está percebendo. Isso incomoda. Causa revolta. É uma afronta a sua inteligência. "Como óbvio! Se fosse óbvio, eu saberia!", você pensa. Saber é da sua natureza, então, quando você fica sabendo que não sabe, sua inteligência se revolta.
Um dos propósitos da explicação do óbvio é esse: incomodar sua inteligência para retirá-la da inércia. Uma metáfora para ilustrar isso é a produção da pérola. A ostra produz a pérola para solucionar um incômodo. O processo de produção começa quando um grão de areia consegue entrar dentro da ostra. O grão de areia irrita a mucosa da ostra. Para solucionar o incômodo, a ostra começa a envolver o grão de areia com camadas concêntricas de madrepérola. Essa substância cristaliza-se formando uma esfera ao redor do problema: a pérola.
O mesmo acontece com você. Sua inteligência é a ostra e as explicações do óbvio são grãos de areia que irritam sua inteligência. Para resolver a irritação, você precisa sair da inércia consciencial (ignorância) e investigar o assunto. Como o assunto é você, o resultado é uma eurécola, ou seja, autoconhecimento.
O método científico para produção de conhecimento começa e termina na observação. Mas observação é sempre do outro, por isso não serve para produção de autoconhecimento. O método para produção de autoconhecimento é a auto-observação. Observação produz conhecimento. Auto-observação produz autoconhecimento.
Ser humano é três em um:
1) Você existencial (ser)
2) Você psicológico (humano)
3) Você pessoal (fulano).
Então, existem 3 tipos de autoconhecimento:
1) Autoconhecimento existencial (ser)
2) Autoconhecimento psicológico (humano)
3) Autoconhecimento pessoal (fulano).
O que é existir? Essa é a pergunta a ser respondida na prática do autoconhecimento existencial. Você deve observar sua existência até descobrir o que é existir. Quando você descobre, você tem um despertar existencial. Despertar existencial é instantâneo. Você desperta para sua existência e pronto! Fim. Acabou.
Como eu funciono? Essa é a pergunta a ser respondida na prática do autoconhecimento psicológico. Despertar psicológico é gradual e lento, mas você pode acelerar seu despertar psicológico lendo livros de psicologia.
Quem sou eu? Essa é a pergunta a ser respondida na prática de auto-observação pessoal. Você pode contar com a ajuda de psicólogos para fazer essa investigação.
Uma tartaruga marinha subiu na borda de um poço e viu um sapo morando lá dentro. A tartaruga perguntou ao sapo:
— Há quanto tempo você mora aí embaixo?
— Eu nasci aqui e sempre morei aqui — respondeu o sapo.
— E você? Onde você mora? — perguntou o sapo.
— Eu moro no oceano — respondeu a tartaruga.
— Oceano! O que é isso? Me explica — perguntou o sapo.
— É um lugar cheio de água — explicou a tartaruga.
— Cheio de água igual esse poço? — perguntou o sapo.
— Não, o oceano tem muito mais água que esse poço — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Dez vezes mais? — perguntou o sapo.
— Não, muito mais — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Cem vezes mais? — perguntou o sapo.
— Não, muito mais — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Mil vezes mais? — perguntou o sapo.
— Não, muito mais — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Um milhão de vezes mais? — perguntou o sapo.
— Não, muito mais — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Um bilhão de vezes mais? — perguntou o sapo.
Diante a persistência do sapo e a impossibilidade de explicar o tamanho do oceano usando um poço como base de comparação, a tartaruga teve uma ideia. Ela jogou uma corda e ajudou o sapo a sair do poço, depois levou o sapo para ver o oceano. Quando o sapo viu o oceano, finalmente entendeu porque não entendia.
Você é o sapo. Tudo que você estudou sobre autoconhecimento, são teorias sobre um oceano que você nunca viu. A 1ficina é a tartaruga. As explicações da 1ficina são uma corda para lhe ajudar a sair da ignorância. O oceano é o autoconhecimento. Escalar a corda é praticar autociência.
Maria é uma cientista e a especialidade dela são as cores. Ela sabe tudo que tem que saber sobre as cores. O comprimento da onda, os efeitos neurológicos, toda e qualquer propriedade que as cores podem ter. Mas ela mora num quarto preto e branco. Ela nasceu lá e foi educada lá. E ela só consegue observar o mundo exterior num monitor preto e branco. E um dia alguém abre a porta. Maria sai andando. E ela vê o céu azul. Naquele momento ela aprende uma coisa que todo estudo dela não pode explicar. Ela aprende o que é o sentimento de ver as cores. Esse experimento tão difícil era para demonstrar aos alunos a diferença entre o computador e a mente humana. O computador é a Maria no quarto preto e branco e o humano é quando ela sai de lá.
Por que você busca autoconhecimento em gurus, escolas, filosofias, livros, vídeos, baralhos e biscoitos da sorte ao invés de buscar em si e por si? O que você quer com isso?
Você quer gozar com o pau dos outros. Buda disse Om, Jesus disse Amor, Einstein disse que é relativo, Sócrates perguntou, Freud explicou, Descartes duvidou, etc. E assim você segue copiando e colando sabedoria, porém, jamais sabendo.
Não adianta acreditar que fogo queima, você precisa colocar a mão no fogo para saber. O mesmo com autoconhecimento. Você deve se estudar para saber de si e não estudar o que dizem sobre você. Acreditar não é saber, acreditar é copiar e colar.
Um fazendeiro estava caminhando por sua fazenda quando encontrou um filhote de passarinho caído no chão. Ele procurou o ninho de onde o passarinho havia caído, mas não encontrou. Para que o passarinho não morresse de fome, o fazendeiro colocou ele para viver no galinheiro, junto com as galinhas. Três anos depois, o fazendeiro recebeu a visita de um amigo especialista em pássaros. Enquanto passeavam pela fazenda, o amigo viu o passarinho no galinheiro e disse:
— Esse pássaro não é uma galinha, é uma águia.
O fazendeiro, que já tinha percebido isso com o crescimento do passarinho, respondeu:
– Sim, é uma águia, mas foi criada como galinha. Ela acredita que é galinha, então, não é mais águia.
— Águia é águia — retrucou o amigo — Vou fazer ela voar!
— Não vai conseguir — insistiu o fazendeiro — ela acredita que é galinha, então, jamais voará como águia.
O amigo propôs um teste. Subiu com a águia até o telhado, ergueu-a bem alto e disse:
— Você é uma águia! Abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do amigo como se fosse um poleiro. Olhou para baixo, viu as galinhas ciscando e foi para junto delas para ciscar também.
— Eu avisei! — disse o fazendeiro — Ela virou galinha.
— Faremos outro teste amanhã — disse o amigo.
No dia seguinte, o fazendeiro e seu amigo pegaram a águia, levaram-na para a beira de um abismo no topo de uma montanha. O amigo pegou a águia e a jogou no abismo. A águia saiu voando.
A águia é você. A galinha é tudo que você pensa que sabe. O abismo é a prática da autociência. Para sair do poleiro da crença e voar pelo autoconhecimento: pule no abismo!
A explicação do óbvio não é o óbvio, é uma ponte até o óbvio. Para ficar óbvio, você precisa atravessar a ponte. Boa travessia!.
Você está confundindo a experiência com o nome atribuído a experiência. Primeiro você tem a experiência de amarelidade, depois seus pais te ensinam a chamar essa experiência de "amarelo". Seus pais colocam uma etiqueta na sua experiência. Você pega essa etiqueta e coloca no seu dicionário de etiquetas da língua portuguesa. Se seus pais fossem americanos, a etiqueta seria "yellow", mas a experiência seria a mesma. Seus educadores nomeiam suas experiências para que você possa participar da comunicacão verbal Mas a experiência é obviamente a experiência. Não tem sim, envolve ensino e crenças.
Auto-observação sem autoanálise produz autoconhecimento?Não existe auto-observação sem autoanálise, é impossível. Alguma autoanálise sempre acontece junto com a auto-observação. Se é uma autoanálise competente ou não, com critério A ou B, daí é outra história.
Autociência é autoconhecimento?Não! Autociência é a prática que produz autoconhecimento. Autoconhecimento é o produto dessa prática.
Autociência é ciência?É igual no fundamento da observação, mas oposta no objeto observado. Na ciência, o objeto observado é o outro (estrelas, células, moléculas, etc). Na autociência, o objeto observado é o prórpio observador, ou seja, você.
Autociência é desaprender o aprendido?Para viver bem, você não precisa desaprender o aprendido, você precisa reconhecer o que é verdadeiro e falso no que aprendeu. O que impede você de viver bem é que você acredita em mentiras. A prática da autociência deixa evidente todas as mentiras.
Autociência é meditação?Meditação é auto-observação. Nesse sentido, sim, praticar autociência é praticar meditação.
Autociência é neurociência?Não! Neurociência é o estudo do funcionamento do cérebro, feito através da observação do funcionamento biológico dos neurônios. Autociência, no aspecto psicológico, é o estudo do funcionamento da psique, feito através da auto-observação, ou seja, através da sua observação do seu próprio funcionamento psicológico.
Autociência me leva a estar em paz?Autociência é uma prática de investigação, que produz autoconhecimento e não estados emocionais. Então, a resposta a sua pergunta é não. Porém, seu nível de autoconhecimento afeta seu estado emocional, e nesse sentido, a resposta é sim. Assim como o estado natural do seu corpo é o estado de saúde, seu estado emocional natural é o estado de paz. Quando você está sem paz (sofrendo), é porque tem algo errado que precisa ser tratado. Para descobrir porque você está sofrendo, você precisa fazer exames psicológicos através de um método de investigação chamado autociência.
Autociência vai realizar meus desejos?Não! Essa responsabilidade é sua.
Autoconhecimento serve pra que?Autoconhecimento serve para você viver bem.
Como aprender o óbvio?Óbvio é quando você está consciente de algo. Para sair do estado de ignorância e ficar consciente de algo, o método que você deve usar não é o estudo, é a observação. No caso do autoconhecimento, você não se observa olhando para fora, mas olhando para dentro, através da auto-observação.
Como chegar ao óbvio?Não existe "o" óbvio. Óbvio não é um objeto. Óbvio é um estado consciencial. Quando você está consciente de algo, esse algo é óbvio para você. Então, você não chega no óbvio, você chega na obviedade. Como chegar ao óbvio? Praticando auto-observação.
Como descobrir o que está me fazendo viver mal?Praticando autociência. Eu sou professor de autociência. Eu ensino a pescar, não dou o peixe. Você ainda vai sofrer muuuuuuuito antes de entender porque sofre. Mas pelo menos vai saber o caminho para sofrer menos.
Como é o despertar existencial?Despertar existencial é iluminação. ILUMINAÇÃO NÃO É UMA EXPERIÊNCIA. Eis o problema de ser crente e não autocientista. Qualquer doido inventa uma história maluca e lá vai você correr atrás da loucura do doido.
Como é possível negar o óbvio quando está óbvio?Negar é diferente de ignorar. Você nega o óbvio por conveniência. Por exemplo, você está sentindo frio, é óbvio que está frio, mas como você quer usar aquele vestido novo, você nega o óbvio dizendo que está calor.
Como identificar um ser iluminado?Para saber qualquer coisa no outro, você precisa conversar com o outro, pois você não tem acesso ao outro, senão através do diálogo. Só que o outro pode estar mentindo ou pode estar equivocado. Para identificar se uma pessoa é iluminada, você deve se iluminar primeiro e depois conversar com a pessoa para verificar.
Como identifico se estou praticando autociência?Autociência é a prática que produz autoconhecimento. Se você está produzindo autoconhecimento (em algum nível) é porque está praticando autociência (em algum nível). O aumento de autoconhecimento resulta em viver melhor.
Como o óbvio resolve equívocos?Um equívoco é uma verdade de correspondência falsa. O reconhecimento da falsidade produz automaticamente a correspondência verdadeira. Por exemplo, você acredita que batata doce é salgada. Você come uma batata doce e fica óbvio que batata doce é doce. A verdade "batata doce é salgada" morre imediatamente.
Como saber se tenho vocação científica?Observe seu comportamento em relação a ignorância. Cientista que é cientista não aceita o estado de ignorância. Se você for alérgico a ignorância, se deseja descobrir e entender, é porque tem vocação científica.
Como sei que estou consciente de algo?Sabendo. Estar consciente é estar sabendo.
Crenças espiritualistas dificultam o despertar existencial?Se você estiver consciente que essas crenças são crenças, não dificultam em nada. O problema é quando você ignora que uma crença é uma crença e atribui a ela o status de obviedade. Quando você pensa que sabe, você não tem motivo para descobrir.
Despertar da consciência demora muito?Se você for de auto-observação, é num piscar de olhos. Praticou, chegou.
Despertar da consciência é igual para todos?Despertar existencial é igual para todos os seres. Despertar psicológico é igual para todos os seres humanos. Despertar pessoal é diferente para cada um.
Despertar da consciência é instantâneo?Despertar existencial é instantâneo. Despertar psicológico é gradual, feito descascar cebola. Despertar pessoal também é gradual, mas é uma cebola de infinitas camadas. A prática do despertar pessoal não acaba nunca.
Despertar da consciência é mais consciência?Consciência é sua natureza existencial. Consciente é estado consciencial. Quando você desperta, algo em você diminuiu: sua ignorância de si. Iluminação é menos.
Despertar existencial é consequência do psicológico e pessoal?Não! Despertar existencial é consequência da prática de auto-observação existencial. Por isso você pode ter um despertar existencial e continuar vivendo mal.
É necessário metodologia na auto-observação?Auto-observação é a metodologia. É a única capaz de produzir autoconhecimento.
Estar consciente é estar em estado meditativo?Sim, você pode usar essa terminologia se quiser.
Estar consciente que sou observador do pensamento, é iluminação?Sim! O esperto pensa que sabe, o desperto sabe que pensa.
Eu-observador sou a consciência e eu-observado sou a personalidade?No caso da auto-observação pessoal, sim. No caso da auto-observação existencial, não há objeto observado, só o observador.
Fato e óbvio são sinônimos?Não! Fato = observado. Óbvio é quando você (observador) está consciente do fato.
Há algo irracional no autoconhecimento?Saber é irracional. Assim como um livro é incapaz de ler, o raciocínio é incapaz de saber. É o saber que sabe do raciocínio e não o raciocínio que sabe do saber.
Leitura produz autoconhecimento?Não necessariamente. Quando você lê o que eu explico, você não está produzindo autoconhecimento, você está pegando meu autoconhecimento emprestado. Autoconhecimento só é produzido quando você lê a si mesmo.
O outro pode me acessar de alguma maneira?Não, é impossível. Cada um só tem acesso a si. Porém, existe a possibilidade da comunicação. Comunicação não é acesso de fato, é uma estratégia falha e ruidosa, mas é melhor que nada.
O que é crença?Crença é a informação mental que sua memória agrega inevitavelmente as suas experiências. Por exemplo, você olha para uma maçã e sua memória te diz que é fruta, que é doce, etc. Tudo isso é crença.
O que é espiritualidade?Espiritualidade é existencialidade. Espiritualidade é autoconhecimento existencial. Só isso!.
O que é ignorância PhD?Ignorância PHD é quando você pensa que sabe. Imagine uma pessoa muito culta que está de olhos fechados, mas que acredita que está de olhos abertos. Isso é ignorância PhD.
O que é um unicórnio e como matá-lo?Unicórnio é uma metáfora para se referir às crenças equivocadas que você tem sobre si. Autociência é cemitério de unicórnios. Para matar um unicórnio você precisa esclarecer seus equívocos sobre si, em si, para si e por si. Não se mata equívocos enterrando-os, mas trazendo-os ao consciente.
Por que busco autoconhecimento?Você busca autoconhecimento porque algo está doendo dentro de você. Se a dor fosse física, buscaria um médico; como é dentro, busca autoconhecimento.
Qual é a diferença entre autoconhecimento psicológico e pessoal?Autoconhecimento psicológico é o estudo genérico da natureza humana. Autoconhecimento pessoal é o estudo da sua personalidade.
Você é um ser iluminado?Tenho iluminação existencial e psicológica. Todo dia amplio um pouco mais minha iluminação pessoal.