Toda vez que você executa alguma estratégia, você faz isso na esperança de realizar um desejo. Quando você bebe água, por exemplo, você faz isso na esperança de que essa estratégia (beber água) irá saciar sua sede. Ter esperança significa que você acredita que algo é possível. Não ter esperança é o oposto, significa que você acredita que algo é impossível.
Cada um vive e realiza seus desejos conforme o tamanho da sua esperança. Quem tem mais esperança, realiza mais, pois acredita que a realização é possível e essa crença produz persistência. Quem tem menos esperança, realiza menos, pois acredita que a realização é impossível e essa crença produz desistência.
Por isso que a esperança é a última que morre. Você sempre pode inventar uma nova estratégia para realizar o que deseja, mesmo que a realização pareça impossível. Viajar até a lua, por exemplo, foi considerado impossível no começo, mas devido à esperança de muitas pessoas, esse sonho se tornou realidade.
Esperança, no sentido de acreditar que algo é possível de ser realizado, é a força mais empoderadora da experiência humana. Todo ser humano que realiza feitos “impossíveis” só faz isso porque acredita que o “impossível” é possível. Davi venceu Golias porque acreditou que o “impossível” era possível. Santos Dumont saiu voando porque acreditou que o “impossível” era possível. Atletas olímpicos quebram recordes olímpicos porque acreditam que o “impossível” é possível.
Sem esperança, você é medíocre. É a esperança que transforma você em um ser extraordinário, capaz de realizar o “impossível”. Contudo, não é sobre esse significado de esperança que esse livro trata. Esse livro trata da esperança como esperar acontecer ao invés de fazer acontecer. Davi acreditou que poderia vencer Golias, mas ele não ficou passivo, esperando a vitória acontecer, ele fez acontecer.
O primeiro passo para realizar o “impossível” é acreditar que é possível. O segundo passo é abandonar a estratégia da esperança e agir. Tudo é possível de ser realizado desde que aja realização. Sem realização é impossível realização. Isso é óbvio ululante.
A palavra esperança tem duplo significado. Nesse livro vamos estudar a esperança no sentido de passividade (querer sem agir). Então, se você tem esperança que esse livro resolva alguma bosta na sua vida, pare com a leitura agora mesmo. Esse livro não é para alimentar sua passividade, é para acabar com ela. Esperança não resolve, mantém o problema. Espero que a leitura desse livro lhe ajude a se conscientizar disso.
Boa leitura!
2600 anos depois de Moisés ter subido o Monte Sinai para receber os 10 mandamentos, Maicolsofite Uindous, último descendente de Moisés, recebe um chamado durante um sonho e sobe o Monte Sinai novamente para receber um update.
— O senhor me chamou?
— Chamei sim, Maicolsofite!
— Em que posso lhe ser útil?
— Já faz tempo que conversei com seu ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ra vô. Muita água passou debaixo da ponte. Está na hora de fazer um update nos 10 mandamentos.
— Entendo, dez ficou pouco, vai aumentar.
— Não, vou diminuir
— Diminuir? O mundo está uma zona!
— Por isso mesmo!
— Vai ficar quantos? Cinco?
— Menos.
— Menos de cinco! Três?
— Menos.
— Dois?
— A partir de agora tem um mandamento só.
— Um só! Se 10 mandamentos não resolveram, como espera que um só vá resolver?
— Foi exatamente isso que pensei.
— Não entendi, senhor, pode me explicar melhor.
— Quando ditei os 10 mandamentos para seu ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ra vô, Moisés, eu tinha esperança que funcionasse, tinha esperança que resolvesse, tinha esperança que vocês, meus filhos, encontrassem a paz e a felicidade.
— Continuo sem entender, senhor.
— É simples, Maicolsofite, o bug no sistema é a esperança.
— Como assim?
— Eu passei mais de 2600 anos sofrendo porque tinha esperança que uma vez escrito os 10 mandamentos vocês iriam tomar juízo e ser bons filhos.
— Então, ao invés de diminuir, aumenta os mandamentos. Faz logo uma constituição divina inteira, com direito a código de defesa do consumidor e tudo mais. Coloca todos os pingos nos ís, todos os acentos, todas as vírgulas e aumenta a punição para quem desobedecer. Ir para o inferno está pouco, porque o mundo já está um inferno. Coloca multa em dinheiro que dinheiro é a única coisa que o povo respeita.
— Não, Maicolsofite, você só está me dizendo isso porque ainda está rodando o bug da esperança. Esse é o problema: a esperança. Por isso te chamei aqui. Vou fazer um update em você e você irá repassá-lo para seus irmãos.
— Tudo bem, senhor, estou pronto. Pode fazer o update. Qual é o único mandamento?
— Perca as esperanças.
— Senhooooor!!!! Ficou louco!!!!
— Não, Maicolsofite, nunca estive tão lúcido.
— Toda religião está baseada na esperança. Todos seus filhos vão à missa e fazem de conta que estão seguindo os 10 mandamentos na esperança de que você cuide bem deles e resolva seus problemas.
— Exatamente, Maicolsofite. E quando foi que eu resolvi o problema de alguém? Você sabe quando? Nunca! Todos os problemas que são criados no mundo são vocês que criam e toda solução também. O único problema que eu criei no mundo foi dar esperança para vocês. Mas agora entendi meu erro e chamei você aqui para começar a corrigi-lo.
— Quer dizer que não devemos ter esperança que você irá nos salvar e resolver nossos problemas?
— Vocês não devem mais ter esperança em mim nem em ninguém. Vocês devem desistir de toda e qualquer esperança. Vocês devem encontrar outra maneira de resolver seus problemas. Vocês devem encontrar outra maneira de viverem em paz e serem felizes. A esperança não funciona. Temos 2600 anos de prova do fracasso da esperança. Todo mundo vive esperando tudo de todo mundo e tudo que todo mundo consegue é apenas continuar esperando. A esposa tem esperança que o marido mude e o marido tem esperança que a esposa mude, o fulano tem esperança que ciclano mude e o ciclano tem esperança que fulano mude. E nada muda porque a esperança é o problema, é o bug no sistema, entendeu agora?
— Sim, senhor, entendi. Mas se perdermos a esperança, não sobra nada! Cada um ficará por conta própria e se tornará o único responsável por viver em paz e ser feliz.
— Isso mesmo!
— Ok, senhor, espero que funcione.
— Olha o bug novamente!
Viver bem não é questão de força, é questão de inteligência. Por isso, não importa o tanto que você queira viver bem, se você não usar uma boa estratégia, por mais que queira viver bem, por mais que se esforce, você viverá mal.
Melhores resultados não vem de maiores desejos, vem de melhores estratégias. Todo bom jogador sabe disso. E você, mesmo que não goste de jogos, deveria saber também, afinal, viver é jogar o jogo de ser humano.
Mas o que a estratégia tem a ver com a bosta? Vou explicar.
Imagine que você tomou chuva e sua calça ficou molhada. Você tira a calça e a pendura no varal para secar. Talvez você precise esperar um dia ou dois, mas sua calça irá secar. E por que? Simples, porque água evapora.
Agora, imagine que você cagou nas calças. Adianta você usar a mesma estratégia? Adianta pendurar a calça cagada no varal para resolver o problema? Claro que não! E por que não? Porque bosta não evapora.
Estou usando a imagem da bosta para representar um problema. O pneu do seu carro furou, por exemplo, é uma bosta. Como resolver? Adianta pendurar a bosta do pneu furado no varal? Claro que não! Por que não? Porque bosta não evapora. O boleto vence amanhã. Adianta pendurar a bosta do boleto no varal? Claro que não! Por que não? Porque bosta não evapora.
Se bosta é uma metáfora para problema, pendurar a roupa no varal é metáfora para quê? É metáfora para esperança. Quando você pendura a calça molhada no varal, você faz isso na esperança de que o calor do sol evapore a água e seque a calça. Você usa a estratégia da esperança. E funciona, porque água evapora. Quando você usa a estratégia da esperança com a calça cagada, não funciona, porque bosta não evapora.
Em outras palavras: esperança não serve para resolver problemas. E por que não? Porque problemas não se resolvem sozinhos (não evaporam). Para se resolver um problema é preciso que você faça ele evaporar. Para consertar o pneu furado, você precisa reparar o pneu. Para não levar multa, você precisa pagar o boleto.
Era um grupo de 20 pessoas dentro do meu apartamento. Tinha uns médiuns incorporados, a gira girando e o pau comendo. Me deitei no chão para receber um passe energético. De repente, um amigo, que estava incorporado, se aproximou para falar comigo. Só que ele veio falar no meu ouvido, como se fosse um segredo. Devia ser algo muito importante para ser dito em particular. Redobrei a atenção. Ele me disse: “Cresça!”.
Arregalei os olhos. Era tudo que não queria ouvir. Mas também era tudo que precisava ouvir. Fiquei em dúvida se o autor do ensinamento era um guia ou era meu amigo se valendo da situação. Cheguei a conclusão que era irrelevante. Após destruir todas minhas defesas com uma única palavra, veio o golpe final: “Você não é mais criança, então, pare de se comportar como uma!”.
Minha infância acabou ali, naquele instante, aos 38 anos de idade.
Esperança é uma estratégia infantil. Esperança é esperar por um milagre. Quando você é criança, você abre a geladeira e o leite está lá, você senta na mesa e tem pão, você abre o guarda roupa e tem roupa limpa e perfumada. Você não tem consciência dos processos que fazem com que todas as coisas aconteçam na sua realidade, então, você acredita que acontecem por milagre. Por conta disso, você desenvolve a crença de que algo ou alguém vai resolver seus problemas por você. Na infância, seus pais até fazem isso. Porém, quanto mais você fica adulto, menos santo tem para te ajudar.
Não importa o tamanho da sua fé na evaporação da bosta, não vai acontecer. Bosta não evapora. Ou você faz o milagre acontecer, ou não acontece. O leite não vai aparecer na geladeira. O pão não vai se materializar em cima da mesa. A roupa suja não vai se lavar sozinha. Nenhum dos seus problemas serão resolvidos através da esperança.
Você pode e deve ser positivo em relação à ação que irá realizar para resolver seu problema, mas você precisa agir. Ficar esperando que seus problemas evaporem é perpetuar o problema. Para resolver seus problemas, desista da estratégia da esperança e coloque qualquer outra estratégia autoísta em ação.
Se a bosta externa não evapora, menos ainda a bosta interna, que sequer tem acesso ao sol. Problemas externos, embora não possam ser resolvidos com esperança, podem ser terceirizados. Você pode, por exemplo, levar sua roupa suja até uma lavanderia, casar com uma pessoa rica que pague seus boletos, pedir para um borracheiro consertar seu pneu furado.
Tudo isso pode ser terceirizado porque pessoas externas podem acessar seus problemas externos. Mas no caso dos problemas internos, isso é impossível. Só você tem acesso aos seus sentimentos, pensamentos, valores e desejos.
Então, em relação as suas bostas internas, angústia, depressão, pânico, ansiedade, culpa, revolta, etc, usar a estratégia da esperança é garantia absoluta de perpetuação do sofrimento. Ou você executa o processo de mudança interior, ou a bosta interna vai continuar fedendo tanto quanto antes, ou até pior.
A primeira vez que produzi um clip da música Shangrilá, eu morava em um sítio com minha avó. No sítio ao lado morava Sebastião, irmão mais velho dela. Bastião, como todos o chamavam, acordava todo dia bem cedo para fazer caminhada na rodovia vicinal que passava em frente o sítio. Ele andava dois quilômetros em uma hora, ida e volta, arrastando os chinelos pelo asfalto. Dava tempo de ordenhar todas as vacas do sítio e Bastião ainda não havia terminado sua caminhada matinal.
A paciência vagarosa de Bastião me encantava. Era como se ele caminhasse cantando a música Shangrila. Então, certo dia, peguei minha filmadora e gravei ele caminhando até chegar na porteira do sítio. Depois peguei a gravação, acrescentei a música Shangrilá e carreguei no youtube. Foi o primeiro clipe da música. A versão atual dessa música é com outra gravação e outro vídeo, mas a caminhada de Bastião permanece na minha memória como fonte de inspiração.
Bastião era caipira pira pora, mas caminhava como um discípulo budista, dando passinhos de zazen. “Será que todo caipira é iluminado?” eu pensava. Minha avó também era iluminada. Ela tinha até mantra para expressar o caminho para iluminação. Ela dizia: “Devagar é pressa”. Sabe quando uma pessoa querida te abraça calorosamente numa situação de estresse e te diz: “Calma! Está tudo bem”. Eu sentia o mesmo conforto ouvindo o mantra da minha avó.
Mas onde quero chegar com tudo isso? Quero chegar em Shangrilá e explicar a diferença entre paciência e passividade. Muita gente confunde as duas coisas, mas são opostas. Paciência é uma estratégia de quem age. Passividade é uma estratégia de quem espera.
Viver é um jogo de convivência. Para você viver, você depende do outro e o outro depende de você. Você quer vender, alguém tem que querer comprar. Você quer amar, alguém tem que querer ser amado. Você quer conversar, alguém tem que querer ouvir.
No jogo da convivência, você joga para realizar seus desejos e ganhar o jogo. Você deve pensar, optar e mover suas peças. Mas isso é na sua vez de jogar. Uma vez que você moveu sua peça, sua vez acabou e começa a vez do outro. É a vez do outro pensar, optar e fazer a jogada dele. Nesse momento do jogo, quando é a vez do outro jogar, não há nada externo que você possa fazer, pois você não controla o arbítrio do outro. Nesse momento do jogo, a única coisa que você pode fazer é ter paciência.
Eis o desafio do jogo da convivência. Conviver é igual dirigir carro no trânsito, você dirige seu carro, mas só dirige o seu, não dirige o carro dos outros. Quando você esquece disso ou ignora isso, é impossível ter paciência.
Passividade é fruto do medo, paciência é fruto da lucidez. Passividade é quando você se proíbe de agir por medo da reaction do outro. Paciência é quando você sabe que é impossível agir pelo outro e por isso nem tenta. Quem olha para você de fora vê o mesmo comportamento: não-ação. Mas na paciência você fica em paz com a não-ação e na passividade você fica contrariado.
No livro Sidarta, de Hermann Hesse, tem uma linda passagem sobre a paciência. Sidarta está procurando emprego e vai conversar com um comerciante:
— O que você sabe fazer?
— pergunta o comerciante.
— Sei pensar, sei esperar, sei jejuar.
— responde Sidarta.
— E que valor tem saber isso?
— pergunta o comerciante
— O jejum, por exemplo, para que serve o jejum?
— O jejum é a coisa mais inteligente que se pode fazer para quem não tem o que comer. Se eu, por exemplo, não tivesse aprendido a suportar a fome, seria obrigado a aceitar hoje mesmo um serviço qualquer, seja na tua casa, seja em outro lugar, já que a fome me forçaria a fazê-lo. Mas posso aguardar os acontecimentos com toda calma. Não preciso ficar impaciente. Para mim não existem situações embaraçosas. Posso aguentar por muito tempo o assédio da fome e ainda rir dela. É para isso que serve o jejum.
Hermann Hesse está explicando porque você perde a paciência. A fome representa a dor, esperar representa a paciência. Quando você está sofrendo, seja com dor física, como na fome, seja com dor psicológica, como na raiva, a probabilidade de você perder a paciência e agir por impulso é enorme. E quem age por impulso, geralmente faz uma jogada ruim e perde o jogo.
Saber esperar (ter paciência) é a estratégia para você não agir por impulso enquanto não chega sua vez de jogar. Saber jejuar é a estratégia para você suportar a dor de não ter seus desejos realizados imediatamente. E saber pensar é a estratégia para você planejar sua próxima jogada.
Dizem que não se deve julgar um livro pelo título. Eu discordo. O título é a síntese do livro. “O Retrato de Dorian Gray”, por exemplo, já diz tudo que Oscar Wilde tem a dizer para o leitor. Só que o leitor, antes da leitura, ainda não tem acesso a tudo que já está no título. Depois da leitura, sim, o leitor olha para capa do livro e pensa: estava tudo no título.
Por que estou falando em títulos se o título do meu texto não é “títulos”? Porque assisti um seriado que tem um título aparentemente bobo, mas que se torna extraordinário depois que você assiste. O título é: “Olá, amanhã!”. Passei batido nas primeiras vezes que o algorítimo me ofereceu. E se dependesse do título, continuaria ignorando. Só dei uma chance ao seriado porque o ator principal é ótimo e ótimos atores não costumam aceitar papéis ruins.
Comecei a assistir o seriado e o título ruim se transformou em excelente. O que aconteceu que mudou meu entendimento? Aconteceu a história de um golpe perfeito. Jack, personagem principal do seriado, percebe que as pessoas têm uma vida miserável, que estão deprimidas e cheias de problemas. Então, decide vender uma solução mágica para resolver isso: mudar para lua. Deixe seus problemas na terra e vá morar na lua!
Jack inventa uma imobiliária falsa que vende casas falsas na lua. Claro que nenhum comprador compra a casa em si, compram a promessa de Jack: o fim de todos os problemas. Mas isso a Coca-Cola, o McDonald's e todas as religiões do planeta também vendem. O golpe de Jack é perfeito porque os compradores nunca chegam a descobrir que foram enganados. Tem um segundo golpe dentro do primeiro: o dia do lançamento do foguete que irá levar os compradores até a lua (fim de todos os problemas) é amanhã.
Amanhã é nunca! É por isso que a esperança não resolve bosta nenhuma. Qualquer um pode resolver todos os seus problemas amanhã, até você pode fazer isso. Só que amanhã é um dia que nunca chega, por mais que você espere. Então, esperar que seus problemas sejam resolvidos amanhã, só serve para perpetuá-los. Se você quer resolver seus problemas, não caia no golpe da esperança, a solução é agir agora e sempre.
Todo grupo de amigos tem suas piadas particulares. Participo de um grupo de skatistas veteranos que a piada é: “Deu sorte!”. Tem um integrante desse grupo que é um excelente skatista, um dos melhores do Brasil. Ele executa manobras dificílimas com uma facilidade incrível. Toda vez que ele acerta uma manobra impossível, a gente grita: “Deu sorte!”.
É claro que não foi sorte. Foi treino, foi dedicação, foi esforço, foi repetição. Mas a gente brinca que foi sorte para desmerecer o mérito dele e rirmos juntos. O problema é quando a pessoa acredita que o sucesso do outro é sorte e o seu fracasso é azar.
Sorte é o encontro da preparação com a oportunidade. Se você não está preparado, a oportunidade passa e você nem vê. Se você está preparado, mas a oportunidade não aparece, nada acontece. Mas a oportunidade sempre aparece para quem está preparado, pois quem está preparado cria a oportunidade.
A receita para ter sorte é simples: pare de esperar pela sorte e comece a se preparar. Estude, treine, pratique, se aperfeiçoe. Quando você estiver pronto, a “sorte” irá te encontrar. E quando as pessoas disserem que você deu sorte, você apenas sorri, pois sabe o quanto de “sorte” você teve que ralar para conseguir.
Senhor, livrai-me da esperança.
Dai-me a consciência de que sou o único responsável pela minha vida.
Dai-me a coragem para agir e resolver meus problemas.
Dai-me a paciência para esperar o momento certo de jogar.
Dai-me a inteligência para criar boas estratégias.
E que eu nunca esqueça que bosta não evapora.
Amém.
Ingredientes:
Vergonha (em pó)
2 atitudes (em cápsulas)
1 caneta esferográfica
1 cartela de etiquetas (24 unidades)
1 mundo inteiro
2 dúzias de bonecos voodoo
1 MP3 da música “Manhãs de Setembro” com Vanusa
1 mochila
1 caixa de sapatos cheia de esperanças (insetos verdes)
1 estilete
1 espelho
Preparo:
Ainda em jejum, assista o telejornal da manhã. Durante o telejornal, olhe no espelho. Quando terminar o telejornal, passe um pouco de vergonha na cara.
Pegue a caixa de sapatos e despeje todos os insetos verdes (esperanças) dentro da mochila. Aliás, não todos, guarde um dentro do seu bolso.
Faça um rasgo no fundo da mochila com o estilete para que os insetos possam escapar.
Tome uma atitude.
Coloque a mochila nas costas e ande pela cidade.
Perca as esperanças na igreja, na prefeitura, na escola, no cinema, no exército, na farmácia, no comércio, no jornal, na cartomante, no banco, no fórum, enfim, em tudo. Fique apenas com a esperança em você.
Volte para casa.
Com a caneta esferográfica, escreva o nome das pessoas com quem você mais convive nas etiquetas. Por exemplo: Luiz, Maria, Alberto, Gervásio, Solange, Verônica, etc.
Nas últimas sete etiquetas, escreva o nome das sete notas musicais: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si.
Cole as etiquetas nos bonecos voodoo e espalhe-os ao redor do mundo inteiro.
Coloque a música da Vanusa para tocar no ambiente.
Pegue o boneco voodoo que recebeu o nome da nota musical “si”.
Tome outra atitude.
Coloque “si” no lugar dos outros. Por exemplo, coloque “si” no lugar de Luiz, coloque “si” no lugar de Maria, coloque “si” no lugar de Gervásio, coloque “si” no lugar de Solange.
Por fim, coloque “si” no lugar do mundo inteiro.
Repita tudo até os resultados passarem no telejornal.
Não existe estratégia boa ou má em si. Uma estratégia só se torna boa ou má quando se determina um objetivo. Usar uma chave de fenda, por exemplo, é uma boa estratégia quando seu objetivo é apertar um parafuso, mas é uma má estratégia quando seu objetivo é escovar os dentes. Portanto, antes de criar uma estratégia, você precisa definir claramente qual é o seu objetivo. Uma vez definido o objetivo, você deve buscar os meios mais eficientes e eficazes para alcançá-lo. Isso envolve estudo, planejamento, teste e correção. Uma boa estratégia é aquela que te leva ao seu objetivo com o menor custo e no menor tempo possível.