Viver não é um mar de rosas. É um amar que sobe e desce alternando dores e delícias.
A mesma onda que te eleva ao pico mais alto da felicidade, assim que muda de fase, te afunda na dor, depois te eleva novamente. Assim por diante, num sobe e desce sem fim.
Então, só tem um jeito de evitar a dor: não vivendo.
É uma delícia passear ao ar livre sentindo a brisa, mas você pode pegar um resfriado É uma delícia sentir o aroma das rosas mas você pode se furar com espinhos.
Viver é perigoso.
Melhor não viver para não arriscar sentir dor.
E como faz para não viver?
Você pensa em duas opções:
Opção (A): sair da brincadeira (suicídio).
Opção (B): fazer igual os três porquinhos, construir uma casa bem forte, impermeável e morar dentro dela para não ser comido pelo infortúnio, rejeição, frustração e decepção.
Você se encolhe e vive entocado feito tartaruga.
Ao executar a opção B, além de não ganhar da dor, você ainda perde a alegria de viver. Por isso volta a pensar na opção A.
Mas tem também a opção C: se permitir sentir dor.
O benefício da opção C é finalmente conseguir realizar o motivo de ter nascido: viver.