Imagine que você está empurrando uma pedra. O que acontece se você parar de empurrá-la?
A pedra para imediatamente de se mover, não é?
E por que?
Porque a pedra não estava se movendo por vontade própria, era a sua vontade que estava movendo a pedra.
Analogamente, o mesmo acontece com tudo que você empurra. Marido, esposa, namorado, filhos, amigos, sociedade, etc.
Quando você para de empurrar, eles param de se mover, pois eles também não estão se movendo por vontade própria, é a sua vontade que está movendo todos eles.
E qual é o problema de empurrar os outros?
O problema é o mesmo descrito no mito grego de Sísifo: você perde sua vida fazendo um trabalho exaustivo, inútil e sem sentido.
Outroísmo impositivo é uma maldição igual a de Sísifo.
Você acredita que os outros devem ser verdes, então, os empurra para o topo da montanha verde. Assim que você para de empurrar, eles voltam a ficar amarelos, azuis, vermelhos, cinzas, alaranjados, etc.
Daí, lá vai você, feito Sísifo, empurrar os outros novamente para o topo da montanha verde.
Claro que, sendo outroísta impositivo, você tem convicção de que está fazendo um bem aos outros.
Outroísmo impositivo é síndrome de super-herói.
Só que ninguém gosta de ser empurrado para dentro de padrões alheios. Então, você não está salvando, nem fazendo bem a ninguém.
Mas o pior não é isso.
O pior é que se você passa a vida empurrando a vida dos outros, como vai empurrar a sua?
A grande maldição de Sísifo, não é que ele jamais obterá êxito em sua missão, mas que irá perder sua vida fazendo um trabalho exaustivo, inútil e sem sentido.
A grande maldição do outroísmo impositivo é igual.
Quanto mais você tenta controlar a vida dos outros, mais você perde o controle da sua própria vida.