A explicação do óbvio não lhe dá nada.
Nem há nada para ser dado.
Você já é você. Sempre é. Nunca deixa de ser.
A explicação do óbvio explica o que você é, mas não está percebendo. Isso incomoda. Causa revolta.
É uma afronta à sua inteligência.
— Como óbvio! Se fosse óbvio, eu saberia! — você pensa.
Saber é da sua natureza. Então, quando você fica sabendo que não sabe, sua inteligência se revolta.
Um dos propósitos da explicação do óbvio é esse: incomodar sua inteligência para retirá-la da inércia.
A ostra produz a pérola para solucionar um incômodo.
O processo começa quando um grão de areia consegue entrar dentro da ostra.
O grão irrita a mucosa da ostra.
Para solucionar o incômodo, a ostra envolve o grão de areia com camadas concêntricas de madrepérola. Essa substância cristaliza-se formando uma esfera ao redor do problema:
A pérola.
O mesmo acontece com você.
Sua inteligência é a ostra e as explicações do óbvio são grãos de areia que irritam sua inteligência.
Para resolver a irritação, você precisa sair da inércia consciencial (ignorância) e investigar o assunto.
Como o assunto é você, o resultado é uma eurékola:
Autoconhecimento.