Uma tartaruga marinha subiu na borda de um poço e viu um sapo morando lá dentro.
A tartaruga perguntou ao sapo:
— Há quanto tempo você mora aí embaixo?
— Eu nasci aqui e sempre morei aqui — respondeu o sapo. — E você? Onde você mora?
— Eu moro no oceano — respondeu a tartaruga.
— Oceano! O que é isso? — perguntou o sapo.
— É um lugar cheio de água — explicou a tartaruga.
— Cheio de água igual esse poço? — perguntou o sapo.
— Não, tem muito mais água que esse poço — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Dez vezes mais? — perguntou o sapo.
— Não, muito mais — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Cem vezes mais? — perguntou o sapo.
— Não, muito mais — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Mil vezes mais? — perguntou o sapo.
— Não, muito mais — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Um milhão de vezes mais? — perguntou o sapo.
— Não, muito mais — explicou a tartaruga.
— Quanto mais? Um bilhão de vezes mais? — perguntou o sapo.
Diante da persistência do sapo, e da impossibilidade de explicar o tamanho do oceano usando um poço como base de comparação, a tartaruga teve uma ideia.
Ela jogou uma corda e ajudou o sapo a sair do poço.
Depois levou o sapo para ver o oceano.
E finalmente o sapo entendeu por que não entendia.
Você é o sapo.
Tudo que você estudou sobre autoconhecimento são teorias sobre um oceano que você nunca viu.
A 1ficina é a tartaruga.
As explicações da 1ficina são uma corda para lhe ajudar a sair da ignorância.
O oceano é o autoconhecimento.
Escalar a corda é praticar autociência.