Um homem culto precisava atravessar um rio.
O único jeito era de balsa.
Ele pegou a balsa e começou a conversar com o balseiro:
— Balseiro, você sabe matemática?
— Não!
— Ah, então você perdeu metade da sua vida!
— Você sabe história grega?
— Não! — respondeu o balseiro.
— Ah, então você perdeu metade da sua vida!
— Balseiro, você sabe química?
— Não! — respondeu o balseiro.
— Ah, então você perdeu metade da sua vida!
— Balseiro, você sabe literatura portuguesa?
— Não! — respondeu o balseiro.
— Ah, então você perdeu metade da sua vida!
No meio da viagem a balsa rachou e começou a encher de água. O balseiro perguntou ao homem culto:
— O senhor sabe nadar?
— Não! — respondeu o homem.
— Ah, então você perdeu sua vida inteira!
O barco afundando é o apocalipse. É o tira-teima. É a hora de você avaliar se entendeu o que era fundamental entender com as experiências que teve: o que é ser humano.
O homem culto é sua ignorância PhD — que sabe tudo de tudo, menos o que mais importa: saber de si.
Por isso, o apocalipse é o fim da vida humana.
O apocalipse deixa evidente se você sabe mesmo o que é ser humano, ou se você só tem cultura e teoria.