INTRODUÇÃO

Uma vez por ano a 1ficina realiza um ciclo de estudos chamado Autociência Passo a Passo. Em 2020 acontecerá a sexta edição desse ciclo. Na primeira edição, percorri os principais temas da autociência em ordem crescente de entendimento, começando pelo existencial, passando pelo psicológico e chegando no social (convivência). Foram em torno de 27 conversas, uma por semana. Todas foram gravadas. Terminado esse primeiro ciclo de estudos, decidi transcrever as conversas, revisá-las e transformá-las em livros. Transcrevi todas, menos a última, chamada: Três passos para a cura psicológica. Agora, terminado o quinto ciclo de estudos, decidi transcrevê-la e transformá-la em livro também. Três passos para a cura psicológica é um livro curto, simples e direto, escrito para quem realmente deseja viver bem e está disposto a pagar o preço. Ou seja, não é para interessados, é para comprometidos. Por isso foi a última conversa do primeiro ciclo de estudos. Se você ainda não está acostumado com a terminologia da 1ficina, principalmente com a palavra “outroísmo”, provavelmente terá um entendimento superficial dos três passos. Para aprofundar, você pode ler os outros livros e participar de um ciclo de estudos.


01 | PRIMEIRO PASSO | ADMITA

Uma amiga decidiu buscar apoio num grupo de anônimos e pediu que eu fosse junto. O encontro foi numa igreja no centro de São Paulo. Aceitei, pensando em ajudá-la. Ledo engano! Para minha amiga foi um banho de sal grosso, para mim, foi tratamento de choque, 220 volts. Sentados em cadeiras plásticas, os criminosos se sentiam muito à vontade para relatar seus crimes, revelar seus segredos mais íntimos, confessar suas cagadas mais inconfessáveis. Gostei tanto daquele confessionário que ir às reuniões se tornou meu programa favorito de sábado. Enquanto minha amiga refletia sobre sua compulsão, eu aprendia sobre o primeiro passo da cura psicológica.

Provavelmente você já ouviu falar do AA (Alcoólatras Anônimos). Se nunca ouviu, trata-se de um grupo de apoio, sem fins lucrativos, para ajudar alcoólatras a se manterem sóbrios. O AA funciona basicamente através de reuniões semanais. Durante essas reuniões os participantes contam sobre suas vidas, sobre seus dramas com o alcoolismo e sobre o processo de abstinência.

Muitos alcoólatras se recusam a participar das reuniões do AA. Por que? Porque participar de uma reunião de AA significa admitir que você é um alcoólatra. Muitos não querem admitir isso. Por isso, quando um alcoólatra entra em uma reunião de AA, ele está dando o primeiro passo para cura do alcoolismo: admitir o alcoolismo.

O mesmo acontece com o outroísmo. O outroísmo é a doença psicológica por trás de todas as doenças psicológicas. O outroísmo é a raiz de todas as doenças psicológicas. Todos os seres humanos, sem exceção, possuem mentalidade outroísta, embora em diferentes graus e modalidades. Então, o primeiro passo para a cura psicológica é você admitir seu outroísmo.

É a negação da doença que impossibilita a cura. Quando você está doente e não admite que está doente, isso só perpetua e agrava sua doença. Quando você vai ao médico ou até a farmácia, isso significa que você deu o primeiro passo para curar sua doença: você admitiu estar doente.

Enquanto você não admitir que sua mentalidade está doente (outroísta), a negação do outroísmo ficará impedindo a cura. Então, negar a doença é o primeiro obstáculo. Só que você nem sabe que está doente. Você acredita que está saudável, que não tem nada de errado com sua mentalidade. Você nem sequer sabe que sua mentalidade é outroísta. Você nem sequer sabe o que é outroísmo.

Resumidamente, outroísmo é você vivendo em desacordo com você. Se você não está em acordo com você, logo, está em acordo com os outros (outroísmo). Sem que sequer desconfiasse, você foi programado e se programou para viver de forma outroísta. Eis porque você é outroísta sem saber.

O que você sabe é que você vive mal, vive sofrendo, vive em conflito consigo e com os outros. Mas você acha que é assim mesmo. Sequer desconfia que isso é resultado de uma mentalidade outroísta. Eu lhe garanto que é. Não existe outra causa para viver mal senão o outroísmo. Você vive mal porque vive outroísta. E você vive outroísta porque sua mentalidade é outroísta.

Mas não estou escrevendo para lhe convencer que está doente, escrevo para que comece a considerar que está doente e possa dar o primeiro passo da cura psicológica: admitir a doença. Sendo que está lendo esse livro, suponho que está disposto a dar o primeiro passo. Meus parabéns! Boa prática! E vamos ao segundo passo da cura psicológica.


02 | SEGUNDO PASSO | AUTOOBSERVAÇÃO

Todo dia uma velhinha passava de motocicleta pela fronteira carregando uma caixa na garupa. O fiscal da alfândega começou a desconfiar dela. Um dia, quando a velhinha vinha passando, o fiscal mandou ela parar e perguntou: “O que tem dentro dessa caixa na garupa da motocicleta?”. A velhinha respondeu: “Areia”. O fiscal duvidou e abriu a caixa. Realmente, só tinha areia dentro da caixa. Encabulado, o fiscal liberou a velhinha, mas não se deu por convencido, talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba. No dia seguinte, o fiscal parou a velhinha e examinou a caixa novamente. Só tinha areia. Durante um mês, todos os dias, o fiscal parou a velhinha e examinou o conteúdo da caixa. Era sempre areia. Cansado, frustrado e intrigado, o fiscal fez uma proposta para velhinha: “Eu prometo que deixo você passar, não dou parte, não te prendo, não conto nada para ninguém, mas a senhora precisa me dizer qual é o contrabando que está passando por aqui todos os dias”. A velhinha respondeu: “motocicleta”.

Você é igual o fiscal da alfândega. Você se preocupa com o que está acontecendo, mas jamais observa o funcionamento psicológico da sua preocupação. Você se magoa com o outro, mas jamais observa o funcionamento psicológico da sua mágoa. Você se entristece com algo, mas jamais observa o funcionamento psicológico da sua tristeza. Você odeia isso e aquilo, mas jamais observa o funcionamento psicológico do seu ódio. Enfim, você não pratica autoobservação. Por isso, não importa quantos livros de psicologia, filosofia, autoajuda e autoconhecimento você já leu e ainda lerá. Sem autoobservação é impossível produzir autoconhecimento e sem autoconhecimento é impossível você curar sua mentalidade outroísta.

O segundo passo da cura psicológica é praticar autoobservação. Só isso! Nada além disso! Autoobservação basta. Essa é a boa notícia. Com autoobservação você fica consciente e sai da ignorância, com consciência você se cura psicologicamente. Mas tudo tem um preço. A má notícia é que não há nada mais difícil do que praticar autoobservação. Por que? Porque você precisa virar o olho do avesso. Seu objeto de estudo na autoobservação é você mesmo e você foi educado na contramão da autoobservação. Você foi educado a ler livros, mas nunca foi educado a ler a si mesmo. Você não tem prática em observar seu funcionamento psicológico, você só tem prática em olhar para caixa na garupa da motocicleta, ou seja, olhar para o lugar errado.

Você fica onde foca. Se você foca na caixa na garupa da motocicleta, você fica na caixa e não descobre o contrabando de motocicletas. Se você foca nos acontecimentos do mundo externo, você fica no mundo externo e não descobre seu mundo interno (mundo psicológico). Se você foca em teorias, você fica nas teorias e não se conhece de fato, não produz autoconhecimento. Por isso não tem salvação fora da autoobservação. Sem autoobservação você permanece na ignorância. Com ignorância você fica impossibilitado de curar sua mentalidade outroísta, pois é a ignorância do seu outroísmo que perpetua seu outroísmo.


03 | TERCEIRO PASSO | TEIME

Na medicina física, o processo de análise do paciente leva ao diagnóstico da doença, o diagnóstico leva a indicação do remédio e a repetição do remédio leva a cura. Na medicina psicológica, não precisa do remédio, o processo de autoobservação já é a cura. Outroísmo só sobrevive na ignorância. Uma vez que você se observa e fica consciente sobre o funcionamento do seu outroísmo, ou seja, entende quando ele acontece, porque acontece, como acontece, etc, é o fim do seu outroísmo.

Mas se autoobservação basta, por que terceiro passo? Porque seu outroísmo não está em um ponto isolado, está espalhado por toda sua mentalidade, igual um vírus de computador. Você não tem apenas uma crença outroísta. Todo seu sistema de crenças é feito de lógica outroísta. Com autoobservação você vai detectando cada crença outroísta e se curando, porém, como são muitas crenças e sobrepostas umas as outras, requer prosseguir até o fim. E quando é o fim? Quando termina. E quando termina? Quando acaba. E como sei que acabou? Você começa a viver bem onde vivia mal.

Ninguém vive bem por acaso, milagre ou destino. Viver bem é maestria em prática. Só que ninguém é mestre por acaso, milagre ou destino também. Maestria é produto da teimosia. Assim como um neném precisa teimar em se levantar e se equilibrar para adquirir maestria em andar, você também precisa teimar em observar seu outroísmo para adquirir maestria em viver bem. Observar seu outroísmo é o segundo passo da cura psicológica, mas entre o segundo passo e a maestria há uma longa jornada de teimosia.

Para dar um testemunho, não cheguei ao fim do meu outroísmo. Nem me preocupo com isso. Me ocupo apenas de praticar autoobservação. Sei que todo resto é efeito do meu nível de autoconhecimento e maestria. Mas já caminhei um bocado na prática de autoobservação e posso afirmar que vale prosseguir. A prática faz a prática. Quanto mais pratico autoobservação, mais fácil fica praticar, mais maestria. Quanto mais maestria, melhor a qualidade das minhas escolhas, ou seja, melhor a qualidade do meu viver.

Concluindo, enquanto você não for capaz de admitir sua doença, você sequer irá começar sua viagem de cura, aliás, estará ampliando sua doença. Quando admitir, sua viagem de cura terá começado, mas é uma viagem muito muito muito longa, então, você precisa ser muito muito muito teimoso para persistir rumo a maestria, pois desistir é muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito mais fácil.

AUTOBIOGRAFIA DA CURA
Texto adaptado de Sogyal Rinpoche

Ando por uma rua.
Há um buraco.
Não vejo.
Caio no buraco.

Ando pela mesma rua.
Há um buraco.
Vejo, mas não admito.
Caio no buraco.

Ando pela mesma rua.
Há um buraco.
Vejo e admito,
mas não sei o que fazer.
Caio no buraco.

Ando pela mesma rua.
Há um buraco.
Vejo e sei o que fazer.
Dou a volta.

Ando por outra rua.

FIM

PERGUNTAS E RESPOSTAS

A 1ficina explica o óbvio. Então, o primeiro passo para você conseguir explicar para os outros o que a 1ficina explica para você, é estar consciente sobre o que foi explicado. A explicação do óbvio não é o óbvio. Então, se o que a 1ficina lhe explicou ainda não está óbvio para você, se é apenas uma explicação, uma teoria, você não tem o mínimo necessário para explicar nada para os outros. Se você está consciente sobre o que foi explicado, se o óbvio está óbvio para você, você deve executar o processo de explicação da mesma forma que a 1ficina executa com você, através do diálogo.

Imagine que você está tentando limpar uma casa. Você tem água, sabão, detergente, escovas, aspirador de pó e muita motivação. Porém, por mais que você tente limpar essa casa, você não consegue. A sujeira não sai. A bagunça continua. Você não entende porque fracassa, mas também não desiste. Nada abala sua motivação. Todo dia você acorda e tenta novamente. Heroicamente. E assim você prossegue fracassando até morrer.

Quando você percebe que morreu, você fica arrasado. Você passou sua vida inteira tentando limpar uma casa e fracassou. Você sente que desperdiçou sua vida. Tanto trabalho para nenhum resultado. A frustração é tanta que você não consegue parar de chorar. Então, um anjo escuta seu choro e vem conversar com você. Ele pergunta o que aconteceu e você conta sua triste história. O anjo vai até a casa que você morreu tentando limpar e volta para conversar com você.

“Fui até a casa que você morreu tentando limpar e percebi que você cometeu um grande equívoco”, diz o anjo.
“Qual equívoco?”, você pergunta, “Usei o sabão errado? Usei a escova errada? Usei o detergente errado? O que foi que eu fiz de errado?”.
E o anjo lhe responde: “Você passou sua vida tentando limpar a casa errada, aquela casa não é a sua”.

Não faça a coisa certa no lugar errado. Faxina mental é certo, é positivo, faz você viver bem. Mas mentalidade do outro, responsabilidade do outro. A única mentalidade que você consegue limpar é a sua.

Caro companheiro de viagem, suponho que deve estar experimentando um tanto de sofrimento para estar se expondo assim, embora de forma anônima. Não é comum um homem abrir seu coração e expor seu sofrimento. Geralmente o homem sofre calado até enlouquecer ou até que o cardiologista abra seu coração por ele. Não é seu caso. Sua opção é por retirar o sofrimento do porão ao invés de acrescentar mais um cadeado. Fico feliz por você. Recomendo que permaneça nessa opção.

Contudo, não tenho como lhe ajudar a entender o que está acontecendo dentro de você, sem que primeiro eu entre dentro de você. Caso contrário, seria como um médico lhe dar um diagnóstico sem antes lhe examinar. Na medicina psicológica também é preciso examinar primeiro antes de produzir um diagnóstico.

Na medicina física, o médico entra dentro de você com agulhas, eletrodos, radiografias e outros aparatos físicos. Na medicina psicológica, a única maneira do médico entrar dentro de você é se você se colocar para fora. Como? Pela boca. Conversando com o médico (terapeuta) sobre o seu sofrimento. É por isso que o trabalho de um psicólogo acontece todo através do diálogo. A comunicação é a entrada USB do ser humano.

Dito isso, fica fácil de te explicar e de você entender, que para lhe ajudar com seu sofrimento eu preciso conversar com você sobre seu sofrimento e analisá-lo. Ou seja, teria que ser seu terapeuta e você ser meu paciente. Só que eu não faço terapia com ninguém. Eu sei fazer, mas não faço. Pois se for fazer terapia com cada um que vem me pedir ajuda com seu sofrimento, só vou fazer isso na vida e não vou ter tempo de ser professor. Eu faço terapia com meus alunos do ciclo de estudos EUreka, mas apenas uma única vez e só depois que estudaram seis meses de autociência. E não faço isso como brinde, mas para guiá-los e ajudá-los a aprenderem a ser terapeutas de si mesmos.

Só que você está batendo na porta e pedindo ajuda com seu sofrimento. Então, para fins de estudos, posso conversar com você aqui no grupo e te analisar como estudo de caso. Assim, eu poderia lhe oferecer a ajuda que está me solicitando e você ajudaria todos os 1ficineiros aqui com seu estudo de caso. Mas já lhe adianto que se você aceitar minha proposta você ficará pelado em público, pois precisará expor aqui no grupo tudo que está dentro de você e que, provavelmente, mantém guardado a sete chaves.

Se tiver interesse na minha oferta, me responda que dou início a realização do seu estudo de caso. Se você declinar da minha oferta por causa da exposição, tenho uma segunda oferta para você. Posso perguntar aos meus alunos veteranos se algum deles têm disponibilidade para conversar em particular com você e lhe ajudar com seu sofrimento. Se você declinar dessa oferta também, sugiro que procure um terapeuta de sua escolha ou então um amigo, ao menos para desabafar seu sofrimento. Desabafar não resolve tudo, mas ajuda bastante

Dei o nome de Romeu para seu marido para facilitar responder. A resposta é simples! Você permanece casada com Romeu porque opta por permanecer casada com Romeu. Ninguém te obriga a permanecer. Nada lhe impede de mudar de opção. Todo dia você acorda e continua casada com Romeu porque todo dia você diz sim para Romeu, igual você disse no dia do seu casamento. No momento em que você decidir dizer não para Romeu, pronto, será o fim do seu casamento com Romeu.

Entendido isso, você pode me perguntar: E por que eu opto por continuar casada com Romeu?

Eu lhe pergunto: Quem opta por permanecer casada com Romeu?

Você responde: Sou eu que opto.

Eu lhe pergunto: Então, por que está perguntando o motivo para mim?

Entende? Eu não sei o que acontece dentro de você. Certamente você tem um motivo para optar por continuar casada com Romeu. Porém, só você tem acesso a você, então, só você pode saber o motivo. E se quiser saber, se pergunte: por que opto por permanecer casada com Romeu? Encare a resposta, seja qual for. Uma vez que você descobrir o motivo, você pode avaliar se é um bom motivo se perguntando exatamente isso: esse motivo é um bom motivo para permanecer casada com Romeu? Se você continuará casada com Romeu depois disso, não sei, você decidirá, mas você ficará mais consciente do motivo de permanecer casada e isso lhe ajudará a optar melhor.

Vamos investigar a fome primeiro.

Quando a fome acontece em você, qual das duas opções abaixo você executa?

OPÇÃO A – ( ) comer pão
OPÇÃO B – ( ) abrir a janela

OPÇÃO A – (x) comer pão

Pergunta: Por que você opta por comer pão?

Porque é a melhor opção para lidar com a fome.

Pergunta: Por que você não opta por abrir a janela?

Porque não é a melhor opção para lidar com a fome.

Pergunta: Por que você afirma que comer pão é melhor que abrir a janela?

Porque ao comer pão eu lido com a fome e ao abrir a janela não.

Pergunta: Por que você afirma que ao comer pão você lida com a fome e ao abrir a janela não?

Porque eu sei que comer pão mata a fome e abrir a janela não.

Exatamente! Você sabe como lidar bem com a fome. Você sabe qual é a função da fome e como a fome funciona. Então, é óbvio o que fazer quando a fome acontece. Você não abre a janela, pois você sabe que fazer isso é tolice. Você sabe que para lidar bem com a fome você deve se alimentar. É óbvio. Porém, contudo, todavia, entretanto, você não sabe o que fazer quando o sofrimento acontece. Você ignora a função do sofrimento e como funciona. Quando o sofrimento acontece você abre a janela, fuma cigarro, toma antidepressivo, toma pinga, briga com deus e o mundo, se tranca no banheiro, bate a cabeça na parede, bate punheta, pratica yoga, vai rezar, faz simpatia, faz promessa, assiste netflix, enfim, faz de tudo, menos o que você deve fazer: usar o sofrimento como estudo de caso para praticar autociência e produzir autoconhecimento.

Você me perguntou: Se sofrimento é um acontecer: o que fazer?

Usar esse acontecimento para praticar autociência e produzir autoconhecimento.

Vou ter que estudar um por um? Ansiedade, angústia, desespero, tristeza, etc.

Se quiser produzir autoconhecimento, sim. Mas você não precisa ir atrás do estudo, o estudo vem até você. Toda vez que um sofrimento acontecer em você, é o estudo batendo na porta. Abra a porta e aproveite a oportunidade de estudo daquele momento. Em outro momento haverá outro sofrimento batendo na porta. É outra oportunidade de estudo. E assim por diante, até o fim das oportunidades, ou seja, até morrer.

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