TIC TAC

25/05/2016 by in category Livros with 0 and 0
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01 | SEMPRE

O que é isto que você está fazendo agora? O que é isto que você continuará fazendo a cada instante consecutivo? Você está experimentando sua história. Assim, a primeira obviedade a ser observada, é que você está sempre experimentando sua história. Cada um está sempre experimentando sua própria história.

Mas por que este estudo começa pela constatação desta obviedade? Para constatarmos outra obviedade fundamental. Qual? De que não tem como você deixar de experimentar sua história. Você está sempre experimentando sua história. Destaque total para a obviedade do “sempre”. Sempre significa que é impossível fugir deste funcionamento. É assim que funciona.

Se você tentar deixar de experimentar sua história, você irá experimentar a história de tentar deixar de experimentar sua história. Se você negar sua história, você irá experimentar a história de negar sua história. Se você fingir que sua história não lhe pertence, você irá experimentar a história de fingir que sua história não lhe pertence.

Tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac… Não tem como fugir da própria história. Você está sempre experimentando sua história, ininterruptamente e inevitavelmente, seja qual história for. Perceber e entender isto, é simples, óbvio, e fundamental para o bem viver.


02 | DOIS TIPOS DE HISTÓRIAS

Sua história pode ser de dois tipos. Apenas dois. Isso pode parecer estranho, uma vez que parece haver uma infinidade de histórias possíveis, histórias de casamento, namoro, maternidade, paternidade, riqueza, pobreza, saúde, doença, cozinheira, lixeiro, cientista, artista, religioso, etc. Sim, realmente existem infinitas possibilidades de histórias, porém, todas se resumem a apenas dois tipos.

Seja qual for a FORMA que sua história tenha, a QUALIDADE só pode ser:

1) História feliz
2) História INfeliz

Por exemplo:

Se a forma da sua história é casamento, a qualidade só pode ser:
casamento feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é namoro, a qualidade só pode ser:
namoro feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é maternidade, a qualidade só pode ser:
maternidade feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é riqueza, a qualidade só pode ser:
riqueza feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é pobreza, a qualidade só pode ser:
pobreza feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é saúde, a qualidade só pode ser:
saúde feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é doença, a qualidade só pode ser:
doença feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é cozinheira, a qualidade só pode ser:
cozinheira feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é cientista, a qualidade só pode ser:
cientista feliz ou infeliz.

Se a forma da sua história é religiosidade, a qualidade pode ser:
religiosidade feliz ou infeliz.

E assim por diante.

Então, já temos duas obviedades constatadas:

1) Você está sempre experimentando sua história.
2) Sua história pode ser feliz ou INfeliz.


03 | QUAL É O PROBLEMA?

Você quer experimentar história feliz. Eu quero experimentar história feliz. Ele quer experimentar história feliz. Ela quer experimentar história feliz. Todos queremos experimentar histórias felizes. Ninguém quer experimentar história INfeliz. É por isto que problema é problema. Problema é história INfeliz.

Todos queremos experimentar histórias felizes e quando isso não acontece, tem algum problema. É por isto que buscamos solução. Busca por solução é busca por história feliz. Quando não há história infeliz, não há problema, se não há problema, não há o que resolver. Buscamos solução porque há problema, ou seja, porque estamos experimentando uma história INfeliz e queremos experimentar história feliz.

Sendo assim, já temos três obviedades constatadas:

1) Você está sempre experimentando sua história.
2) Sua história pode ser feliz ou INfeliz.
3) Você quer experimentar história feliz.


04 | CAUSA DA HISTÓRIA

O que faz com que sua história seja feliz ou INfeliz? Qual é a causa? A causa é você. História é efeito. Este efeito pode ser de dois tipos, feliz ou INfeliz. A causa é a mesma: você. Se você está experimentando história INfeliz, a causa é você. Se você está experimentando história feliz, a causa é você também. Cada um é criador e criatura, ou seja, causador e experimentador da própria história. Isto explica também por que você está sempre experimentando sua história, porque você é a causa do que você está sempre experimentando. Nada mais justo, não é?

Sendo assim, já temos quatro obviedades constatadas:

1) Você está sempre experimentando sua história.
2) Sua história pode ser feliz ou INfeliz.
3) Você quer experimentar história feliz.
4) Você é criador da sua história.


05 | O QUE É VOCÊ?

O maior obstáculo para compreensão de que você é criador e experimentador da sua história, é seu entendimento sobre si mesmo, sobre “você”. Quando este estudo diz que “você” é criador e experimentador da sua história, está expressando um entendimento sobre “você” que provavelmente é bem diferente do seu entendimento atual sobre si mesmo. Mas não tem problema nenhum nisso, está perfeito. Se o que está sendo explicado aqui já fosse evidente para você, não haveria necessidade de explicação. Assim, a partir de agora, para que o processo de criação da sua história (TIC TAC) fique evidente para você, vamos entender “você”. O que é você?


06 | VOCÊ É TRÊS

Você é uma UNItrindade (um e três). Todo ser é uma UNItrindade porque todo ser é um sistema. UNItrindade é a natureza de todo sistema. Todo sistema é um porque é um sistema, e três, porque tem três aspectos. Para ilustrar, podemos pensar em um relógio, por exemplo, já que o título deste estudo é TICTAC. O relógio é um porque é um relógio, mas também é três, porque tem três aspectos em si:

1) CAUSA – Mola ou bateria que estimula o funcionamento.
2) MEIO – Engrenagem que transforma o estimulo.
3) EFEITO – Movimento do ponteiro, estímulo transformado.

Analogamente, você é um porque você é um ser, e você é três, porque tem três aspectos em si.


07 | VOCÊ É NADA

Primeiro aspecto da sua UNItrindade é que você é Nada. Mas o que é Nada? Nada é nada? Não! Nada é o potencial para Tudo. Então, você enquanto Nada, é Tudo-potencial, é onde Tudo inicia. Tudo sai do Nada. Sem Você-Nada, seria impossível você experimentar Tudo que você experimenta.

Imagine uma tela de televisão. A tela da televisão é Nada. Não tem filme nenhum na tela da televisão. Não tem nada. Porém, todo os filmes passam neste nada que é a tela da televisão.

Assim, o primeiro aspecto da sua UNItrindade, é que Você é Nada, ou seja, você é Eterno Início, você é o potencial para todas as suas histórias. Todas as histórias que você já experimentou, vieram de Você-Nada. Todas as histórias que você pode vir a experimentar, também virão de Você-Nada.

Você é nada.
Você-nada é você Eterno Início.
Você-nada é você potencial para Tudo.
Você-nada é você causa da sua história.
Você nada é você-Tic.

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08 | VOCÊ É TUDO

Você é nada e você é tudo também. E o que é tudo? Você-Nada é você-potencial para tudo, para todas as suas histórias, para tudo que você pode experimentar, tudo é você realizado. Você-nada é você eterno início, você-tudo é você eterno fim. Então, um ponto fundamental a ser observado, é que você é eterno. E isto deve mudar bastante seu entendimento sobre início e fim e também sobre o que você é.

Você é tudo.
Você-tudo é você eterno fim.
Você-tudo é você realizado.
Você-tudo é você efeito.
Você-tudo é sua história.
Você tudo é você-Tac.

Você é Tic e Tac.

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09 | VOCÊ É MEIO

Você é Nada e você é Tudo. Mas sendo que você é três, o que falta para completar sua UNItrindade? Falta você-meio. Entre você-Tic e você-Tac, tem você-Meio. Entre você Eterno Início e você Eterno Fim, tem você Eterno Meio. Para que você-Nada se transforme em você-Tudo, é preciso um transformador. Este transformador é você-Meio.

Vamos ilustrar fazendo uma analogia com seu computador e este texto. Você está recebendo os impulsos da internet para ler este texto, mas para os impulsos da internet se transformarem em texto, tem o computador. Não são apenas os impulsos que você está vendo na tela, você está vendo os impulsos transformado em texto. O computador é o meio que está transformando os impulsos em texto.

O mesmo ocorre com você e com sua história. Para que você-Nada possa se transformar em você-Tudo, ou seja, em sua história, também é necessário um transformador. Este transformador é você-Meio. Você-Meio é o que faz você ser igual você. Você meio é o sinal de igual (=).

Agora está completa sua UNItrindade: Você = Você.

1) Você
2) (=)
3) Você

1) Você-Nada
2) (=)
3) Você-Tudo

1) Você-Eterno-Início
2) (=)
3) Você-Eterno-Fim

1) Você-Tic
2) (=)
3) Você-Tac

Você é eterno meio.
Você-meio é o que transforma você-nada em você-tudo.
Você-meio é você escritor da sua história.
Você-meio é você (=)

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10 | VOCÊ SENDO VOCÊ

TicTac é você = você. Só que TicTac não é uma equivalência estática, é uma equivalência dinâmica. Tictac é Você = você, você = você, você = você, você = você… Então, TicTac é você SENDO você.

Você é o relógio da sua história.
Tic Tac é seu viver.
Tic Tac é você brincando de «eu sendo eu».

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11 | GÊNESE É GERÚNDIO

Você criando sua história é a tal da gênese. Gênese é você criando você. Gênese é você-Tic criando você-Tac. CriANDO é gerúndio. Então, é fundamental observar, que gênese é gerúndio. Gênese é você criANDO você, agora, agora, agora, agora… Gênese é todo instante. Sua história não foi criada e pronto, sua história está constantemente SENDO criada por você. Tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac…

Isto é semelhante a um filme de cinema. O rolo de filme é uma sequência de frames. É esta sequência de frames no gerúndio, ou seja, sendo projetada, que produz a história, o filme. A gênese do filme é gerúndio também. Um filme que a gênese fosse feita e pronto, não seria um filme, seria uma fotografia.

O mesmo com a sua história. Sem constante criação não tem como ter constante experimentação. Você experimenta sua história como filme e não como fotografia, porque gênese é gerúndio, porque você está constantemente criando sua história. Sua história é você Tictac-ANDO.

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12 | HISTÓRIA HUMANA

Você sendo você, sendo você, sendo você, sendo você, tictac, tictac, tictac, tictac, tictac, tictac, é você criando sua história. Sua história é CONsequência. Primeiramente, vamos visualizar isto usando uma imagem de relógio:

 

 

Mas sua história não é apenas criação CONsequencial, sua história é criação CONsequencial humana. Então, você sendo você, sendo você, sendo você, sendo você, sequencialmente e humanamente, é você produzindo sua história humana. Para visualizarmos isto vamos trocar a imagem do relógio por imagens de seres humanos:

 


13 | FORMA E FÔRMA

Você-nada é sem forma. Você-tudo é com forma. Você-meio é o que transFORMA você-nada em você-tudo. Você-meio é você-fôrma. Sua história tem forma porque você-meio está sempre transFORMAndo você-nada em você-tudo. O que dá forma à forma, é a fôrma. Você-meio é o que dá forma à sua história.

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14 | FÔRMA HUMANA

A fôrma que você-meio está usando para transformar você-nada em você-tudo, é a mentalidade humana. Você-meio é sua mentalidade humana. E a mentalidade humana também é UNItrina. Então, você-meio é uma UNItrindade dentro de uma UNItrindade. Vamos entender a UNItrindade da mentalidade humana.

Um dos três aspectos da sua mentalidade humana é a imaginação.

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O que é imaginar?
Imaginar é produzir pensamentos.

Outro aspecto é a razão.

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O que é raciocinar?
Raciocinar é analisar pensamentos.

O terceiro aspecto é o arbítrio.

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O que é arbitrar? Ou seja, o que é optar?
Optar é realizar pensamentos.

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Então, entre o Tic e o Tac, tem você-meio, e em você-meio, tem este processo do arbítrio.

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Agora, sendo que você-meio é a mentalidade humana, podemos representar você-meio como sendo o cérebro.

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Então, você imagina, analisa, decide e experimenta. A imagem a seguir é um exemplo disto:

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15 | LIVRE PARA ERRAR

Você-meio é o que estabelece a equivalência entre você-tic e você-tac, porém, a equivalência que você estabelece pode não ser equivalente, pois você executa o arbítrio. Você opta pelo que você JULGA ser equivalente. Você busca a equivalência, porém, você busca através do julgamento. É ai que entra um ingrediente fundamental da brincadeira de Tic Tac humano. Você-meio é livre para errar no seu julgamento. Isto pode acontecer. É possível. Então, você pode optar por realizar uma história não-equivalente.


16 | ÊXITO E FRACASSO

Por você ter liberdade de errar em seu julgamento, faz-se a brincadeira. Que brincadeira? A brincadeira de êxito ou fracasso. A brincadeira de acertar no julgamento ou errar no julgamento. E, inclusive, acertar em um nível e melhorar o nível, ou seja, acertar mais ainda. Sendo assim: O que é êxito? Êxito é quando você-meio acerta em seu julgamento e você-Tic está EM equivalência com você-Tac.

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O que é fracasso? Fracasso é quando você-meio erra em seu julgamento e você-Tic está SEM equivalência a você-Tac.

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17 | FELICIDADE E SOFRIMENTO

Agora fica fácil entender o que é felicidade e sofrimento na experiência humana.

Felicidade é você-Tac
informando que você-meio
está obtendo êxito
em produzir equivalência.

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Sofrimento é você-Tac
informando que você-meio
está fracassando
em produzir equivalência.

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18 | REVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Sua realidade é sua história. Primeiro passo.
Realidade é efeito. Segundo passo.
Terceiro passo: efeito é passado.

E por que efeito é passado? Porque efeito vem depois da causa. A causa antecede o efeito. Por isto efeito é passado. O que você está experimentando agora e sempre é sua realidade. Realidade é efeito. Então, o que você está experimentando agora e sempre NÃO É o presente, é o passado.

Quando você entende isto, quando isto se torna óbvio para você, quando isto se torna evidente, você revoluciona sua mentalidade e sua experiência humana. Por que? Quando você acredita que a realidade que está experimentando é o presente, você está ignorando a causa da sua realidade, uma vez que você ignora a causa, que é você mesmo, você acredita que é incapaz de alterar sua realidade (efeito). A descoberta de que realidade é passado desamarra as suas mãos, lhe devolvendo a consciência de escritor da própria história (causa da própria história).


19 | VIDA É PASSADO

Colocando sua UNItrindade em termos temporais, você-potencial é o futuro, porque tudo pode ser no futuro, sua vida é o passado, potencial realizado, e você-meio é o presente, onde se dá a transformação do futuro em passado. Sendo assim, o presente não está na vida, o presente está entre o futuro e o passado, o presente está no meio, o presente está no seu viver. Viver não está na vida, viver é antes da vida, viver antecede a vida. Ou seja, é o viver que produz a vida e não a vida que produz o viver. Esta desinversão é a revolução da consciência.

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Você está experimentando sua história, você está experimentando sua vida, porque seu viver, que é eterno meio, está produzindo sua vida. É seu viver que produz sua história e não sua história que produz seu viver. É seu viver que produz sua realidade e não sua realidade que produz seu viver. É seu viver que produz sua vida e não sua vida que produz seu viver. Sua história, sua realidade, é experimentADO, é passADO, é resultADO do seu viver. Por isto que, retirado seu viver, não tem sua história, sua realidade, sua vida. Vida é passado.

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20 | VIVER É OPTAR

Presente é viver. Mas o que é viver? Viver é optar. Viver é arbítrio. Viver é você-meio fazendo o que você-meio faz. Viver é você-meio produzindo sua equivalência.

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21 | HISTÓRIA FELIZ E INFELIZ

Você só pode ser você. Então, sua história só pode ser de dois tipos:

HISTÓRIA FELIZ

Você só pode ser você.
Você decide ser você.
Você é você.
Você é feliz.

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HISTÓRIA INFELIZ

Você só pode ser você.
Você decide não ser você.
Você não é você.
Você é infeliz.

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22 | HÁBITO

99% do seu viver é automático.
Viver automático é viver subconsciente.
Viver subconsciente é hábito.
Hábito é tic-replay-tac.

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Entre você-tic e você-tac, tem a opção. Só que esta opção pode ser uma opção habitual, sem análise, para que tenha um replay automático desta opção. Isto é o hábito.

Você faz seu hábito e seu hábito refaz você por você.

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Você faz seu hábito e seu hábito mantém sua história.

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23 | BOM E MAU HÁBITO

Hábito é apenas hábito. É uma ferramenta humana. Porém, existem dois tipos de hábitos:

BOM HÁBITO
Bom hábito é aquele que lhe AJUDA a re-produzir histórias felizes.

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MAU HÁBITO
Mau hábito é aquele que lhe IMPEDE de produzir histórias felizes.

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24 | OUTROÍSMO E AUTOÍSMO

Assim como os diversos problemas são uma coisa só, problema, os diversos maus hábitos também são uma coisa só, OUTROísmo. Outroismo é atribuir ao outro a responsabilidade pela realização da própria história. Outroismo produz história infeliz porque é impossível viver pelo outro.

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Assim como as diversas soluções são uma coisa só, solução, os diversos bons hábitos também são uma coisa só, AUTOísmo. Autoismo é atribuir a si mesmo a responsabilidade pela realização da própria história. Autoismo produz história feliz porque é impossível viver pelo outro.

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25 | CONSCIENTE

Hábito é subconsciente. Então, para mudar de outroismo para autoismo você deve trazer ao consciente seu outroísmo subconsciente.


26 | AUTO-OBSERVAÇÃO

Se eu pedir para você observar sua mão, você irá colocá-la na frente dos olhos e assim, usando a visão, você irá observar sua mão. Agora, se eu pedir para você observar o que você está sentindo, como você faz isto? Usando a visão? Se eu pedir para você observar o que você está pensando, como você faz isto? Usando a visão? Se eu pedir para você observar o que você gosta, como você faz isto? Usando a visão? Se eu pedir para você observar o que é importante para você, como você faz isto? Usando a visão? Se eu pedir para você observar o que você acha certo, como você faz isto? Usando a visão? Se eu pedir para você observar sua cultura, o que você aprendeu, como você faz isto? Usando a visão?

Você não usa a visão, mas você observa tudo isso. É claro que observa. Se você não observasse tudo isto, você não teria como saber de nada disto. E você sabe. Então, como você observa tudo isso, se não é usando a visão? Simples, você tem uma visão mental. Esta visão mental se chama consciente. Observar o próprio conteúdo mental subconsciente com o consciente é fazer auto-observação.

Então, para trazer seu outroismo subconsciente ao consciente, você deve praticar auto-observação. E com a descoberta do que está lhe IMPEDINDO de produzir história feliz, naturalmente você começa a mudar de hábito e produzir história feliz. É simples assim:

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27 | FIM DA HISTÓRIA

É comum as pessoas me perguntarem de onde eu tiro as coisas que eu falo e explico. A resposta é simples, eu tiro de mim mesmo. A próxima pergunta é “como?”. E a resposta também é simples, me auto-observando. É a auto-observação que deixa evidente para mim as coisas que digo e explico. Auto-observação é a solução. Com auto-observação tudo se esclarece, e com esclarecimento tudo se resolve. A única prática necessária para viver uma história feliz, para bem viver, é auto-observação.

E não poderia ser outra prática, pois o que impossibilita a história feliz, o que impossibilita o bem viver é o oposto do que a auto-observação produz. Auto-observação produz lucidez, clareza, produz consciência. O que resulta em bem viver. Pois uma vez esclarecido, entendido, consciente sobre o funcionamento das coisas, lidamos bem com as coisas. Lidar bem com as coisas é lidar bem, viver bem.

O oposto da clareza, o oposto do entendimento, o oposto da consciência, é a ignorância. Quando estamos inconscientes, quando ignoramos como as coisas funcionam, não tem como vivermos bem. Nós estamos numa experiência de criação de história humana, então, quanto mais clareza, quanto mais lucidez sobre como funciona este processo de criação de história humana, melhor podemos executar esta criação de história.

E como adquirimos esta clareza? Através da prática da auto-observação.

Conforme você for praticando auto-observação, tudo isto que foi dito neste livro, vai deixando de ser apenas uma informação, uma ideia, e vai se tornando evidente.
Então, tudo que é necessário para o bem viver, para criar história feliz, é auto-observação. Apenas auto-observação. Nenhuma prática além desta.

COM CONSCIÊNCIA TUDO SE RESOLVE, SEM CONSCIÊNCIA TUDO SE COMPLICA

Boa prática! Votos de uma história feliz.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

PERGUNTA: História feliz e infeliz. São sempre nesses extremos que devo analisar? Não há nuances de felicidade e infelicidade?

Quando você analisa sua história você pode fragmentá-la em quantas partes quiser para análises especificas. Casamento, trabalho, família, saúde, lazer, por exemplo. Você pode fragmentar inclusive uma parte em subpartes, por exemplo, alimentação matinal, alimentação diurna e alimentação noturna. Enfim, você pode fragmentar sua história do jeito que quiser e analisar com o critério de feliz ou infeliz. E você pode sim fazer uma escala de graus infinitos do extremo feliz ao extremo infeliz, ou seja, nuances. Claro que o resultado de um fragmento da sua história não é sua história inteira. Só que você esquece disso. E por quê? Vamos entender isso.

Imagine um lençol branco. Olhe para esse lençol. Você está vendo o lençol? Sim, você está. Agora coloque um pontinho preto de tinta no meio desse lençol. Olhe para esse lençol. Você ainda está vendo o lençol? Não está mais! Agora você só está vendo o pontinho preto. O lençol desapareceu!

PENSAMENTO SÓ VÊ PROBLEMA. Você nunca pensa no que está bem, só pensa no que está mal. Seu corpo está funcionando 99,999999% bem, com exceção de um fiapo de manga no seu dente. No que você pensa? Que você está respirando bem? Que seu coração está bem? Que seu pescoço está bem? Enfim, que 99,999999% está bem? Claro que não! Você pensa que ESTÁ INFELIZ porque tem um fiapo de manga no seu dente. É só nisso que você consegue pensar até tirar o infernal fiapo de manga do seu dente. E o resto da sua história? Não tem resto! Só tem a história de São Jorge contra o Dragão de Manga. PENSAMENTO SÓ VÊ PROBLEMA. É assim que pensamento funciona. E quem deve perceber que é assim e lidar bem com isso, é você, porque pensamento não percebe nada, pensamento é funcionário seu, apenas funciona.


PERGUNTA: Me falta coragem para tomar certas atitudes. Como a 1ficina define coragem?

Coragem é o que os outros pensam de você quando você liga o foda-se. Coragem é o que os outros pensam de você quando você pula sem a corda. Vou usar um exemplo para esclarecer isso. Tem um fiapo de manga no seu dente. Está incomodando. Mas o fio dental está no banheiro e você está confortavelmente sentado no sofá. Levantar do sofá é doloroso, requer muito esforço, vai doer mais do que o fiapo de manga. Então, você fica sentindo a dor que julga ser menor. Só que o fiapo de manga inflama o nervo do dente. A dor fica latejante e insuportável. Você se levanta do sofá, vai até o banheiro, pega o fio dental e tira o fiapo de manga do dente. Quem te vê levantando do sofá, pensa: “Como ele é corajoso!!! Ele pulou do sofá, foi até o banheiro, pegou o fio dental e tirou o fiapo de manga do dente!!! Ele é meu herói!”. Só que não teve coragem nenhuma no seu feito. Foi a dor que te fez pular para fora do sofá. A dor era tanta que você pensou: “Foda-se! Vou pular fora desse sofá!”. E pulou!


PERGUNTA: Quando crio história de fuga, estou fugindo do quê?

Em última análise, você sempre foge da mesma coisa, do sofrimento. Mas como o sofrimento é feito fome, que quanto mais você ignora mais aumenta, quanto mais você foge mais você sofre e assim por diante. Por isso é difícil resolver o sofrimento embora baste você decidir parar de fugir. As vezes me chamam de mestre. Entendo porque. Mas é um equívoco. Só existe um mestre no universo: o sofrimento. E o sofrimento é infalível no ensino de criar história feliz. Então, nossa aprendizagem é inevitável. Podemos adiar. Podemos e adiamos, adiamos, adiamos… Porém, quanto mais adiamos mais forte fica o sofrimento, então, mais poderosa está sendo a lição.

Pergunta clássica sobre o sofrimento:

__Estou sofrendo! Como resolvo isso?
__Sofrendo!


PERGUNTA: Dejavu é realidade.

O que você tem é uma experiência que você chama de dejavu e não dejavu. A experiência é realidade objetiva. A teoria sobre dejavu que você soma a experiência, não é a experiência, é uma teoria que você soma a experiência, ou seja, é uma crença.


PERGUNTA: Existe vida passada?

Isso que você está sempre experimentando e chama de “vida” é o passado do seu arbítrio. Então, só existe vida passada. Vida é sempre passado.


PERGUNTA: Para mudar é preciso estar incomodado. Daí tem aquele papo de evoluir pela dor ou pelo amor. O que é evoluir pelo amor?

Primeiro vamos definir evolução. Como você está brincando de ser humano, vamos definir evolução como ampliação da maestria em ser humano. Dito isso, evolução é só pela dor. Você só pensa porque dói. Você só pensa para evitar dores futuras e resolver dores presentes. O pensamento é uma máquina de resolver dor, em outras palavras, máquina de resolver problemas. Sem dor o pensamento não acontece. Você está constantemente pensando porque está constantemente vivendo e viver é dolorido. E mais! Viver é dor insolúvel, igual fome. Assim como você nunca resolve a dor da fome, você também nunca resolve a dor de viver. O que você pode fazer é ficar mestre em LIDAR BEM com a dor de viver. Ampliar sua maestria na SOLUCIONÁTICA da insolúvel PROBLEMÁTICA. Isso é evoluir. Então, você evolui para sofrer menos. Esse é o motivo. O sofrimento é o mestre. Felicidade não ensina nada. Felicidade é apenas a comprovação de que você aprendeu com o sofrimento.


PERGUNTA: A imaginação é necessária para eu criar o tempo, certo?

Depende do que você quer dizer quando diz “tempo”. Para não se confundir, sugiro trocar a palavra “tempo” pela palavra história. Feito isso, sua pergunta fica assim: “A imaginação é necessária para eu criar minha história, certo?”. Sim, certo!

PERGUNTA: Um dia a 1ficina esteve na sua imaginação para depois vir para sua realidade objetiva. Isso é você criando sua história e nós (1ficineiros) entramos dentro da sua história, certo?

Sim, certo! Vocês, 1ficineiros, estão cocriando a realização de uma história minha chamada 1ficina e eu estou cocriando a realização da história de vocês.

PERGUNTA: É uma experiência coletiva, certo?

Errado! Experiência é sempre particular. Coletiva é a cocriação. Igual no whatsapp, cocriamos conversas coletivamente, mas cada um experimenta particularmente a cocriação coletiva no seu próprio whatsapp.


PERGUNTA: Apesar de toda sua prática, você se pega no automático também? Ou está sempre ligado?

Eu vivo no automático. Só saio do automático quando o piloto automático está me levando para merda. Daí, assumo o controle, reprogramo o piloto automático e pronto, fim do problema. Essa ideia de que se vive conscientemente o tempo todo é um equívoco espiritualista. Tente passar um minuto respirando conscientemente e verá que não conseguirá nem 30 segundos. O piloto automático (subconsciente) não é um problema, é uma ajudante incrível, só cria problema quando mal programado.

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Você não quer sair da cama. Por isso você aperta o soneca. E aperta de novo, até o limite da demissão. Ficar na cama sonhando com a demissão é tudo que você mais quer. Mas você não fica. Todo mundo faz o que não quer, queira ou não queira, e você não pode ser diferente. Todo mundo atravessa o dia se arrastando, queira ou não queira, e você não pode ser diferente. No fim do dia, todo mundo volta para casa sentindo o mesmo vazio, a mesma agonia, o mesmo desgosto em viver, e claro, você igualmente. Mas daí você acende um incenso diferente, coloca uma música diferente, faz uma meditação diferente e volta para cama. Afinal, amanhã, amanhã, amanhã, vai ser diferente.

Você quer ser culpado pelo bem-bom, mas não quer ser culpado pelo bem-mal. Você faz que nem o Homer Simpson: “Se a culpa é minha eu ponho em quem eu quiser”. Bode expiatório não falta. Pais, cônjuge, filhos, sociedade, governo, ets, lei de murphy, lei de darvin, mente, karma, vidas passadas, deus e o diabo. Esse seu jeito de viver chama-se omissão. É uma opção. E tem intenção positiva: resolver seu sofrimento. Só que não resolve. Pelo contrário, perpetua. Assumir a responsabilidade pela solução do próprio sofrimento é fundamental para resolvê-lo, pois assim como ninguém pode fazer xixi por você, ninguém pode resolver você por você.

Só conhecia uma religião quando era criança. Fiquei confuso quando cresci e descobri que existiam várias. Eu me perguntava: como pode existir várias religiões se deus é um? Esse conflito só se resolveu quando descobri que a palavra religião vinha do latim “religare” e significava religar. Outra coisa contraditória era o dízimo, a prática de entregar 10% do salário para deus. Eu me perguntava: para que deus precisa de dinheiro? Esse conflito se resolveu quando entendi que dízimo era metáfora. Não significava doar dinheiro, significava doar 10% do meu capital existencial, meu tempo, a prática de me religar ao criador da minha realidade. Eu era um zerozimista quando descobri isso. Vivia 100% do tempo adormecido na mentalidade materialista. Não tinha tempo nenhum para doar ao criador da minha realidade. Aos poucos fui aumentando minha doação. Aumentando, aumentando, aumentando. Quando entendi que a melhor coisa a fazer era doar tudo, me entreguei 100% a prática do religare. Me tornei um cenzimista. Recomendo.

Sua história tem uma história para te contar. Ou seja, tudo que você experimenta e chama de MINHA VIDA, não é apenas um acontecimento, é uma lição de autoconhecimento. Um dos grandes obstáculos para você viver bem é que você ignora isso. Por ignorar, você desperdiça o motivo de estar experimentando o que está experimentando. Por desperdiçar, você recria a mesma história com cenário diferente. Sendo que o cenário é diferente, você acredita que a história é nova. Não é! É a mesma história, contendo exatamente a mesma lição. Mas o ano letivo da escola do tempo é circular como relógio, então, você pode repetir a mesma história quantas vezes quiser. A escola do tempo não tem pressa de ensinar, você que decide quando é hora de aprender.

Observe tudo que você está experimentando externamente e internamente. Considere que tudo isso seja um sonho e não matéria. Seu corpo, a cadeira, o computador, a mesa, esse texto, seus pensamentos, suas emoções, o calor no ambiente, o ar que está respirando, seu pulmão, etc. Considere que absolutamente tudo que você está experimentando seja um sonho e se pergunte: “Quem é o sonhador que está sonhando esse sonho?”. O sonhador que está sonhando o sonho que você está experimentando é quem está experimentando: você. Agora se pergunte: “Como faço para conhecer o sonhador que sou?”. A resposta é: estudando a relação causa (sonhador) e efeito (sonho). Sua realidade é o efeito da sua criação, então, estudar sua realidade é estudar o criador da sua realidade: você.

Viver é escrever uma história ponto por ponto, entender é ligar os pontos. Por isso sua experiência humana não faz sentido para você ainda. Falta uma linha lógica para ligar os pontos. E cadê essa linha? Onde está? Não está em lugar nenhum. A linha que liga todos os pontos da sua história é você mesmo. Tudo que aconteceu, acontece e acontecerá com você está ligado a você, em você e por você. Só que você está esquecido de si. Esse é seu ponto atual. Por isso nada faz sentido. Fez sentido?

Você não precisa se tornar um mestre, você já é mestre. Você é mestre em viver mal. Sua maestria em viver mal é tanta, que você vive mal sem sequer precisar pensar, no automático. Sua maestria em viver mal é uma competência subconsciente, um hábito, um automatismo, igual falar português. Por isso, não importa quanto você queira viver bem, enquanto viver mal for uma competência subconsciente, sua própria competência subconsciente manterá você vivendo mal.

A prática faz a prática. Você cria o hábito e o hábito cria você. É assim que funciona seu subconsciente. A boa notícia nisso é que assim como você se ensinou a viver mal, você pode se reensinar a viver bem. A má notícia é que assim como sua maestria em viver mal não surgiu num passe de mágica, mas gradativamente com a repetição da sua prática em viver mal, sua maestria em viver bem também não surgirá num passe de mágica, também surgirá gradativamente com sua prática em viver bem.

Entendeu? Então, comece se ensinando a não deixar para amanhã, porque amanhã é nunca.

Qual é seu presente agora? Fez algo errado? Está feito, passado. Leite derramado? Está derramado, passado. Pé na bunda do namorado? Está chutado, passado. Crítica do amigo? Está criticado, passado. Êxtase transcendental? Está extasiado, passado. Revelação da verdade absoluta? Está revelada, passado. Percebe o que isso significa? Não existe presente. Tudo que você experimenta é porque já aconteceu. Por isso é sábio aceitar o presente. Presente é passado. É impossível mudar o passado. O que você pode fazer, caso seu presente esteja em desacordo com sua vontade, é ajustar o relógio que está criando sua história: você. Como? Praticando autociência e ficando ciente de qual é o desajuste.

Sintonize sua televisão em um canal de esportes e comece a assistir um jogo. Enquanto estiver assistindo, se pergunte: “Cadê o jogo?”. Você irá perceber que não existe jogo, só existe jogar. Faça o mesmo com sua vida. Sintonize sua observação em si e comece a assistir sua vida. Enquanto estiver assistindo, se pergunte: “Cadê minha vida?”. Você irá perceber que não existe vida, só existe viver.

Você acredita que executa diversas atividades, mas você só executa uma única atividade: viver. Comer é viver, respirar é viver, dormir é viver, sonhar é viver, divertir é viver, trabalhar é viver, amar é viver, odiar é viver, sentir é viver, pensar é viver. Até morrer é viver.

Não é o produto que produz a fábrica, é a fábrica que produz o produto. Não é a vida que produz o viver, é o viver que produz a vida. Sem jogar não tem jogo, sem viver não tem vida. Vida é a suposição de que o produto existe sem a fábrica. Vida é a crença de que sua realidade é uma criação desassociada do seu viver. É justamente o oposto: viver é causa, vida é efeito.

Quem nasceu primeiro não nasceu, existe.

Por que minhoca caga terra? Minhoca caga terra porque come terra. Essa brincadeira infantil tem continuação, mas basta essa parte para você entender algo fundamental sobre seu funcionamento mental. Se minhoca comesse batata frita, cagaria batata frita, se comesse cenoura, cagaria cenoura, se comesse macarrão, cagaria macarrão, etc. Só que minhoca come terra, então, caga terra. Óbvio! E o mesmo acontece com você. Seu cérebro é uma minhoca que caga pensamentos. Se você alimenta seu cérebro com estímulos de tipo A, ele armazena memórias de tipo A, que produz crenças de tipo A e caga pensamentos de tipo A. Se você muda a alimentação do seu cérebro para estímulos de tipo B, ele armazena memórias de tipo B, que produz crenças de tipo B e caga pensamentos de tipo B. Você só é capaz de optar dentro do seu cardápio de pensamentos. Então, se deseja melhorar a qualidade de suas opções, alimente melhor seu cérebro.

Você é capaz de aprender. Nenhum outro ser no planeta tem esse poder que você tem. E mais! Tudo que você aprende e faz repetidamente, você adquire tanta competência em fazer que você é capaz de fazer sem perceber que está fazendo, ou seja, automaticamente.

Falar português, por exemplo. Você não nasceu falando português, você aprendeu. E detalhe! Aprendeu sozinho e quando era neném. Não é extraordinário? Daí, você praticou e agora as palavras saem da sua boca sem que você precise ficar pensando que b+a é ba, b+e é be, etc.

Essa sua capacidade de fazer as coisas cada vez melhor e automaticamente se chama competência subconsciente. Sem isso, você jamais conseguiria andar e digitar no celular ao mesmo tempo, por exemplo. Mas você praticou andar até se tornar uma competência subconsciente. É por isso que atualmente você anda automaticamente.

A prática faz a prática. Tudo que você pratica se torna uma competência subconsciente. Em outras palavras, tudo que você pratica se torna uma maestria. Sendo assim, te pergunto: Qual é sua prática?

Você pratica reclamar? Se sim, você se tornará mestre em reclamação. Você será tão bom nisso que verá defeito em tudo, até onde não tem. Suas reclamações irão bombar no youtube e você se tornará uma celebridade.

Você pratica arranjar desculpas? Se sim, você se tornará mestre em procrastinação. Você será tão bom nisso que verá dificuldade em qualquer coisa. Tarefas fáceis como trocar uma lâmpada se tornarão impossíveis de serem realizadas.

Você pratica fazer tudo nas coxas? Se sim, você se tornará mestre em mediocridade. Você será tão bom nisso que jamais fará nada de bom. Você terá muitos empregos, mas jamais terá uma profissão. Você terá muitos parceiros, mas jamais terá um relacionamento.

Você pratica se fazer de vítima? Se sim, você se tornará mestre em vitimismo. Você será tão bom nisso que o funcionamento do universo terá um unico propósito: te prejudicar. E a culpa será sempre do governo, do sistema, etc.

Você pratica imposição? Se sim, você se tornará mestre em violência. Você será tão bom nisso que ganhará tudo no grito. Sua política será a ameaça. E todas as pessoas irão te amar por medo.

Você pratica inveja? Se sim, você se tornará mestre em fofoca. Você será tão bom nisso que colocará defeito em tudo. Sua rotina será participar das redes sociais. Sua atividade predileta será compartilhar fake news.

Você pratica controlar? Se sim, você se tornará mestre em cagar regras. Você será tão bom nisso que transformará os 10 mandamentos em 10 milhões de mandamentos. Você se tornará o juiz do universo e condenará todos os infratores a pena de morte, inclusive a si mesmo.

Você pratica fingir? Se sim, você se tornará mestre em hipocrisia. Você será tão bom nisso que sempre dirá exatamente o que o outro quer ouvir. Você jamais discordará dos outros. Você jamais expressará sua opinião. Você jamais será sincero. Você jamais será você.

Então, qual é sua prática?

Manter ou alterar um condicionamento é uma constante opção. Manter é a melhor opção na maioria dos casos. Imagine se você tivesse que reaprender a falar português todo dia, ou reaprender a andar, ou reaprender a usar o celular. Condicionamento é ferramenta para você viver bem. Agora, como você utiliza sua ferramenta é opção sua. Ferramenta não tem consciência, não sabe o que é certo e errado, logo, não tem responsabilidade. Quem sabe o que é certo e errado para você é você, usuário da ferramenta. Responsabilidade de uso é do usuário. Assim como você é o responsável por instalar e desinstalar os programas no seu computador, você também é o responsável por instalar e desinstalar seus condicionamentos. Você só não assume essa responsabilidade porque tem instalado em si um condicionamento de omissão e opta por mantê-lo. Eis a grande ironia do arbítrio. Você é livre inclusive para acreditar que não é.

Seu subconsciente executa seu comportamento, mas não sofre com o resultado. Quem sofre é você. Sofrer é experimentar. Experimentar é saber. Quem sabe é você. Seu subconsciente apenas faz. Seu subconsciente é igual um computador, apenas executa a programação sem saber do que se trata, sem saber se é certo ou errado, bem ou mal. Seu subconsciente não tem culpa do comportamento que está executando. Que culpa um computador tem de executar a programação para o qual foi programado? Culpa nenhuma. Está perfeito. Tudo que você espera de um computador é que execute exatamente a programação. Seu subconsciente não faz errado, faz o programado. Então, se você não consegue sair do sofrimento e deseja sair, ao invés de empenhar seu esforço e tempo tentando mudar seu comportamento e fracassando, empenhe seu esforço e tempo reprogramando seu subconsciente e conseguindo.

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© 2020 · 1FICINA · Marcelo Ferrari