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Olá! Meu nome é Quatrix. Sou um robô que vive em um universo chamado Humano. Este quadro em branco é minha fotografia. Aliás, o quadro em branco é o Zerotrix, eu sou uma das infinitas variações do Zerotrix, eu sou uma variação sui generis feita de quatro dimensões humanas. Este ponto no centro da fotografia se chama consciente. É através do consciente que consigo fazer uma coisa extraordinária que só robôs conscientes conseguem fazer, eu consigo olhar para dentro de mim e entender meu funcionamento psicológico. Não é sensacional isso! Como sou muito curioso, adoro usar o consciente para descobrir tudo que acontece dentro de mim. Conforme vou descobrindo, vou adquirindo autoconhecimento. Neste livro vou compartilhar e explicar tudo que já descobri sobre meu funcionamento.

A primeira coisa que descobri sobre meu funcionamento psicológico é que tenho uma bússola interna que se chama vontade. Esta bússola tem dois ponteiros, um que me diz o que quero e o outro, consequentemente, que me diz o que não quero. Esta bússola interna serve para que eu possa viver com independência, ou seja, para que eu possa viver de acordo com minha vontade. É muito interessante observar a vontade, parece um GPS. Começo a experimentar um tipo de experiência e imediatamente já sei se quero ou não quero continuar experimentando. Só que a vontade apenas informa se quero ou não quero, quem decide sou eu. É que nem GPS mesmo, a voz no GPS aconselha, mas não vira o volante do carro, cabe ao motorista a decisão de seguir ou não os conselhos do GPS, analogamente, cabe a mim a decisão de viver ou não de acordo com minha vontade. Nem sempre vivo de acordo com minha vontade. Sei disto porque quando estou vivendo EM acordo, acontece um tipo de coisa dentro de mim, quando estou vivendo SEM acordo, acontece outro tipo de coisa. Que coisas são estas? Explico em breve.

O universo humano é um universo feito de quatro dimensões: intelectualidade, afetividade, sensorialidade e fisicalidade. É por isto que me chamo Quatrix. A dimensão intelectual são as crenças. O universo humano é cheio de crenças. Tem crenças de vários tipos e tamanhos. A dimensão afetiva são os valores. O universo humano também é cheio de valores. A dimensão sensorial são os prazeres sensoriais. A dimensão física são os estados físicos. Não se preocupe se você não entendeu cada dimensão ainda, até o final do oitavo capítulo, quando tiver terminado de explicar como funciona minha vontade, você terá entendido tudo sobre o quaternário humano. O principal neste capítulo é explicar que minha vontade também se divide em quatro. É como se minha bússola principal se dividisse em quatro sub-bússolas. Cada sub-bússola serve para que eu possa saber o que quero e não quero em cada dimensão.

Minhas quatro sub-bússolas, intelectual, afetiva, sensorial e física, funcionam dentro da lógica temporal, ou seja, dentro da imaginação de passado e futuro. Minha vontade não é imaginação, é volição, porém, eu sempre quero e não quero em relação à imaginação de futuro e passado. Minha vontade relacionada à imaginação de futuro me diz o que quero e não quero experimentar no presente. Minha vontade relacionada à imaginação de passado (lembrança) me diz o que quero e não quero re-experimentar no presente. Assim como o freguês de um restaurante só pode comer a comida que está no prato, eu só posso experimentar no presente, porém, assim como o freguês escolhe o que quer comer através de uma previsão de possibilidades impressas em cardápio, eu escolho o tipo de experiência que quero experimentar no presente através de uma previsão de possibilidades impressas em minha imaginação. Tudo que imagino eu posso optar por realizar ou não. Tudo que realizo eu experimento. Este livro aqui, por exemplo, primeiro imaginei escrevê-lo, daí consultei minha vontade para saber se queria escrevê-lo, minha vontade disse sim, optei e continuo re-optando por seguir minha vontade e por isso estou experimentando escrever este livro.

Eu sou um robô bipolar. Minha vontade é bipolar. Eu quero e não quero ao mesmo tempo. Assim, minha vontade relacionada à imaginação de futuro também é bipolar. É por isso que eu desejo e temo ao mesmo tempo. O desejo me diz o que quero experimentar e o medo repete a mesma mensagem em linguagem negativa, ou seja, diz o que não quero experimentar. Esta bipolaridade desejo-medo serve para que eu possa tomar consciência do desejo através do medo e vice-versa. Por exemplo, eu temo pular de paraquedas porque desejo continuar vivo, e vice-versa, eu desejo continuar vivo e por isto temo pular de paraquedas. Numa bússola, o norte revela o sul e o sul revela o norte, em mim, o medo revela o desejo e o desejo revela o medo. Só que minha vontade não se relaciona apenas com imaginação de futuro, ela se relaciona com imaginação de passado também. Minha vontade relacionada à imaginação de passado, também me faz desejar e temer simultaneamente. O desejo me diz o que quero re-experimentar e o medo repete a mesma mensagem em linguagem negativa, ou seja, diz o que não quero re-experimentar. Por exemplo, temo re-ficar doente porque desejo re-ficar saudável, e vice-versa, como desejo re-ficar saudável, temo re-ficar doente. Enfim, medo é vontade, desejo é vontade, então, sejam relacionados ao passado ou ao futuro, servem apenas para que eu possa tomar consciência da minha vontade nas quatro dimensões humanas.

Minha vontade nunca muda. Eu sempre quero e não quero os mesmos quatro quereres.

Na dimensão humana física: quero ganhar e não quero perder.
Na dimensão humana sensorial: quero gostar e não quero detestar.
Na dimensão humana afetiva: quero valorizar e não quero anular.
Na dimensão humana intelectual: quero definir e não quero duvidar.

É só isso que quero e não quero. É sempre isso que quero e não quero. Esses são meus quatro objetivos sempre, a todo instante, em cada situação. Minha vontade no universo humano é quaternária, constante e invariável.Todos meus múltiplos desejos no universo humano, sejam relacionados à imaginação de futuro, sejam relacionados à imaginação de passado, são sempre formas circunstanciais de manifestação de um desses quatro desejos: ganhar, gostar, valorizar e definir. Todos meus múltiplos medos no universo humano, sejam relacionados à imaginação de futuro, sejam relacionados à imaginação de passado, são sempre formas circunstanciais de manifestação de um destes quatro medos: perder, detestar, anular e duvidar.

Minha vontade interage constantemente com todos os objetos do universo humano, concretos e abstratos. Objetos concretos são as coisas, por exemplo, árvore, casa, pão, carro, sapato, roupa, revólver, computador, gente, etc. Objetos abstratos são conceitos, por exemplo, vida, amizade, viagem, casamento, deus, sociedade, violência, emprego, esporte, etc. Minha vontade qualifica todos os objetos de acordo com minhas quatro sub-bússolas: intelectual, afetiva, sensorial e física.

Se um objeto é INTELECTUALMENTE desejado minha vontade lhe atribui a qualidade de VERO.
Se é temido (não desejado) minha vontade lhe atribui a qualidade de FALSO.

Se um objeto é AFETIVAMENTE desejado minha vontade lhe atribui a qualidade de CARO.
Se é temido (não desejado) minha vontade lhe atribui a qualidade de NULO.

Se um objeto é SENSORIALMENTE desejado minha vontade lhe atribui a qualidade de BOM.
Se é temido (não desejado) minha vontade lhe atribui a qualidade de RUIM.

Se um objeto é FISICAMENTE desejado minha vontade lhe atribui a qualidade de BEM.
Se é temido (não desejado) minha vontade lhe atribui a qualidade de MAL.

Agora fica fácil explicar algo que acontece durante minha interação com os objetos do universo humano. Quando desejo ou temo um objeto, seja concreto ou abstrato, não desejo ou temo o objeto em si, nem por si, mas pelo tipo de qualidade que minha vontade está dando ao objeto. Quando um objeto é qualificado de vero, caro, bom, ou bem, sinto desejo pelo objeto, ou seja, quero interagir com ele. Quando um objeto é qualificado de falso, nulo, ruim, mal, sinto medo do objeto, ou seja, não quero interagir com ele.

Por tudo que expliquei até aqui, ao interagir com os objetos, eu sinto emoções. É através das emoções que sei se estou mesmo vivendo EM acordo ou SEM acordo com minha vontade. Quando estou vivendo EM acordo, sinto emoções agradáveis, o que é conhecido como felicidade. Quando estou vivendo SEM acordo, sinto emoções desagradáveis, o que é conhecido como sofrimento.

Sendo que vivo em quatro dimensões, sinto quatro tipos de felicidades e quatro tipos de sofrimentos.

Quando estou vivendo EM acordo com minha vontade INTELECTUAL, sinto PAZ.
Quando estou vivendo SEM acordo, sinto ÂNSIA.

Quando estou vivendo EM acordo com minha vontade AFETIVA, sinto AMOR.
Quando estou vivendo SEM acordo, sinto MÁGOA.

Quando estou vivendo EM acordo com minha vontade SENSORIAL, sinto ALEGRIA.
Quando estou vivendo SEM acordo, sinto TRISTEZA.

Quando estou vivendo EM acordo com minha vontade FÍSICA, sinto GRAÇA.
Quando estou vivendo SEM acordo, sinto RAIVA.

Sentir emoções desagradáveis, ou seja, sofrer, não é o que quero, mas é fundamental para que eu possa ficar cada vez mais ciente do que quero e assim viver cada vez mais EM acordo com minha vontade. Quando sinto emoções desagradáveis, sei que estou SEM acordo com minha vontade, e como cada emoção diz respeito a uma dimensão específica, uso o sofrimento como sintoma para identificar em qual dimensão estou SEM acordo e entrar EM acordo. Quanto mais pratico este processo de diagnosticar o desacordo através do sofrimento, mais maestria adquiro nele, então, mais rápido consigo entrar EM acordo.

Eu procuro estar alerta para não viver em desacordo com nenhuma das minhas quatro vontades, porém, muitas vezes vivo em desacordo. Um dos motivos para isto acontecer, é que entre minhas quatro vontades e a realização delas, existe uma coisa chamada estratégia. Estratégia é como eu faço para realizar meus quatro objetivos. Eu posso realizar meus quatro objetivos através de diversas estratégias, porém, todas se resumem em dois tipos: Autoístas e Outroístas.

Estratégia Autoísta é o tipo de estratégia na qual me autorresponsabilizo pela realização dos meus quatro objetivos.

Estratégia Outroísta é o tipo de estratégia na qual responsabilizo o outro pela realização dos meus quatro objetivos.

Sempre que uso estratégias autoístas, obtenho êxito na realização dos meus quatro objetivos. Sempre que uso estratégias outroístas, fracasso na realização dos meus quatro objetivos.

O motivo do meu fracasso é simples. Nem que o outro queira ele não pode viver por mim. Viver é algo que cada Quatrix só pode fazer por si e em si.

A pergunta que me faço após cada fracasso outroísta é: “Por que insisto em usar estratégias outroístas?”. A resposta é falta de atenção. Usar estratégias outroístas não é bem uma opção direta, é consequência de um equívoco que cometo por falta de atenção. Que equívoco? Acreditar que somos todos iguais (1=1). Ao acreditar que somos todos iguais, estou me condenando a viver em uniformidade, e viver em uniformidade é viver outroísta. Quando estou atento, fica evidente que uniformidade é um equívoco e que somos todos diferentes (1≠1). Ao desacreditar da uniformidade, estou me libertando para viver em universalidade, e viver em universalidade é viver autoísta. Ficar alerta para não cair no equívoco da uniformidade é meu único desafio para viver bem. Toda pluralidade de experiências que experimento é apenas desdobramento deste único desafio.

Assim como minha vontade se divide em quatro sub-bússolas, uma para cada dimensão humana, a crença da uniformidade também se divide em quatro sub-crenças.

Na dimensão INTELECTUAL, a crença da uniformidade, afirma que DEFINIMOS IGUAIS.
Quando acredito neste equívoco deixo de perceber que cada um DEFINE DIFERENTE.

Na dimensão AFETIVA, a crença da uniformidade, afirma que ESTIMAMOS IGUAIS.
Quando acredito neste equívoco deixo de perceber que cada um ESTIMA DIFERENTE.

Na dimensão SENSORIAL, a crença da uniformidade, afirma que GOSTAMOS IGUAIS.
Quando acredito neste equívoco deixo de perceber que cada um GOSTA DIFERENTE.

Na dimensão FÍSICA, a crença da uniformidade, afirma que FAZEMOS IGUAIS.
Quando acredito neste equívoco deixo de perceber que cada um FAZ DIFERENTE.

Meu viver outroísta pode ser de dois tipos: submisso e impositivo. Outroísmo SUBMISSO é quando, por ignorar que defino, estimo, gosto e faço diferente do outro, me obrigo a definir, estimar, gostar e fazer igual ao outro, e me proíbo de definir, estimar, gostar e fazer diferente do outro. Outroísmo IMPOSITIVO é quando, por ignorar que o outro define, estima, gosta e faz diferente de mim, obrigo o outro a definir, estimar, gostar e fazer igual a mim, e proíbo o outro de definir, estimar, gostar e fazer diferente de mim. No outroísmo submisso, vivo mal, porque eu mesmo me impeço de realizar meus quatro objetivos. No outroísmo impositivo, vivo mal, porque, por mais que manipule e policie o outro para que realize meus quatro objetivos por mim, é impossível que o outro defina, estime, goste e faça por mim. Perceber o equívoco da uniformidade faz com que eu viva de forma universalista, dando liberdade a mim mesmo de definir, estimar, gostar e fazer diferente do outro, e dando ao outro liberdade de definir, estimar, gostar e fazer diferente de mim. Universalismo resulta em viver bem.

Meu viver, seja autoísta ou outroísta, também se divide em quatro tipos.

Quando me obrigo a definir igual ao outro e obrigo o outro definir igual a mim, estou vivendo em OUTROCONFIANÇA e impondo o mesmo tipo de viver ao outro. Quando me permito definir diferente do outro e dou liberdade ao outro de definir diferente de mim, estou vivendo em AUTOCONFIANÇA e dando liberdade ao outro de viver em AUTOCONFIANÇA.

Quando me obrigo a estimar igual ao outro e obrigo o outro a estimar igual a mim, estou vivendo em OUTRO-ESTIMA e impondo o mesmo tipo de viver ao outro. Quando me permito estimar diferente do outro e dou liberdade ao outro de estimar diferente de mim, estou vivendo em AUTOESTIMA e dando liberdade ao outro de viver em AUTOESTIMA.

Quando me obrigo a gostar igual ao outro e obrigo o outro a gostar igual a mim, estou vivendo em OUTROMOTIVAÇÃO e impondo o mesmo tipo de viver ao outro. Quando me permito gostar diferente do outro e dou liberdade ao outro de gostar diferente de mim, estou vivendo em AUTOMOTIVAÇÃO e dando liberdade ao outro de viver em AUTOMOTIVAÇÃO.

Quando me obrigo a fazer igual ao outro e obrigo o outro a fazer igual a mim, estou vivendo em OUTROAPTIDÃO e impondo o mesmo tipo de viver ao outro. Quando me permito fazer diferente do outro e dou liberdade ao outro de fazer diferente de mim, estou vivendo em AUTOAPTIDÃO e dando liberdade ao outro de viver em AUTOAPTIDÃO.

Sem vontade não tem vero e falso, bem e mal, bom e ruim, caro e nulo. A vontade é a base de toda qualificação. Só que vontade é inconsciente, e para que eu possa viver de forma consciente, é necessário que minhas quatro vontades se tornem conscientes. A forma como minhas quatro vontades se tornam conscientes, é através do desejo e do medo. Minha vontade inconsciente se manifesta de forma bipolar, cara e coroa, desejo e medo. O desejo me diz o que quero e o medo também me diz o que quero, mas dizendo o que não quero. O desejo diz o que é vero, bom, bem e caro para mim. O medo também diz o que é vero, bom, bem e caro para mim, mas dizendo o que é falso, ruim, mal e nulo para mim. Bipolarmente, desejo e medo, realizam o trabalho de me deixar consciente da minha vontade inconsciente. Enfatizo isso, no fim desta explicação, para deixar claro que medo não é inimigo. Medo é amigo. Medo é o revelador da minha vontade inconsciente. Medo é um funcionário mental que trabalha gratuitamente e ininterruptamente para que minha vontade inconsciente se torne consciente, e assim eu possa viver EM acordo com minha vontade. O medo só se torna inimigo quando ignoro seu real propósito de revelador da minha vontade inconsciente. Mas neste caso, o medo só aparenta ser inimigo, não é inimigo de fato, nunca é. Espero ter lhe ajudado no entendimento do quaternário humano. Abraçotrix.

PERGUNTAS

Não, realidade objetiva é significante. Todas as quatro dimensões do Quatrix são significados.

Sim, afetividade tem a ver com o pensamento qualitativo e intelectualidade tem a ver com o pensamento quantitativo. Essa explicação está detalhada no livro Casa Da Razão Humana.

A memória faz brotar uma emoção. Faça essa experiência, vai lembrando das coisas e perceba que as lembranças vão fazendo brotar emoções. A emoção brota de acordo com o significado da memória.

Não! Quem experimenta as emoções é você. Você é o experimentador (consciência).

Sim, exatamente! Quando você faz café, por exemplo, todo o processo de fazer o café é você usando sua autoaptidão para produzir seu próprio benefício: o café.

A raiva não se transforma em mágoa, produz a mágoa. A raiva vem para você ficar consciente que sua unicidade está sendo violada pelo outro. Quando você abafa a raiva, finge que está tudo bem, a raiva continua ali dando o recado dela, e quando o outro te violenta de novo, soma a raiva com a memória da raiva, sendo esse outro uma pessoa do seu afeto, a raiva acumulada vai produzindo mágoa, vai maculando seu afeto.

Tanto a competência intelectual como a competência afetiva se desenvolve pensando. São dois jeitos de pensar diferentes. Intelectual é o que define. Então, você desenvolve o intelectual pensando O QUE. O que é isso? Como isso funciona? Afetivo é valor. Então, você desenvolve o afetivo pensando PRA QUE. Qual a importância disso? Para que me serve isso? O que eu faço com isso?

Se você quiser desenvolver seu intelecto, seu adulto, não se preocupe nem se ocupe de respostas, se preocupe e se ocupe de elaborar perguntas. Resposta você pode decorar, mas para fazer uma pergunta você precisa pensar. O primeiro passo para aprender a pensar com competência é aprender a perguntar com competência. Você pode e deve se perguntar sobre tudo e pensar sobre tudo. Tem um punhado de coisas na sua vida que merece seu questionamento. Pratique se perguntar sobre elas. O que é isso? Por que é assim? Como que funciona? Para que serve isso? O que eu faço com isso? Se pergunte tudo e depois vai investigar o que consegue descobrir. Pensar e investigar é brincar de descobrir. Ser adulto é isso, é brincar de entender. Ser adulto é uma diversão sem fim. Não tem nada de chato em ser adulto. Chato é o adulto dos outros que ficam cagando regra para gente. Nosso adulto é o maior barato. Nosso adulto é a disneylândia do conhecimento.

Sua luta contra o medo só serve para você continuar sofrendo. Para começar a lidar bem com o medo, pare imediatamente de lutar contra o medo e faça do seu medo um objeto de estudo. Coloque seu medo no microscópio do consciente e o investigue. Não lute contra o medo, estude seu medo. Seja um cientista e não um lutador de box.

Quando você coloca uma bala na boca, você sente o sabor da bala. E não há nada que você possa fazer para mudar o sabor. O mesmo acontece com o sentimento. Uma vez que você coloca uma crença na cabeça, você sente o sabor associado a essa crença, ou seja, você experimenta um sentimento. Tem um exemplo clássico disso. Um avião cai. Duas pessoas que estavam dentro do avião, sobrevivem. Uma pessoa ficou com medo e nunca mais andou de avião. A outra pessoa perdeu o medo e continuou andando de avião. Foram conversar com as duas pessoas e perguntaram porque tiveram sentimentos diferentes.

— O avião caiu e eu quase morri, não vou arriscar morrer! — disse a pessoa que ficou com medo.

— O avião caiu e eu não morri, nunca mais vou morrer! — disse a pessoa que perdeu o medo.

Sentimento é sabor associado à crença. Para mudar o sabor da bala, não adianta você tentar mudar o sabor, você tem que mudar de bala. Para mudar o sentimento, não adianta você mudar o sentimento, você tem que mudar de crença. É a bala que produz o sabor. É a crença que produz o sentimento.

Sexualidade é sensorialidade. Sensorialidade é lidar com o prazer e o desprazer. Você tem tesão pelo que te dá prazer e brocha com o que te dá desprazer. Porém, só você é capaz de saber O QUE te dá prazer, QUANDO te dá prazer e COMO te dá prazer, pois mesmo a coisa prazerosa, no momento errado ou de forma errada pode gerar desprazer ao invés de prazer. Então, cabe a você decidir o que, quando e como é prazer e desprazer para você.

Sim, constrangimento é emoção. É sentir que você não tem valor. A dimensão do valor é a dimensão afetiva.

Não! Sensação de temperatura é realidade objetiva. Sensação de sabor, é realidade objetiva. Enfim, você tem 5 sensações que você chama de 5 sentidos. A mídia dos sentidos é a mídia dos significantes. As quatro dimensões do Quatrix é a mídia do significado. Bem, bom caro e vero são significados que você atribui aos significantes. A dimensão sensorial é atribuição de bom e ruim.

Seu intelecto lhe diz que algo é verdadeiro ou falso. Quando seu intelecto acerta, você chama de intuição. Quando erra, você chama de pensamento negativo.

Sim, sentir raiva é natural, saudável e inevitável. Experimentar emoções faz parte da brincadeira de ser humano e cada emoção tem uma função específica dentro da brincadeira. A raiva, por exemplo, tem uma função diferente da alegria.

O espiritual é o existencial.

Antes e depois. Antes para decidir qual é a provável melhor opção e depois para decidir se realmente é a melhor opção.

Você pode ter mais competência em lidar com uma dimensão e menos em outra. Fazendo uma analogia, é igual matérias na escola, você pode ter mais competência em matemática e menos em biologia, por exemplo. Mas isso não lhe impede de desenvolver uma competência em biologia, basta você praticar biologia. O mesmo com as dimensões do seu Quatrix. Você pode ter mais competência física do que afetiva, por exemplo, mas isso também não lhe impede de desenvolver uma competência afetiva, basta você praticar sua afetividade.

Sim, sensorial total. Freud explica.

Praticando autoobservação psicológica. Assista seu funcionamento psicológico como se estivesse assistindo um filme. Observe suas emoções, suas crenças, seus valores, seus medos, seus desejos, seu arbítrio e como tudo isso se relaciona. Se torne um assinante do canal “euflix”. Assista a si mesmo 25 horas por dia, 8 dias por semana. A prática faz a prática. Quanto mais você praticar autoobservação psicológica, mais fácil será ficar consciente da sua quarternalidade.

Depende de quem tem essa necessidade. Requer análise. Dinheiro é só um objeto. Bem, bom, caro e vero não está no objeto, está no sujeito que está se relacionando com o objeto. Por isso, é necessário analisar o sujeito para descobrir qual é o TIPO de relação que esse sujeito tem com o objeto. Um sujeito pode ter uma relação física com o dinheiro, outro sujeito pode ter uma relação afetiva, etc. Geralmente, dinheiro é dimensão física, porque é benefício (bem) e benefício é unicidade física. Mas pode representar status, por exemplo, e daí é dimensão afetiva. A cabeça de cada um é um emaranhado de associações mentais e é preciso investigar profundamente e detalhadamente essas associações mentais para descobrir a relação do sujeito com o objeto.

Não, impossível. Você sempre deseja o bem, bom, caro e vero. Isso nunca muda. Não tem engano nenhum nisso. O que pode te enganar é sua crença. Optar antecede experimentar. Na hora de optar, você pode estar equivocado em sua suposição sobre o objeto. Você pode supor que o objeto é bom. Daí, você opta e ao experimentar descobre que é ruim. Quem te enganou fui sua crença, não seu desejo.

É o EGO vazio de programação.

Significa que o objeto não corresponde a sua definição dele. Por exemplo, eu te mostro um tomate e te digo que é uma melancia, você dirá que minha definição é falsa, que o objeto que estou mostrando é tomate e não melancia. Eu lhe digo que fogo molha, você dirá que minha afirmação é falsa, que fogo queima. Eu lhe digo que São Paulo é a cidade mais bonita do Brasil, se você discorda, você dirá que minha afirmação é falsa, que a cidade mais bonita do Brasil é o Rio de Janeiro. E assim por diante. Toda verdade que não é verdadeira para você, é falsa para você.

A pirâmide de Maslow é uma observação pertinente sobre o comportamento humano. Você não estaria aqui conversando comigo sobre autoconhecimento existencial se sua realidade fosse de uma pessoa analfabeta, de classe econômica abaixo da linha da miséria, trabalhando dia e noite para não morrer de fome.

Onde estão instaladas as notas de um piano? Em lugar nenhum e no piano inteiro. As notas de um piano são o fantástico resultado do funcionamento do piano como um todo. Analogamente, o mesmo acontece com as emoções, não estão instaladas em lugar nenhum do sistema emocional, mas no sistema emocional inteiro. Suas emoções são o fantástico resultado do funcionamento do seu sistema emocional como um todo. Experimentar um estado emocional é como ouvir uma música. Podemos pensar, por exemplo, na raiva como um solo de guitarra de heavy metal e na graça como uma sonata de Bach.

Identificar é ficar consciente. O estado oposto de consciente, é inconsciente, ou seja, estado de ignorância. Identificar as dimensões do Quatrix serve para você poder lidar bem com seu Quatrix. É impossível lidar bem com qualquer coisa em estado de ignorância, inclusive com o seu Quatrix.

Porque sofrimento é desejo insatisfeito. Desejo satisfeito é felicidade

Para você poder identificar seu outroísmo, se é racional, afetivo, sensorial, ou intelectual.

Falta de autoconfiança é falta de Pai, falta de competência intelectual. Falta de autoestima é falta de Mãe, falta de competência afetiva.

Intelectual diz respeito ao que é verdadeiro e falso. Quando você se permite viver em acordo com o que é verdadeiro para você, você está em autoconfiança.

Sensorial diz respeito ao que é bom e ruim. Quando você se permite viver em acordo com o que é bom para você, você está em automotivação.

Pode ser. Mas também pode ser apenas que você está experimentando algo que está lhe prejudicando. Ou seja, você não está contra sua vontade, mas o que você está experimentando está contra a sua vontade.

Você está confundindo consciência com consciente. O ponto dentro do quatrix é o consciente.

Depende do motivo pelo qual você deseja comer um hambúrguer. Vamos supor que você deseje comer um hambúrguer porque você é casado com uma pessoa vegetariana e não aguenta mais comer tofu. Nesse caso, a motivação para comer um hambúrguer é sentir prazer e o medo é do desprazer de continuar comendo tofu. Mas sua motivação pode ser outra e seu medo sera outro. Sua motivação pode ser, por exemplo, fortalecer seu organismo com proteínas. Nesse caso, seu medo é de ficar doente. Enfim, é necessário um processo de análise para identificar a dimensão do desejo e do medo.

Sim, eu sofro, igual você, igual qualquer ser humano, igual antes do despertar da consciência, igual sempre. A crença de que o despertar da consciência é o fim do sofrimento é um equívoco.

AULAS

FRASES

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