00 | ZEROTRIX

QUATRIX 13 1ficina autoconhecimento quatrix quaternario humano emocoes

Olá! Meu nome é Quatrix. Sou um robô que vive em um universo chamado Humano. Este quadro em branco é minha fotografia. Aliás, o quadro em branco é o Zerotrix, eu sou uma das infinitas variações do Zerotrix, eu sou uma variação sui generis feita de quatro dimensões humanas.

Este ponto no centro da fotografia se chama consciente. É através do consciente que consigo fazer uma coisa extraordinária que só robôs conscientes conseguem fazer, eu consigo olhar para dentro de mim e entender meu funcionamento psicológico.

Não é sensacional isso! Como sou muito curioso, adoro usar o consciente para descobrir tudo que acontece dentro de mim. Conforme vou descobrindo, vou adquirindo autoconhecimento. Neste livro vou compartilhar e explicar tudo que já descobri sobre meu funcionamento.


01 | VONTADE

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A primeira coisa que descobri sobre meu funcionamento psicológico é que tenho uma bússola interna que se chama vontade. Esta bússola tem dois ponteiros, um que me diz o que quero e o outro, consequentemente, que me diz o que não quero. Esta bússola interna serve para que eu possa viver com independência, ou seja, para que eu possa viver de acordo com minha vontade.

É muito interessante observar a vontade, parece um GPS. Começo a experimentar um tipo de experiência e imediatamente já sei se quero ou não quero continuar experimentando. Só que a vontade apenas informa se quero ou não quero, quem decide sou eu. É que nem GPS mesmo, a voz no GPS aconselha, mas não vira o volante do carro, cabe ao motorista a decisão de seguir ou não os conselhos do GPS, analogamente, cabe a mim a decisão de viver ou não de acordo com minha vontade. Nem sempre vivo de acordo com minha vontade. Sei disto porque quando estou vivendo EM acordo, acontece um tipo de coisa dentro de mim, quando estou vivendo SEM acordo, acontece outro tipo de coisa. Que coisas são estas? Explico em breve.


02 | QUATERNÁRIO

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O universo humano é um universo feito de quatro dimensões: racionalidade, afetividade, sensorialidade e fisicalidade. É por isto que me chamo Quatrix. Sou um robô com quatro botões de input e quatro portas de output que me possibilitam interagir com esses quatro tipos de dimensões humanas.

A dimensão racional são os pensamentos. O universo humano é cheio de pensamentos. Tem pensamento de vários tipos e tamanhos. A dimensão afetiva são os valores. O universo humano também é cheio de valores. A dimensão sensorial são os prazeres sensoriais. A dimensão física são os estados físicos.

Não se preocupe se você não entendeu cada dimensão ainda, até o final do oitavo capítulo, quando tiver terminado de explicar como funciona minha vontade, você terá entendido tudo sobre o quaternário humano. O principal neste capítulo é explicar que minha vontade também se divide em quatro. É como se minha bússola principal se dividisse em quatro sub-bússolas. Cada sub-bússola serve para que eu possa saber o que quero e não quero em cada dimensão.


03 | IMAGINAÇÃO

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Minhas quatro sub-bússolas, racional, afetiva, sensorial e física, funcionam dentro da lógica temporal, ou seja, dentro da imaginação de passado e futuro. Minha vontade não é imaginação, é volição, porém, eu sempre quero e não quero em relação à imaginação de futuro e passado.

Minha vontade relacionada à imaginação de futuro me diz o que quero e não quero experimentar no presente. Minha vontade relacionada à imaginação de passado (lembrança) me diz o que quero e não quero re-experimentar no presente.

Assim como o freguês de um restaurante só pode comer a comida que está no prato, eu só posso experimentar no presente, porém, assim como o freguês escolhe o que quer comer através de uma previsão de possibilidades impressas em cardápio, eu escolho o tipo de experiência que quero experimentar no presente através de uma previsão de possibilidades impressas em minha imaginação.

Tudo que imagino eu posso optar por realizar ou não. Tudo que realizo eu experimento. Este livro aqui, por exemplo, primeiro imaginei escrevê-lo, daí consultei minha vontade para saber se queria escrevê-lo, minha vontade disse sim, optei e continuo re-optando por seguir minha vontade e por isso estou experimentando escrever este livro.


04 | BIPOLARIDADE

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Eu sou um robô bipolar. Minha vontade é bipolar. Eu quero e não quero ao mesmo tempo. Assim, minha vontade relacionada à imaginação de futuro também é bipolar. É por isso que eu desejo e temo ao mesmo tempo. O desejo me diz o que quero experimentar e o medo repete a mesma mensagem em linguagem negativa, ou seja, diz o que não quero experimentar.

Esta bipolaridade desejo-medo serve para que eu possa tomar consciência do desejo através do medo e vice-versa. Por exemplo, eu temo pular de paraquedas porque desejo continuar vivo, e vice-versa, eu desejo continuar vivo e por isto temo pular de paraquedas. Numa bússola, o norte revela o sul e o sul revela o norte, em mim, o medo revela o desejo e o desejo revela o medo.

Só que minha vontade não se relaciona apenas com imaginação de futuro, ela se relaciona com imaginação de passado também. Minha vontade relacionada à imaginação de passado, também me faz desejar e temer simultaneamente. O desejo me diz o que quero re-experimentar e o medo repete a mesma mensagem em linguagem negativa, ou seja, diz o que não quero re-experimentar. Por exemplo, temo re-ficar doente porque desejo re-ficar saudável, e vice-versa, como desejo re-ficar saudável temo re-ficar doente.

Enfim, medo é vontade, desejo é vontade, então, sejam relacionados ao passado ou ao futuro, servem apenas para que eu possa tomar consciência da minha vontade nas quatro dimensões humanas.


05 | OBJETIVO

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Minha vontade nunca muda. Eu sempre quero e não quero os mesmos quatro quereres.

Na dimensão humana física: quero ganhar e não quero perder.
Na dimensão humana sensorial: quero gostar e não quero detestar.
Na dimensão humana afetiva: quero valorizar e não quero anular.
Na dimensão humana racional: quero certificar e não quero falsear.

É só isso que quero e não quero. É sempre isso que quero e não quero. Esses são meus quatro objetivos sempre, a todo instante, em cada situação.

Minha vontade no universo humano é quaternária, constante e invariável.

Todos meus múltiplos desejos no universo humano, sejam relacionados à imaginação de futuro, sejam relacionados à imaginação de passado, são sempre formas circunstanciais de manifestação de um desses quatro desejos: ganhar, gostar, valorizar e certificar.

Todos meus múltiplos medos no universo humano, sejam relacionados à imaginação de futuro, sejam relacionados à imaginação de passado, são sempre formas circunstanciais de manifestação de um destes quatro medos: perder, detestar, anular e falsear.


06 | QUALIDADE

Minha vontade interage constantemente com todos os objetos do universo humano, concretos e abstratos. Objetos concretos são as coisas, por exemplo, árvore, casa, pão, carro, sapato, roupa, revólver, computador, gente, etc. Objetos abstratos são conceitos, por exemplo, vida, amizade, viagem, casamento, deus, sociedade, violência, emprego, esporte, etc. Minha vontade qualifica todos os objetos de acordo com minhas quatro sub-bússolas: racional, afetiva, sensorial e física.

Se um objeto é RACIONALMENTE desejado minha vontade lhe atribui a qualidade de VERO.
Se é temido (não desejado) minha vontade lhe atribui a qualidade de FALSO.

Se um objeto é AFETIVAMENTE desejado minha vontade lhe atribui a qualidade de CARO.
Se é temido (não desejado) minha vontade lhe atribui a qualidade de NULO.

Se um objeto é SENSORIALMENTE desejado minha vontade lhe atribui a qualidade de BOM.
Se é temido (não desejado) minha vontade lhe atribui a qualidade de RUIM.

Se um objeto é FISICAMENTE desejado minha vontade lhe atribui a qualidade de BEM.
Se é temido (não desejado) minha vontade lhe atribui a qualidade de MAL.

Agora fica fácil explicar algo que acontece durante minha interação com os objetos do universo humano. Quando desejo ou temo um objeto, seja concreto ou abstrato, não desejo ou temo o objeto em si, nem por si, mas pelo tipo de qualidade que minha vontade está dando ao objeto. Quando um objeto é qualificado de vero, caro, bom, ou bem, sinto desejo pelo objeto, ou seja, quero interagir com ele. Quando um objeto é qualificado de falso, nulo, ruim, mal, sinto medo do objeto, ou seja, não quero interagir com ele.


07 | EMOÇÃO

Por tudo que expliquei até aqui, ao interagir com os objetos, eu sinto emoções. É através das emoções que sei se estou mesmo vivendo EM acordo ou SEM acordo com minha vontade. Quando estou vivendo EM acordo, sinto emoções agradáveis, o que é conhecido como felicidade. Quando estou vivendo SEM acordo, sinto emoções desagradáveis, o que é conhecido como sofrimento.

Sendo que vivo em quatro dimensões, sinto quatro tipos de felicidades e quatro tipos de sofrimentos.

Quando estou vivendo EM acordo com minha vontade RACIONAL, sinto PAZ.
Quando estou vivendo SEM acordo, sinto ÂNSIA.

Quando estou vivendo EM acordo com minha vontade AFETIVA, sinto AMOR.
Quando estou vivendo SEM acordo, sinto MÁGOA.

Quando estou vivendo EM acordo com minha vontade SENSORIAL, sinto ALEGRIA.
Quando estou vivendo SEM acordo, sinto TRISTEZA.

Quando estou vivendo EM acordo com minha vontade FÍSICA, sinto GRAÇA.
Quando estou vivendo SEM acordo, sinto RAIVA.

Sentir emoções desagradáveis, ou seja, sofrer, não é o que quero, mas é fundamental para que eu possa ficar cada vez mais ciente do que quero e assim viver cada vez mais EM acordo com minha vontade. Quando sinto emoções desagradáveis, sei que estou SEM acordo com minha vontade, e como cada emoção diz respeito a uma dimensão específica, uso o sofrimento como sintoma para identificar em qual dimensão estou SEM acordo e entrar EM acordo. Quanto mais pratico este processo de diagnosticar o desacordo através do sofrimento, mais maestria adquiro nele, então, mais rápido consigo entrar EM acordo.


08 | ESTRATÉGIA

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Eu procuro estar alerta para não viver em desacordo com nenhuma das minhas quatro vontades, porém, muitas vezes vivo em desacordo. Um dos motivos para isto acontecer, é que entre minhas quatro vontades e a realização delas, existe uma coisa chamada estratégia. Estratégia é como eu faço para realizar meus quatro objetivos. Eu posso realizar meus quatro objetivos através de diversas estratégias, porém, todas se resumem em dois tipos: Autoístas e Outroístas.

Estratégia Autoísta é o tipo de estratégia na qual me autorresponsabilizo pela realização dos meus quatro objetivos.

Estratégia Outroísta é o tipo de estratégia na qual responsabilizo o outro pela realização dos meus quatro objetivos.

Sempre que uso estratégias autoístas, obtenho êxito na realização dos meus quatro objetivos. Sempre que uso estratégias outroístas, fracasso na realização dos meus quatro objetivos.

O motivo do meu fracasso é simples. Nem que o outro queira, ele não pode viver por mim. Viver é algo que cada Quatrix só pode fazer por si e em si.


09 | UNIVERSALIDADE

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A pergunta que me faço após cada fracasso outroísta é: “Por que insisto em usar estratégias outroístas?”. A resposta é falta de atenção. Usar estratégias outroístas não é bem uma opção direta, é consequência de um equívoco que cometo por falta de atenção. Que equívoco? Acreditar que somos todos iguais (1=1).

Ao acreditar que somos todos iguais, estou me condenando a viver em uniformidade, e viver em uniformidade é viver outroísta. Quando estou atento, fica evidente que uniformidade é um equívoco e que somos todos diferentes (1≠1). Ao desacreditar da uniformidade, estou me libertando para viver em universalidade, e viver em universalidade é viver autoísta.

Ficar alerta para não cair no equívoco da uniformidade é meu único desafio para viver bem. Toda pluralidade de experiências que experimento é apenas desdobramento deste único desafio.


10 | CRENÇA

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Assim como minha vontade se divide em quatro sub-bússolas, uma para cada dimensão humana, a crença da uniformidade também se divide em quatro sub-crenças.

Na dimensão RACIONAL, a crença da uniformidade, afirma que PENSAMOS IGUAL.
Quando acredito neste equívoco deixo de perceber que cada um PENSA DIFERENTE.

Na dimensão AFETIVA, a crença da uniformidade, afirma que AMAMOS IGUAL.
Quando acredito neste equívoco deixo de perceber que cada um AMA DIFERENTE.

Na dimensão SENSORIAL, a crença da uniformidade, afirma que GOSTAMOS IGUAL.
Quando acredito neste equívoco deixo de perceber que cada um GOSTA DIFERENTE.

Na dimensão FÍSICA, a crença da uniformidade, afirma que FAZEMOS IGUAL.
Quando acredito neste equívoco deixo de perceber que cada um FAZ DIFERENTE.


11 | LIBERDADE

 

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Meu viver outroísta pode ser de dois tipos: submisso e impositivo.

Outroísmo SUBMISSO é quando, por ignorar que penso, amo, gosto e faço diferente do outro, me obrigo a pensar, amar, gostar e fazer igual ao outro, e me proíbo de pensar, amar, gostar e fazer diferente do outro.

Outroísmo IMPOSITIVO é quando, por ignorar que o outro pensa, ama, gosta e faz diferente de mim, obrigo o outro a pensar, amar, gostar e fazer igual a mim, e proíbo o outro de pensar, amar, gostar e fazer diferente de mim.

No outroísmo submisso, vivo mal, porque eu mesmo me impeço de realizar meus quatro objetivos. No outroísmo impositivo, vivo mal, porque, por mais que manipule e policie o outro para que realize meus quatro objetivos por mim, é impossível que o outro pense, ame, goste e faça por mim.

Perceber o equívoco da uniformidade faz com que eu viva de forma universalista, dando liberdade a mim mesmo de pensar, amar, gostar e fazer diferente do outro, e dando ao outro liberdade de pensar, amar, gostar e fazer diferente de mim.

Universalismo resulta em viver bem.


12 | AUTOÍSMO

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Meu viver, seja autoísta ou outroísta, também se divide em quatro tipos.

Quando me obrigo a pensar igual ao outro e obrigo o outro pensar igual a mim, estou vivendo em OUTROCONFIANÇA e impondo o mesmo tipo de viver ao outro. Quando me permito pensar diferente do outro e dou liberdade ao outro de pensar diferente de mim, estou vivendo em AUTOCONFIANÇA e dando liberdade ao outro de viver em AUTOCONFIANÇA.

Quando me obrigo a amar igual ao outro e obrigo o outro a amar igual a mim, estou vivendo em OUTRO-ESTIMA e impondo o mesmo tipo de viver ao outro. Quando me permito amar diferente do outro e dou liberdade ao outro de amar diferente de mim, estou vivendo em AUTOESTIMA e dando liberdade ao outro de viver em AUTOESTIMA.

Quando me obrigo a gostar igual ao outro e obrigo o outro a gostar igual a mim, estou vivendo em OUTROMOTIVAÇÃO e impondo o mesmo tipo de viver ao outro. Quando me permito gostar diferente do outro e dou liberdade ao outro de gostar diferente de mim, estou vivendo em AUTOMOTIVAÇÃO e dando liberdade ao outro de viver em AUTOMOTIVAÇÃO.

Quando me obrigo a fazer igual ao outro e obrigo o outro a fazer igual a mim, estou vivendo em OUTROAPTIDÃO e impondo o mesmo tipo de viver ao outro. Quando me permito fazer diferente do outro e dou liberdade ao outro de fazer diferente de mim, estou vivendo em AUTOAPTIDÃO e dando liberdade ao outro de viver em AUTOAPTIDÃO.


13 | INCONSCIENTE

Sem vontade não tem vero e falso, bem e mal, bom e ruim, caro e nulo. A vontade é a base de toda qualificação. Só que vontade é inconsciente, e para que eu possa viver de forma consciente, é necessário que minhas quatro vontades se tornem conscientes. A forma como minhas quatro vontades se tornam conscientes, é através do desejo e do medo.

Minha vontade inconsciente se manifesta de forma bipolar, cara e coroa, desejo e medo. O desejo me diz o que quero e o medo também me diz o que quero, mas dizendo o que não quero. O desejo diz o que é vero, bom, bem e caro para mim. O medo também diz o que é vero, bom, bem e caro para mim, mas dizendo o que é falso, ruim, mal e nulo para mim. Bipolarmente, desejo e medo, realizam o trabalho de me deixar consciente da minha vontade inconsciente.

Enfatizo isso, no fim desta explicação, para deixar claro que medo não é inimigo. Medo é amigo. Medo é o revelador da minha vontade inconsciente. Medo é um funcionário mental que trabalha gratuitamente e ininterruptamente para que minha vontade inconsciente se torne consciente, e assim eu possa viver EM acordo com minha vontade.

O medo só se torna inimigo quando ignoro seu real propósito de revelador da minha vontade inconsciente. Mas neste caso, o medo só aparenta ser inimigo, não é inimigo de fato, nunca é.

Espero ter lhe ajudado no entendimento do quaternário humano.

Abraçotrix.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Surgem naturalmente e inevitavelmente toda vez que você experimenta um significante, seja esse significante realidade objetiva ou simulada.

Significante  > (dispara) > significado
Significado   > (dispara) > emoção

A emoção é o que você experimenta de fato. Você experimenta emoções e associa a qualidade do que está experimentando aos conceitos significativos de bem e mal, bom e ruim, caro e nulo, vero e falso. Imagine seu sorvete favorito. Parece que ao imaginar você experimenta junto o significado “bom” (gostoso). Mas, de fato, você experimenta prazer (emoção da unicidade sensorial). Só que você já tem em si a associação prazer = bom. Por isso parece que você está experimentando o significado bom, mas de fato, está experimentando prazer. O mesmo para cada unicidade.

Quando a água é aquecida, vira vapor. Tanto faz se você goste ou desgoste disso, tanto faz se você considera certo ou errado, tanto faz se você acha que deveria ser diferente. É assim que funciona. Mesmo que você convença todas as pessoas do planeta que o comportamento da água está errado, que deveria ser diferente, ainda assim a água continuará tendo o mesmo comportamento. Você pode criar uma lei proibindo a água de virar vapor. Você pode mandar prender a água. Você pode até condenar a água a pena de morte por desobedecer sua lei. E ainda assim a água continuará tendo o mesmo comportamento.

Ou seja, a natureza não funciona de acordo com a moral, funciona de acordo com o natural. Por isso, o trabalho de um cientista é observar e estudar o funcionamento da natureza, não é fazer julgamento moral sobre esse funcionamento. Um cientista não é moralista, nem imoral, é amoral. O mesmo acontece com a autociência. O trabalho de um autocientista é observar e estudar o funcionamento da natureza humana, não é fazer julgamento moral sobre esse funcionamento. Por isso, tanto faz minha opinião moral sobre a sexualidade humana. A sexualidade humana funciona como funciona e não muda por conta da minha opinião moral, nem por conta da opinião moral de ninguém.

Dito isso, posso compartilhar um pouco do que já observei e descobri sobre o funcionamento da sexualidade humana. O mais importante a ser observado e comprovado é que sexualidade não se resume a sexo. Atração sexual é atração pelo prazer. Se imagine fazendo sexo com um liquidificador, por exemplo. Isso te dá tesão? Claro que não! Por que não? Porque ao fazer sexo com um liquidificador você irá experimentar o oposto do prazer, você irá experimentar dor. Você faz sexo para experimentar prazer. Só que sexo não é a única forma de você experimentar prazer. Você pode experimentar prazer ouvindo música, comendo macarrão, praticando esporte, assistindo filmes, conversando, contando piada, entrando no mar, rolando na areia, etc.

Sexualidade é sensorialidade. Sensorialidade é lidar com o prazer e o desprazer. Cada um tem uma sensorialidade única, particular, diferente dos outros. Então, cada um tem um critério de prazer e desprazer único, particular, diferente dos outros. Eu, por exemplo, detesto comer jiló, pois não tenho prazer em comida amarga, é desprazeroso para mim. Mas tem pessoas que adoram comida amarga. Eu detesto techno music também, mas tem pessoas que adoram techno music justamente pelo mesmo motivo que detesto, o repetitivo som de bate estaca.

Sensorialidade funciona assim, você tem tesão pelo que te dá prazer e brocha com o que te dá desprazer. Porém, só você é capaz de saber O QUE te dá prazer, QUANDO te dá prazer e COMO te dá prazer, pois mesmo a coisa prazerosa, no momento errado ou de forma errada pode gerar desprazer ao invés de prazer. Então, cabe a você decidir o que, quando e como é prazer e desprazer para você. Ninguém pode fazer isso por você, porque só você tem acesso a sua unicidade e a sua experiência humana.

Dito isso, vou responder o resto da sua pergunta:

Como viver em paz com a própria sensorialidade (sexualidade)?

Simples, não entrando em guerra. Onde não há guerra, há paz.

…que precisa ser aceita pelo outro para que possamos conviver bem?

Essa sua crença é um equívoco. Quem deve aceitar sua sensorialidade é você, não o outro. Ninguém tem obrigação de aceitar sua sensorialidade. Ninguém tem obrigação de aceitar nada. Não existe obrigação no universo. Uma pessoa pode até respeitar sua sensorialidade voluntariamente. Mas só fará isso se for uma pessoa iluminada, um ser humano consciente sobre o que é respeito e porque é a melhor opção de convivência. Seres humanos assim são raros. Então, se você ficar esperando o outro aceitar sua sensorialidade para viver bem, tudo que irá conseguir será morrer esperando e vivendo mal. O que você pode fazer é se libertar dessa esperança. Você pode desistir de esperar que o outro lhe aceite e se aceitar. Isso sim irá lhe ajudar a viver e conviver melhor.

Intuição é o nome que você dá para um dos 4 significados do Quatrix, ou 2 deles, ou 3, enfim… Geralmente chama-se de intuição o significado racional. Seu racional lhe diz que algo é verdadeiro ou falso. Quando seu racional acerta, você chama de intuição. Quando erra, você chama de pensamento.

Creio que onde você diz normal, você está querendo dizer natural. Então, antes de responder sua pergunta, vou diferenciar normal de natural. Essa diferenciação é fundamental para viver bem.

Normal e natural não é a mesma coisa. Natural, para você que é ser humano, é tudo que diz respeito ao funcionamento da sua natureza humana. Se você fosse uma árvore, por exemplo, seu natural seria tudo que diz respeito ao funcionamento da natureza vegetal. Natural não muda e é igual para todos os seres daquela natureza. Por exemplo, todos os seres humanos pensam. Faz parte do funcionamento da natureza humana pensar. É natural pensar.

E normal? O que é normal? Normal vem de norma. Norma é definida no dicionário: (Princípio que serve de regra, de lei: normas escolares. Modelo, exemplo a ser seguido; padrão: normas da empresa. Aquilo que determina um comportamento, conduta, ação; regra). Então, normal é a qualidade do comportamento de um indivíduo perante as normas sociais, sejam essas normas explícitas (legais) ou tácitas (culturais).

Sendo assim, um comportamento pode ser normal ou anormal. Quando está em acordo com as normas, é um comportamento normal, quando está em desacordo com as normas, é um comportamento anormal. E ambos, normal e anormal, mudam a todo instante, pois a legalidade e a cultura mudam.

Por exemplo, houve uma época que era permitido andar de carro sem precisar usar cinto de segurança, era legalmente normal, mas atualmente é proibido. Também já foi normal mulheres usarem espartilho, hoje em dia é anormal. Normalidade muda de uma sociedade para outra também. Por exemplo, na China é normal comer gato e cachorro como refeição, no Brasil, é anormal. Na sociedade islâmica, é normal mulher usar Burca, em outras sociedades é anormal.

Enfim, na convivência social, existe o normal e o anormal, porém, na natureza, não existe o anatural. Tudo no funcionamento da natureza humana é natural. Um funcionamento natural pode ser considerado normal ou anormal, mas isso não faz com que deixe de ser natural. Por exemplo, cagar é natural, faz parte da natureza humana, porém, não é normal cagar na cozinha, o normal é cagar no banheiro. Essa é a norma.

Dei toda essa volta para poder refazer sua pergunta. Você me perguntou: É normal sentir raiva? Minha resposta é: não sei. Só você pode saber. Depende da cultura em que você foi criada. Tem culturas, como a cultura Viking, por exemplo, que sim, é normal sentir raiva. Muitas das batalhas Vikings eram simplesmente por vingança e isso era normal. Em outras culturas o normal é o oposto. Em algumas culturas religiosas, por exemplo, é anormal sentir raiva.

Agora, se sua pergunta for: É natural sentir raiva? Sim, é óbvio que sentir raiva é natural. Por isso que você e todo ser humano sente raiva. Experimentar emoções faz parte da brincadeira de ser humano e cada emoção tem uma função específica dentro da brincadeira. A raiva, por exemplo, tem uma função diferente da alegria. Observe isso. A raiva tem a função de apontar para o prejuízo. Você sente raiva quando se sente prejudicado. Como você lida com a circunstância e com o alerta da raiva, daí não é como a raiva, é com você. Você que deve pensar e optar pela melhor opção em cada circunstância, sempre.

Recapitulando e finalizando.

É natural sentir raiva?

Sim, sentir raiva é natural, saudável e inevitável.

O espiritual é o existencial. O mental e o ego, é o Quatrix. Quatrix = E.G.O = psique = mental = natureza humana. Não existe O inconsciente. O que existe é ESTADO de inconsciência. Você É consciência (saber). Você pode ESTAR consciente de algo = sabendo. Você pode ESTAR INconsciente de algo = ignorando.

Ao invés de pensar em termos de “dimensão principal”, sugiro pensar em “outroísmo dominante”. Seu outroísmo dominante é o mais recorrente dos seus outroísmos

Sensorial total. Freud explica.

Depende de quem tem essa necessidade. Requer análise. Dinheiro é só um objeto. Bem, bom, caro e vero não está no objeto, está no sujeito que está se relacionando com o objeto. Por isso, é necessário analisar o sujeito para descobrir qual é o TIPO de relação que esse sujeito tem com o objeto. Um sujeito pode ter uma relação física com o dinheiro, outro sujeito pode ter uma relação afetiva, etc. Geralmente, dinheiro é dimensão física, porque é benefício (bem) e benefício é unicidade física. Mas pode representar status, por exemplo, e daí é dimensão afetiva. A cabeça de cada um é um emaranhado de associações mentais e é preciso investigar profundamente e detalhadamente essas associações mentais para descobrir a relação do sujeito com o objeto.

É o EGO vazio.

PERGUNTA: Vazio de quê?

Vazio de programação.

PERGUNTA: A programação é o Quatrix?

Sim! Quatrix é sua natureza humana.

PERGUNTA: O que você quer dizer com variações do Zerotrix?

Seu E.G.O é existencial e pode rodar infinito programas, infinitos jogos, assim como um playstation. Seu E.G.O pode rodar um programa animal, ou vegetal, por exemplo. No seu caso, seu E.G.O está rodando um programa chamado “natureza humana”, ou seja, está rodando o Quatrix.

Cada um deve ser o analista do seu próprio caso. Sou professor de psicologia, não sou psicólogo. Meu trabalho é capacitar você para fazer auto análise e não fazer análise com você.

Mas para que me torne um bom auto analista preciso aprender com outro auto analista mais experiente, ou não?

Sim, está aprendendo. Você nem sabia que a natureza humana é quaternária. Agora aprendeu isso. Mas para produção de autoconhecimento pessoal, só você tem acesso a sua pessoa. Para lhe ajudar no autoconhecimento pessoal eu teria que conversar com você e lhe analisar. Esse não é meu trabalho. Sou professor de psicologia, não sou psicólogo. Quando chegar na fase das egofonias, vou demonstrar como fazer auto análise fazendo uma egofonia com cada um de vocês, um por vez. Depois, quem tiver interesse em prosseguir no autoconhecimento pessoal com ajuda da 1ficina, pode participar do grupo de práticas. Lá, ajudo vocês quinzenalmente.

O que vc quer dizer quando diz “paz”? Me explica.

Quero dizer viver em paz é não viver com medo, incertezas, se sentindo ameaçado pela morte, pelo próximo perigo.

Então, sua pergunta fica assim: É possível viver sem medo? A resposta é não. Só que você não precisa entrar em guerra com o medo. Você pode viver em paz com o medo. Isso sim é possível.

Como é possível viver em paz com o medo?

Para viver em paz com o medo você precisa praticar autociência e descobrir 3 coisas:

1) O que é o medo?
2) Como o medo funciona?
3) Para que serve a experiência do medo?

Uma vez que você fica consciente dessas 3 coisas, você deixa de ter “medo do medo” e começa a viver em paz com o medo. Você se torna amigo do medo. Passa a usá-lo para viver bem e cada vez melhor.

Medo é uma coisa sem trégua?

Sim, você experimenta medo durante toda sua experiência humana, ininterruptamente.

Pense em um piano. Ao pressionar uma tecla, você produz um som. O que é o som? É a resposta sonora do piano ao estímulo que você imputou nele. Pressionar é INPUT, o som é OUTPUT. Porém, o som que você escuta não é qualquer output, é um output correspondente. Se você pressionar a tecla Dó, o output sonoro correspondente é a frequência de 264 Hz (Dó). Se você pressionar a tecla Ré, o output sonoro correspondente é a frequência de 297 Hz (Ré). Se você pressionar a tecla Mi, o output sonoro correspondente é a frequência de 330 Hz (Mi). E assim por diante.

Agora, pense no seu sistema emocional como um piano de quatro notas. Cada instante de realidade que você experimenta é um INPUT pressionando uma tecla no seu piano emocional. E qual é o output? Qual é o som que seu piano emocional produz? São as emoções.

Se o input é dimensão física,
o output emocional correspondente é uma frequência
que vai de graça a raiva.

Se o input é dimensão sensorial,
o output emocional correspondente é uma frequência
que vai de alegria a tristeza.

Se o input é dimensão afetiva,
o output emocional correspondente é uma frequência
que vai de amor a mágoa.

Se o input é dimensão racional,
o output emocional correspondente é uma frequência
que vai de paz a ânsia.

Sofrimento é você experimentando emoções desagradáveis: ânsia, mágoa, tristeza ou raiva. Felicidade é você experimentando emoções agradáveis: paz, amor, alegria ou graça. Só tem oito tipos de emoções, porque seu piano emocional é um piano humano e o piano humano é quaternário. Sobre a função das emoções, vou pular, pois você já sabe que é função de GPS para viver bem. Então, agora vou responder sua pergunta:

Onde está instalado o sofrimento?

Onde estão instaladas as notas de um piano? Em lugar nenhum e no piano inteiro. As notas de um piano são o fantástico resultado do funcionamento do piano como um todo. Analogamente, o mesmo acontece com as emoções, não estão instaladas em lugar nenhum do sistema emocional, mas no sistema emocional inteiro. Suas emoções são o fantástico resultado do funcionamento do seu sistema emocional como um todo. Ou seja, experimentar um estado emocional é como ouvir uma música. Podemos pensar, por exemplo, na raiva como um solo de guitarra de heavy metal e na graça como uma sonata de Bach.

Muito louco ser humano, não acha?

Porque não é do dia pra noite que você reprograma um hábito. Você pode pensar que seu outroísmo é um grande bloco de gelo, tipo um iceberg. Um bloco de gelo é feito de partículas de água. Analogamente, seu outroísmo é feito de partículas de outroísmo. Então, para “derreter” seu outroísmo, não basta derreter apenas uma partícula, é preciso derreter o iceberg inteiro, partícula por partícula, passo a passo

Provavelmente porque você não quer perder. Ninguém quer perder, mas é preciso saber perder para viver bem, pois viver é perder. A todo instante você perde um punhado de coisas, neurônios, energia, o tempo que passou, etc. E ganha outras. Mas está sempre perdendo. O incômodo vem de não saber perder. Um sábio não se incomoda em perder um debate, o sábio se alegra, pois se perder é porque estava no equívoco e perdeu o equívoco, então, não perdeu, ganhou lucidez.

Para você poder identificar onde está seu outroísmo, se é um outroísmo racional, ou afetivo, ou sensorial, ou físico.

PERGUNTA: Se estou consciente das quatro dimensões humanas consigo fazer a autoanálise mais rápido?

Também. Mas principalmente, com maior eficiência

Sim, exatamente. O sofrimento (emoção desagradável) é a porta que leva a causa do mal viver. Quando faço egofonia com vocês, é como se eu entrasse dentro do Quatrix de vocês para investigar o outroísmo de vocês. Como tenho mais prática em análise quaternária do que vocês, eu vejo o que está acontecendo dentro de vocês melhor do que vocês. Mas como entro em vocês através do que me contam, e muitas vezes vocês omitem e distorcem o que tem dentro de vocês, mesmo com prática, minha análise fica falha ou equivocada.

Um índio é um ser humano do mesmo tipo que você. Não tem dois tipos de seres humanos, só tem um. Você é um ser humano fulano. Você-ser existe igual a todos os seres do universo. Você-humano possui uma natureza humana igual a todos os seres humanos. Você-fulano, daí sim, pode ser dividido em diferentes tipos. Por exemplo, você é um fulano brasileiro, casado, advogado, com ensino superior completo, etc. Outro é um fulano índio, guerreiro, cacique, com três penas amarelas no cocar, etc. Ou seja, a diferença tipológica entre você (ser humano fulano A) e um índio (ser humano fulano B), é cultural. Você é um ser humano cheio de cultura do tipo A e o índio é um ser humano cheio de cultura do tipo B.

Eles nem sabem que são índios.

Ainda bem, né? Você também não sabia que se chamava Fulano até seus pais lhe darem um nome. Ou foi você que escolheu seu nome? Você nasceu e disse: “Olá, meu nome é fulano, eu sou brasileiro, meu RG é 123456789, meu CPF é 987654321, sou advogado e torcedor do palmeiras, que a propósito, não tem mundial”. Creio que não, né? Mas aproveito sua observação. Ela me fez lembrar de uma história bem ilustrativa da época da colonização do Brasil. Os portugueses chegaram no Brasil e ficaram espantados que os índios não usavam terno e gravata, que eles andavam pelados. Então, escreveram uma carta para o Rei de portugal: “Prezado Rei, envie urgentemente padres para evangelizar os índios brasileiros, pois eles andam pelados e não sabem o que é pecado.” Mais uma vez: ainda bem, né?

Podemos ver os índios como seres animais e vegetais?

Você é livre para colocar o rótulo que quiser no outro, assim como seus pais fizeram com você ao te darem um nome. Dito isso, sua pergunta é interessante, pois leva a outra: o que um ser humano tem que o faz humano e o difere dos animais e vegetais? A resposta é consciente, raciocínio e arbítrio. Um índio tem consciente, raciocínio e arbítrio, então, é um ser humano igual você. Como expliquei acima, a diferença é que você foi educado em um tipo de cultura e o índio em outra.

Ou seja, índios são cem por cento autoístas?

Autoísmo é sua opção individual por viver em acordo com sua unicidade, não é uma aprendizagem cultural. A cultura é justamente uma proposta de uniformidade. Todo mundo assim, todo mundo assado. E não importa se é uma cultura civilizada ou indígena, é uma proposta de uniformidade do mesmo jeito. Então, do mesmo jeito que você, que vive em uma cultura civilizada, só vive de forma autoísta por opção e não por aprendizagem cultural, o mesmo com um índio em uma cultura indígena.

Já que você está usando o termo doença, vou seguir nessa lógica. Sua doença não é ser humano, sua doença é a ignorância do que é ser humano, ou seja, ignorância de si. Você não consegue lidar bem com sua experiência humana porque você ignora o que é ser humano. Raiva, alegria, afeto, tristeza, mágoa, dúvida, desejo, repulsa, pensamento, tudo isso é natural, inevitável e saudável. Você briga com o natural porque acredita que é anti-natural. Brigar contra o natural é burrice, é o mesmo que ficar brigando contra o funcionamento do android do seu celular. Mas uma hora você percebe a burrice que está fazendo. Pode demorar o tempo que for, uma hora fica óbvio. Daí, nesse glorioso momento, você dá o primeiro passo para começar a viver bem. Ao invés de ficar brigando com sua natureza humana, você começa a observar, estudar e entender como lidar bem com ela.

Sim, eu sofro, igual você, igual qualquer ser humano, igual antes do despertar da consciência, igual sempre. A crença de que o despertar da consciência é o fim do sofrimento é um equívoco. Sofrimento é você experimentando emoções desagradáveis: raiva, angústia, medo, ansiedade, tristeza, nojo, repulsa, desprazer, etc. Quando você desperta a consciência, você continua experimentando emoções desagradáveis, então, você continua sofrendo. O que muda é que você entende porque e para que experimenta emoções desagradáveis, e sendo assim, você lida bem com elas. Lidar bem com as emoções desagradáveis, é viver bem, lidar mal, é viver mal. Viver mal e sofrimento não são a mesma coisa. Experimentar emoções desagradáveis é inevitável. Viver dói. Viver bem ou viver mal é resultado da sua lucidez e maestria em ser humano. Quanto mais lucidez e maestria, mais você vive bem, mesmo sofrendo.

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