Antigamente, coca cola vinha em garrafa de vidro com tampinha de ferro. E não era todo dia que tinha coca cola em casa. Então, quando a mãe comprava uma garrafinha de 100 ml, não se bebia de uma vez, tinha que durar no mínimo uma tarde inteira.
Como eternizar a coca cola? Impossível? Não mesmo! Para tudo tem jeito, até para o que não tem. O jeito da época para beber coca cola sem que nunca acabasse, era uma tecnologia que certamente já foi estudada pela NASA: o furinho.
Ao invés de abrir a garrafa com um abridor, o truque era furar a tampa com um prego. Não qualquer prego! Um prego minúsculo, tipo tachinha. Era preciso puxar o líquido com toda força das bochechas para sair cada gota de dentro da garrafa.
Se o furo fosse bem pequeno, demorava umas duas horas para beber 100 ml de coca cola. Agora, em quanto tempo um moleque bebia um copo de 300 ml de chá de boldo? Em um segundo! Bebia sem respirar para minimizar o tempo da tortura. Nada de gute-gute. Era vapt-vupt.
Procrastinar é beber chá de boldo com conta gotas. Melhor é encarar os amargores da vida de uma vez e se livrar deles logo. Depois você usa o tempo liberado para viver tudo que aprecia com um furinho na tampa.