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*Os livros estão na ordem de leitura recomendada.

EGOFONIA

29/03/2020 by in category Práticas with 0 and 0

01 | SOFRIMENTO

IDENTIFIQUE SEU SOFRIMENTO

Qual emoção desagradável você experimentou, experimenta ou está experimentando? Por exemplo: Ânsia, Medo, Mágoa, Tristeza, Nojo, Raiva, etc.

Exemplos

EXEMPLO:

Emoção: Tristeza

02 | OBJETO

IDENTIFIQUE O OBJETO DO SEU SOFRIMENTO.

O que está lhe fazendo sofrer? O que tem lhe feito sofrer? O que lhe fez sofrer?

Exemplos

EXEMPLO:

Objeto do sofrimento: Os homens.

03 | PROBLEMA

IDENTIFIQUE O PROBLEMA.

O que o objeto do seu sofrimento faz, ou é, ou tem, que resulta nesse sofrimento?

Exemplos

EXEMPLO:

Problema: Não entendem meu amor por eles.

04 | PERSONAGENS

PERSONIFIQUE O OBJETO DO SEU SOFRIMENTO E SEU SENTIMENTO

Transforme o objeto do seu problema em um personagem (outro). Pode ser coisa, bicho, planta, figura imaginária, pessoa conhecida, pessoa famosa, pode ser qualquer imagem, apenas procure fazer com que a imagem escolhida seja simbólica do objeto do seu problema. Transforme a si mesmo em um personagem (eu). Pode ser coisa, bicho, planta, figura imaginária, pessoa conhecida, pessoa famosa, pode ser qualquer imagem, apenas procure fazer com que a imagem que escolher para você seja simbólica do seu sofrimento.

Exemplos

EXEMPLO:

Outro:  Homem de gelo.
Eu: Mulher invisível.

05 | RECLAMAÇÃO

RECLAME DO OUTRO

Diga ao OUTRO tudo que você (EU) sente e pensa dele. Explique detalhadamente ao outro o que ele faz, o que ele é, e o que ele tem, que lhe faz sofrer.

Exemplos

EXEMPLO:

MULHER INVISÍVEL: … (reclamando com o HOMEM DE GELO) … Homem de Gelo, seu filha da puta!! Como me arrependo de ter te conhecido!! Como você é egoísta! É insensível! Só pensa em você. Só pensa no que é bom pra você. Só pensa nos seus interesses mesquinhos. Só pensa em tirar vantagem de alguém. Diz que ama, diz que me ama?… Que Mentira!! Você não sabe o que é amor. Você é incapaz de amar alguém. Não sabe me respeitar, cuidar de mim, ser meu amigo, meu companheiro. Nunca me enxerga. Nunca me dá valor. Só me usa para os seus próprios interesses. E quando vou embora, daí você me enxerga, e vem chorando pedir desculpas. Tanto que eu falo, que eu peço. Você acha que eu sou tonta para você pisar tanto em mim e eu continuar ao seu lado. Não mesmo! Então, foda-se as suas desculpas! Não estou aqui pra te ajudar a crescer. Estou aqui para ser amada, valorizada. Se você não enxerga isso, se não me dá valor, não sou eu que vou derreter o gelo dos seus olhos!! Seja homem porra!! Tenha respeito por você e pelos outros! Cresça!! Fui

06 | PERGUNTA

FAÇA PERGUNTAS AO OUTRO

Pergunte ao OUTRO tudo que você (EU) queira saber dele.

Exemplos

EXEMPLO:

MULHER INVISÍVEL: … (fazendo perguntas ao HOMEM DE GELO) …

O que você espera de mim?
Porque diabos você diz que me ama, me procura, se não quer me ver feliz?
Porque minha felicidade te parece algo tão insignificante?
Amor é sentir prazer em ver o outro feliz. Então porque tanta negligência, tanta indiferença?
Porque me chamar de filha, de esposa, de namorada, de amor da minha vida, se você sequer me enxerga?
Para você o meu amor e sentimentos sempre foram invisíveis?
Alguma vez você se colocou no meu lugar e tentou imaginar como eu me senti todas as vezes que você me tratou com desprezo, desamor e distância?
Por que você simplesmente não me deixou viver minha vida? Porque querer viver ao meu lado se era para fazer sofrer? Se você não me amava de verdade?
Por que tantas promessas, tantos sonhos?
Por que, quando eu já cansada de tanto sofrer vou embora, você chora pedindo desculpas e reconhece seus erros?
Se você sabe que está me maltratando, por que faz isso?

07 | RESPOSTA

RESPONDA AS PERGUNTAS

Coloque-se no lugar do OUTRO. SEJA O OUTRO. E responta as perguntas do EU.

Exemplos

EXEMPLO:

HOMEM DE GELO: Que você seja você mesma.

MULHER INVISÍVEL:  Porque diabos você diz que me ama, me procura, se não quer me ver feliz?

HOMEM DE GELO: Mas eu quero te ver feliz e te procuro porque gosto de estar perto de você.

MULHER INVISÍVEL:  Porque minha felicidade te parece algo tão insignificante?

HOMEM DE GELO: Mas eu te vejo feliz. Você não é infeliz…

MULHER INVISÍVEL:  Amor é sentir prazer em ver o outro feliz. Então porque tanta negligência, tanta indiferença?

HOMEM DE GELO: Você é livre, independentemente, resolve tudo sozinha, não sabia que meu comportamento parecia indiferente, achei que você estava bem consigo mesma.

MULHER INVISÍVEL: Porque me chamar de filha, de esposa, de namorada, de amor da minha vida, se você sequer me enxerga?

HOMEM DE GELO: Mas eu te enxergo, eu te admiro, eu queria ser como você. Tenho orgulho de te chamar de filha, de esposa, namorada, mas não me sinto digno disso muitas vezes.

MULHER INVISÍVEL: Para você o meu amor e sentimentos sempre foram invisíveis?

HOMEM DE GELO: Seu amor e sentimentos sempre foram sentidos, mas você sabe expressar amor, eu não sei, mas isso não significa que não há amor

MULHER INVISÍVEL: Alguma vez você se colocou no meu lugar e tentou imaginar como eu me senti todas as vezes que você me tratou com desprezo, desamor e distância?

HOMEM DE GELO: Sim, e me doeu muito saber que minha incapacidade de expressar meu amor te causou mágoas, mas eu não consigo ser como você e expressar amor da forma como você faz.

MULHER INVISÍVEL: Por que você simplesmente não me deixou viver minha vida?

HOMEM DE GELO: Você sempre foi livre e viveu sua vida.

MULHER INVISÍVEL: Porque querer viver ao meu lado se era para fazer sofrer? Se você não me amava de verdade?

HOMEM DE GELO: Eu não imaginei que te faria sofrer, escolhi viver ao seu lado porque me fazia bem. Eu amo de verdade, mas não expresso da mesma forma que você.

MULHER INVISÍVEL: Por que tantas promessas, tantos sonhos?

HOMEM DE GELO: Porque eu queria que tudo isso tivesse acontecido, mas fui incapaz de realizar.

MULHER INVISÍVEL: Por que, quando eu já cansada de tanto sofrer vou embora, você chora pedindo desculpas e reconhece seus erros?

HOMEM DE GELO: Porque não quero que você vá e quero que me perdoe por não ser como você, pela minha incapacidade de expressar meu amor.

MULHER INVISÍVEL: Se você sabe que está me maltratando, por que faz isso?

HOMEM DE GELO: Você é tão forte e resolvida que eu quero mostrar a minha força a você, quero chamar sua atenção, tenho medo de você perceber que me sinto fraco perto de você, quero que você me ame mesmo eu sendo assim tão fraco, com isso acabo te fazendo mal.

08 | EXPLICAÇÃO

EXPLIQUE O QUE ENTENDEU

A função do seu sofrimento é lhe alertar sobre equívocos no seu jeito de viver que estão fazendo você viver mal. Só que seu sofrimento fala sofrimentês (linguagem emocional) e entendimento é lucidez (linguagem consciente). Para entender o que seu sofrimento lhe diz, você deve traduzi-lo em palavras (linguagem consciente). Do passo 01 ao passo 07 dessa egofonia você esteve traduzindo seu sofrimento em palavras. Agora que seu sofrimento está traduzido, nesse passo 08, explique o que entendeu. Ou seja, explique a si mesmo qual é o equivoco que você está cometendo no seu jeito de viver e que está fazendo você viver mal.

Exemplos

EXEMPLO: Seu equívoco é acreditar que as pessoas não enxergam sua singularidade (universalidade), na verdade, é você que não enxerga, nem a sua e nem o outro. Você é The One (única). Assim como cada um é One (único). Abra os olhos e enxergue a universalidade do universo.

09 | MUDANÇA

MUDE SEU JEITO DE VIVER

Seu equívoco faz você viver de uma forma equivocada, o que resulta em viver mal. Agora que está ciente do seu equívoco, se aconselhe um novo jeito de viver que resulte em viver bem.

Exemplos

EXEMPLO:

Não seja: submissa a uniformidade, nem agente impositora de uniformidade.
Seja: autoísta (vivendo e deixando viver).

10 | LEMBRETE

CRIE UM LEMBRETE E UMA HASHTAG

Transforme sua proposta de mudança em um conselho. Transforme seu equívoco em um lembrete. Crie uma hashtag (#) para se lembrar de ambos quando estiver sofrendo.

Exemplos

EXEMPLO: Não seja submissa a uniformidade (matrix de padrões), nem agente impositora de uniformidade. Seja autoísta (vivendo e deixando viver). Quando estiver sofrendo, lembre-se disso, e LEMBRE-SE também, que você é The One (única). Assim como cada um é One (único). Abra os olhos e enxergue sua universalidade e a universalidade de cada One.

#para_sair_da_matrix:_abra_los_ojos

PERGUNTAS E RESPOSTAS

É fundamental se permitir sofrer para fazer autoanálise. É o primeiro passo. Você deve se permitir sentir raiva, angústia, medo, remorso, frustração, tristeza, enfim, sentir todas as emoções e sentimentos desagradáveis. Porém, o segundo passo, é pensar com a cabeça ao invés de pensar com o coração. A maioria das pessoas tropeçam no segundo passo. Provavelmente esse é seu caso também.

Autoanálise é você pensar o que está sentindo, não apenas sentir com profundidade. Sentimentos e emoções são os objetos a serem analisados e não o analista. O analista da sua experiência é você, consciência que está experimentando os sentimentos e emoções. Mas experimentá-los não é suficiente, você precisa entendê-los e para entendê-los você precisa pensá-los.

Quando você está com raiva, por exemplo, não adianta colocar a raiva para entender e resolver a raiva. Não é para isso que a raiva existe. A raiva serve para avisar que tem um problema e não para entender e resolver o problema. Quem deve entender e resolver a causa da raiva, não é a raiva, é você, consciência que está experimentando a raiva. Enquanto você não entende a raiva, ela permanece, mas o caminho para entendê-la é pensá-la, não é apenas senti-la.

Por isso você procura analistas externos (terapeutas, psicólogos, etc) ao invés de fazer autoanálise. Na hora que as emoções desagradáveis gritam sua competência analítica, que já é pouca, desaparece por completo. Você fica incapaz de pensar o que está sentindo, você só consegue sentir. O analista externo não está sentindo o que você está, por isso ele consegue lhe analisar melhor do que você.

Contar com um analista externo pode ser de grande ajuda, mas não é imprescindível, uma vez que você é capaz de pensar e entender suas emoções tanto quanto qualquer ser humano. E você pode fazer isso de forma mais eficiente do que um analista externo uma vez que você é o único que tem acesso direto às suas emoções e sentimentos.

Mas que não é do dia para noite que você chega na maestria da autoanálise. É passo a passo. É praticando pensar o que está sentindo enquanto está sentindo. Você deve analisar suas emoções e sentimentos ao mesmo tempo em que os está experimentando, assim como você analisa o sabor da comida enquanto está comendo.

Sei que fazer isso é um grande desafio, que parece impossível quando as emoções e sentimentos gritam. Mas garanto que é possível. E mais! Garanto que quanto mais você praticar, mais fácil ficará. Então, tudo que você precisa fazer é começar e continuar, todo o resto vem por consequência.

Boa prática!

Pergunta completa: Traumas são criados num instante. Porque não são desconstruídos num instante também? Porque precisa de tempo e persistência para se desconstruí-los?

Primeiro, você está confundindo trauma com padrão de comportamento. Trauma é memória. Memória não se descontrói. Você não consegue deletar memória. Dito isso, através da repetição de um padrão de comportamento, você vai criando uma memória desse padrão de comportamento. Demora muito tempo e requer muita repetição para você criar uma forte memória de um padrão de comportamento. Logo, requer muito tempo e repetição para substituir um padrão de comportamento por outro. Então, não se descontrói trauma e nem padrão de comportamento. Trauma se acumula e padrão de comportamento se substitui, igual arquivos em um pendrive.

 

Fazendo uma analogia com o computador, o psiquiatra mexe no hardware (cérebro) e o psicólogo mexe no software (programação mental). O que acontece é que, se o problema for de software, não adianta ficar mexendo no hardware e vice-versa. E quando é problema de software, só o usuário (indivíduo) tem acesso a sua programação mental. Então, o psicólogo funciona como um técnico em informática lhe dando instruções pelo telefone sobre como consertar o bug que deu no Windows. É difícil? É. É limitado? É. Demora? Sim, bastante. Mas é melhor isso do que nada. Talvez no futuro seja possível conectar um cabo USB da cabeça do terapeuta para a cabeça do paciente. Por enquanto, ainda não é. Então, a única porta de entrada que o terapeuta tem para entrar no paciente é o diálogo, ou seja, a conversinha. É o que tem para hoje.

Contar uma história com os verbos no presente é tecnicamente difícil. Sou escritor e sei bem disso. História é passado, no presente não tem história, no presente se faz a história que depois contamos. Outra dificuldade é que contar é relatar o que lembramos e lembrar é passado. Então, tem essas duas dificuldades técnicas. Mas a dificuldade não é apenas técnica, é psicológica também, é resistência.

Vou destacar dois motivos da resistência:

1) FUGA DA DOR – Quando você conta a história com os verbos no passado você afasta a dor, quando você conta a história com os verbos no presente, você reaproxima e reincorpora a dor. Então, a resistência em colocar os verbos no presente é fuga da dor. Funciona. Mas sendo que o sofrimento é o mestre, ao afastar a dor, você está afastando também a eureka que irá curar a dor que está afastando.

2) FUGA DA SOLIDÃO – Quando você conta a história no passado, você conta para o outro, para plateia. Quando você conta sua história no presente, a plateia desaparece, é só você com você. Então, a resistência em colocar os verbos no presente é fuga da solidão de ser um indivíduo. Só que você é um indivíduo. E não funciona ignorar isso.

Essas duas resistências acontecem também no seu viver aqui e agora e as duas fugas também.

A sintaxe e a gramática de um idioma é espelho da sintaxe e gramática mental. Por isso, se mexe numa, mexe na outra. Inevitavelmente. Tem uma frase famosa na filosofia, que o Caetano Veloso até colocou em uma música dele, que diz assim: “Só é possível filosofar em Alemão”. Essa frase está se referindo a sintaxe e gramática da língua alemã, está dizendo que a sintaxe e gramática de um idioma pode facilitar ou atrapalhar o discernimento.

Na língua inglesa, por exemplo, o verbo “ser” e o verbo “estar” é o mesmo verbo: “to be”. Ou seja, a mentalidade das pessoas de língua inglesa não tem o mesmo discernimento da mentalidade das pessoas de língua portuguesa, por exemplo. Outra diferença sintática interessante entre português e inglês, é o uso dos adjetivos. Em inglês, primeiro você qualifica (adjetiva), depois você diz a tal objeto aquele adjetivo se aplica, por exemplo: “red car”. Em português a sintaxe é o oposto, primeiro você diz o objeto, depois qualifica (adjetiva), por exemplo: “carro vermelho”. Ou seja, a mentalidade das pessoas da língua inglesa prioriza o conteúdo e a mentalidade das pessoas de língua portuguesa prioriza a forma.

Se for estudar e comparar a sintaxe e gramática das línguas humanas, dá um mestrado de autociência. Linguagem e pensamento é como se fosse uma coisa só, por isso um influência o outro. Observe como um hipnotizador fala com a pessoa que está hipnotizando, ele usa todos os verbos no presente e muitos imperativos. Quando um instrutor vai dar um relaxamento ou meditação guiada, é a mesma coisa. Todos os verbos no presente.

No caso da análise da história infeliz, quando você conta a história infeliz como se estivesse acontecendo agora, você revive a história agora como se tivesse viajado no tempo e voltado ao passado, porém, você revive a história infeliz com duas mentalidades, a mentalidade que você tinha no passado e a mentalidade que você tem atualmente. Acontece um diálogo entre essas duas mentalidades. Esse diálogo é terapêutico.

Não, a egofonia tem maior poder de investigação. Só que na egofonia é só você com você. Então, se você faz mal feito, fica por isso mesmo, não tem ninguém para te ajudar a fazer melhor. No diário da consciência, como é em grupo, você se beneficia da ajuda dos colegas para ampliar seu poder de análise. Essa é a vantagem do diário da consciência.

Praticando autociência e ficando consciente que a pessoa falecida que você chamou de mãe era um ser humano igual você, ignorante igual você, que fez merda igual você. E ficando consciente da função espelho que o comportamento da sua mãe teve para você.

O que precisa ficar óbvio é que não existe mãe. O que você chama de mãe é um ser humano igual você, ignorante igual você, que faz merda igual você. Mãe é um rótulo que você coloca em uma pessoa. Tire o rótulo e conviva com a pessoa. Boa convivência só é possível entre seres humanos e nunca entre rótulos humanos.

A família é seu primeiro sistema de convivência humano. Quando você é criança, o universo é sua casa e os planetas do seu sistema solar são seus familiares. Depois você vai expandindo seu sistema solar para seu bairro, sua cidade, outros países, etc. Mas é no sistema familiar que tudo começa. E como tudo acaba onde começou, por isso a má convivência retorna ao ponto de origem: o sistema familiar.

Vou lhe dar alguns dados para reflexão. O maior evento de adoração brasileiro se chama romaria, que é um evento de adoração da mãe de deus. Se é pecado odiar deus, que dirá a mãe! O único amor verdadeiro no universo, puro, cristalino, incondicional, imaculado, é o amor de mãe. Como você vai odiar quem te ama de forma tão imaculada? Por fim, quem te deu a vida? E que dinheiro paga essa dívida? Nenhum! Entende? Você não nasceu, você foi colocado dentro de uma dívida eterna e está condenado a pagar um boleto até morrer, pois segundo a mentalidade materialista, sem sua mãe você não existiria.

Para fazer uma boa viagem é preciso usar um bom mapa. Para fazer um bom diagnóstico do sofrimento é preciso usar um bom mapa do que é ser humano. Por mais competência que um terapeuta tenha, por mais brilhante que ele seja, se o terapeuta não usar um bom mapa, um mapa completo, que explique o SER e o HUMANO, seu diagnóstico fica limitado e, consequentemente, o poder terapêutico (curativo) da sua terapia também fica limitado. O mapa que a 1ficina usa para diagnosticar o sofrimento humano é o mais completo que conheço. Um mapa que não contenha a compreensão da UNItrindade, do outroísmo e do Quatrix, está fadado ao enfraquecimento de diagnóstico e consequentemente enfraquecimento terapêutico. 

Não se transforma, produz a mágoa. A raiva vem para você ficar consciente que sua unicidade está sendo violada pelo outro. A raiva vem para lhe aconselhar: “Fala pro outro que ele está violando sua unicidade, porque o outro não lê pensamento e se vc não explicar para ele com power point o resultado do comportamento dele em você ele vai continuar te violentando”. Quando você abafa a raiva, finge que está tudo bem, a raiva continua ali dando o recado dela, e quando o outro te violenta de novo, soma a raiva com a memória da raiva, sendo esse outro uma pessoa do seu afeto, a raiva acumulada vai produzindo mágoa, vai maculando seu afeto.

Tanto a competência intelectual como a competência afetiva se desenvolve pensando. São dois jeitos de pensar diferentes. Intelectual é o que define. Então, você desenvolve o intelectual pensando O QUE. O que é isso? Como isso funciona? Afetivo é valor. Então, você desenvolve o afetivo pensando PRA QUE. Qual a importância disso? Para que me serve isso? O que eu faço com isso?

Falta de autoconfiança é falta de Pai, falta de competência intelectual. Falta de autoestima é falta de Mãe, falta de competência afetiva.

Porque sofrimento é desejo insatisfeito. Desejo satisfeito é felicidade

Memória é igual comida. Comida tem nutrientes. Você precisa digerir a comida para absorver os nutrientes. Quando você não digere a comida, você fica ruminando o que comeu. Memória é experiência que você experimentou (comeu). Quando você não digere a experiência, você fica ruminando até digerir. A comida volta na boca da vaca para ela ruminar e digerir a comida. A memória volta ao seu consciente pelo mesmo motivo. Quanto mais rápido você digerir a memória, melhor, você absorve os nutrientes (sabedoria) e segue. Negar a memória não digerida só serve para adiar esse processo de digestão consciencial, que vai ter que acontecer em algum momento. Quando você adia demais a digestão, dá congestão. Que é o que você está chamando de “as memórias dominando”.

A memória faz brotar uma emoção. Faça essa experiência, vai lembrando das coisas e perceba que as lembranças vão fazendo brotar emoções. A emoção brota de acordo com o significado da memória. Lembra que estudamos no livro REALIDADE MULTIMÍDIA: Crença é um conjunto de duas memórias: significante + significado. Quando você lembra, não vem só significante, vem significado junto. O significado é a carga emocional associada ao significante. Por isso o povo de psicologia fala tanto em resinificação. Tem que saber usar a memória. Você é o usuário da memória. Quando você ignora isso, quando ignora que é o usuário, ao invés de você usar a memória, é a memória que usa você Não tem como você deletar a memória. Embora muita gente tente fazer isso usando remédio, tomando pinga, etc. Até eletrochoque é uma pratica psiquiátrica para enfraquecer a memória e assim inibir a resposta emocional. Mas ainda assim não funciona. De que adianta você virar um zumbi para viver bem? Zumbi sequer vive, como vai viver bem? Por isso, para viver bem, só com lucidez e maestria. Lidar bem com a memória, saber usar a memória, faz parte dessa mestria necessária para viver bem.

A 1ficina NÃO FAZ TERAPIA. A 1ficina explica o que é ser humano existencialmente e psicologicamente. Mas tem um terceiro aspecto do ser humano que é o fulano, o aspecto pessoal. Esse terceiro aspecto, só você pode investigar e descobrir. Para que você possa produzir autoconhecimento pessoal, você deve praticar autoobservação pessoal. Para ajudar você a praticar autoobservação pessoal, a 1ficina produziu uma metodologia de estudo, um passo a passo, chamado Egofonia. A prática da Egofonia produz autoconhecimento pessoal.

O EFEITO COLATERAL da produção de autoconhecimento pessoal é cura psicológica. Mas isso precisa ficar claro! A egofonia não é uma terapêutica. A egofonia é uma forma de facilitar a prática da autoobservação pessoal e produção de autoconhecimento pessoal.

A pior análise é aquela que você nunca começa.

Terapia é executar um processo psicológico para realizar a cura de uma doença psicológica. O que leva a duas perguntas que nenhuma escola terapêutica responde:

1) O que é doença psicológica?
2) Quais são as doenças psicológicas?

Entende? O problema das terapias é que elas não sabem qual é a doença humana. Como podem ter eficiência na realização da cura de uma doença que ignoram? Simples: não podem.

A principal doença psicológica do ser humano, não é psicológica, é existencial. Esse é o problema. A principal doença do ser humano se chama: ignorância. Mas ignorância do que? IGNOR NCIA SOBRE O QUE É SER HUMANO. O ser humano ignora a si mesmo. Viver outroísta é apenas efeito colateral da ignorância sobre o que é ser humano. Nenhum ser humano lúcido vive outroísta porque é óbvio que é a maior roubada. Ignorância é uma questão existencial. O doente é o ser. A doença do ser é dormir (estado de ignorância). O humano não tem nada a ver com isso. O humano é só um programa rodando dentro do ser. O humano é como um carro. O ser é o motorista. O motorista dorme no volante e o carro cai no abismo. Que culpa tem o carro? Nenhuma!

Quando você vai fazer egofonia, você é o SUJEITO (EU) e o que está fazendo você sofrer é o OBJETO do seu sofrimento (OUTRO). Sempre tem que ter EU e o OUTRO. Pode acontecer o que o objeto do seu sofrimento é você mesmo. Ai sim, você se divide em dois eus:

1) EU-reclamador
2) EU-objeto da reclamação

Quando o objeto do seu sofrimento é você mesmo, quando sua reclamação é de si mesmo, na maioria das vezes, é por causa de conflito na CASA DA RAZÃO HUMANO. Alguma unicidade está “burning down the house” (detonando a casa), causando desarmonia na casa. A egofonia deixa evidente quais são os moradores envolvidos no atrito e qual é a desarmonia.

Sim, exatamente. Funciona assim:

Do passo 1-4 você cria dois personagens para possibilitar o diálogo entre o sujeito que está sofrendo (eu) e o objeto do seu sofrimento (outro). Do passo 5-7 você (sujeito) conversa com o outro (objeto do seu sofrimento) para trazer ao consciente o máximo possível de conteúdo psicológico subconsciente. Então, nos passo 5, 6 e 7, enquanto você está executando a autoobservação (observação do seu subconsciente) você também está executando a autoanalise (entendimento do seu outroísmo subconsciente). No passo 08, uma vez que você já executou a autoobservação e autoanalise daquele ponto iniciado no passo 01, você deve se explicar seu outroísmo para si mesmo. Se você não consegue fazer isso, tem dois motivos: 1) Você não falou realmente o que pensa e sente sobre o que está investigando, você enfeitou o pavão, dissimulou ou algo assim. 2) Sua competência na análise do outroísmo ainda é pouca, então, mesmo olhando para o seu outroísmo, você ainda não consegue identificar seu outroísmo como outroísmo.

Sua natureza humana é um programa consciencial similar ao sistema operacional de um computador. Autoobservação psicológica é você observando o funcionamento do seu sistema operacional humano. Só que, conforme você vai vivendo, você vai customizando seu sistema operacional humano, igual você faz com seu computador. Todo computador vem com o windows igual, mas cada usuário vai customizando seu windows para sua necessidade. A customização do seu sistema operacional humano é sua personalidade. Autoobservação pessoal é você observando o funcionamento da sua personalidade. Claro que ambos, psicológico e pessoal, estão juntos e misturados. Por isso a dificuldade em discernir um do outro.

Autoanálise acontece junto com a autoobservação, mas não é a mesma coisa. Autoobservação é ver o pensamento. Autoanalise é pensar o pensamento que você está vendo. Se você não estiver vendo o pensamento, não tem como você pensar o que não está vendo, por isso ambas acontecem simultaneamente, mas não são a mesma coisa.

Autoconhecimento existencial, psicológico e pessoal. Senão você se perde no outro. Ao invés de você ajudar o outro você prejudica e fica preso dentro do outro.

Não. Sei que com o desenrolar dos 10 passos as eurekas acontecem inevitavelmente. Não tem como não acontecer. Fritei todos os meus neurônios para chegar numa metodologia infalível de descoberta do outroísmo subconsciente. E consegui. A egofonia é infalível. Então, o que tinha que ser preparado, já foi preparado quando fritei meus neurônios formatando os 10 passos, agora só aproveito a viagem. Como expliquei outro dia, a egofonia é um jogo de RPG. Eu vou pra egofonia como quem vai para um momento prazeroso, de diversão, de enfrentar o desafio de um jogo. Durante uma egofonia, eu jogo contra a ignorância e o outroísmo do egofonado, e a favor do egofonado. É um desafio prazeroso. Tem egofonado que o jogo é mais difícil, mais desafiador, e outros que é mais fácil. É bom dos dois jeitos. O jogo é sempre o mesmo. Então, é igual resolver equação de matemática, não importa quão complexa é a equação, tudo se resume a quatro operações: somar, subtrais, multiplicar e dividir. No caso das equações do outroísmo, mesma coisa, tudo se resume ao funcionamento do Quatrix. O que muda é o cenário. Um egofonado joga na modalidade mãe, outro na modalidade esposa, outro na modalidade adolescente, etc. E isso é uma das coisa mais legais de aplicar uma egofonia. Você tem a oportunidade de entrar no jogo mental do outro. Adoro! A viagem mais loca que conheço é essa, entrar no jogo mental do outro.

Sim. Quando o egofonado ainda não sabe disso, quando é a primeira vez, ele solta os cachorros no passo 05, cheio de razão, e depois, quando chega no passo 06, ele pensa “Me entreguei de bandeja para o inimigo (terapeuta)”. Quando o egofonado já sabe disso, para defender o outroísmo, ele tenta controlar a egofonia e o terapeuta. É um desperdício. O terapeuta não é inimigo, não está usando o passo 05 contra o egofonado, está usando contra a ignorância do egofonado. Mas se o egofonado não entende isso, lutará com unhas e dentes para não fazer direito o passo 05, que resultará na ineficácia de todos os outros. Se o egofonado já sabe do que se trata o passo 05, mas também já sabe do benefício de “entregar o ouro”, daí se entrega como se fosse a primeira vez, deixa todo o outroísmo vir a tona, pois sabe que só assim poderá se curar dele.

Sim. A egofonia é um jogo que o egofonado entra destinado a perder e sempre perde. A egofonia foi desenvolvida para isso. Entrou, perdeu. E o que o egofonado perde? Perde a ignorância do seu outroísmo. A egofonia é um jogo destinado a deixar o outroísmo subconsciente explícito. O ideal seria que o próprio egofonado despertasse para isso, mas como ele não tem prática, mesmo ficando óbvio, ele não vê o óbvio, daí eu ajudo ele a ver no meu feedback, mas quem deixa o outroísmo óbvio é o próprio egofonado ao percorrer os passos 5, 6 e 7.

Se você desconfia que a pessoa está fugindo do seu outroísmo ao invés de ir de encontro, sim, procure evitar a fuga. É normal que a pessoa busque fugir do outroísmo, dissimular, etc. Você como condutor, deve perceber isso e procurar evitar. Se a pessoa insistir em fugir, não há o que você fazer, é sinal que a pessoa ainda não está preparada para admitir o outroísmo.

(1) Deixar o outroísmo explícito.
(2) Deixar a função espelho explicita.
(3) Entender a relação entre 1 e 2.

O que mais?
Mais nada.
Se não fizer isso?
Não resolve o mal viver.
Se fizer só parcialmente?
Só resolve parcialmente o mal viver.

Primeiro busco entender o outroísmo do egofonado. Depois busco ajudar o egofonado a entender o próprio outroísmo.

Tem um filme chamado “Um método perigoso”. Esse filme mostra Jung, bem novinho, na época que residente e começou a trabalhar em um hospício. Haviam uns pacientes nesse hospício que eram casos perdidos. Daí Jung pediu para tratar desses pacientes. Os médicos perguntaram como ele iria tratar desses pacientes se já haviam dado todo tipo de remédio e nada havia resolvido. Perguntaram o que ele tinha de novo para oferecer. Jung respondeu que iria usa um novo chamado psicanálise. Os médicos perguntam do que se trata esse novo método, como funciona. Jung responde: “Eu converso com os pacientes e eles se curam conversando comigo”. Imagina a reação dos PHDs da medicina ao ouvirem que o Jung iria curar os loucos conversando com eles. Começaram a rir muito. Entende? Se nem os médicos entendem o poder de cura da análise, menos ainda os pacientes.

Eu não inventei a autoobservação. Não tem como vender autoobservação. Autoobservação é uma capacidade inata humana tanto como raciocinar. Assim como não tem como dar ou retirar a capacidade de raciocinar, também não tem como dar ou retirar a capacidade de autoobservação de um ser humano. Por isso não há nada para ser vendido.

Mas capacidade não é sinônimo de competência. Todo ser humano tem capacidade inata de raciocinar, mas nem todo ser humano executa a capacidade inata de raciocinar com competência. O mesmo acontece com a autoobservação. Todo ser humano tem capacidade inata de autoobservação, mas nem todo ser humano executa a capacidade inata de autoobservação com competência.

É aí que entra o trabalho da 1ficina. O trabalho da 1ficina não é te dar a capacidade de autoobservação. Isso é impossível e desnecessário. O trabalho da 1ficina é lhe ajudar a se tornar competente na sua capacidade inata de autoobservação. Você tem a capacidade, mas não tem a competência. Ter capacidade sem ter a competência é quase como não ter capacidade nenhuma.

Tudo que a 1ficina faz é para lhe ajudar a adquirir competência em autoobservação. O ciclo de estudos é para lhe ajudar a adquirir competência em autoobservação. As conversas são para lhe ajudar a adquirir competência em autoobservação. O ciclo de egofonias é para lhe ajudar a adquirir competência em autoobservação. Tudo, tudo, tudo, tem apenas esse propósito.

E você não precisa da ajuda da 1ficina para se tornar competente em autoobservação. Você pode fazer isso sozinho. Assim como você não precisa de personal trainner para desenvolver seus músculos, você pode fazer isso sozinho, você também não precisa de ninguém para praticar autoobservação, você também pode fazer isso sozinho. Basta se comprometer em praticar e se desenvolver.

O problema é que você não faz isso. Ninguém faz. Você não tem ânimo nem de ir ao cinema sozinho, quanto mais praticar autoobservação e desenvolver sua competência. Então, é por isso que você vem aqui na 1ficina. Para praticar em grupo e ter um chato que nem eu te enchendo o saco para olhar aqui e ali e ficar consciente disso e daquilo outro.

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