— Por que riu dos prósitons, professor? — pergunta um aluno.
— Por que nós, físicos, somos cegos, em um quarto escuro, procurando um gato preto que não está lá! — diz Albert rindo novamente — Jamais vamos descobrir a natureza da realidade entrando cada vez mais dentro do fora!
— Por que não, professor? — pergunta outro aluno.
— Porque não tem fora! – diz Albert, com a voz carregada de uma convicção que ia além das equações.
Albert faz uma pausa para observar a reação dos alunos.
— Tudo isso que vocês estão vendo, aqui agora e sempre, essa sala de aula, a cidade, o planeta, o universo inteiro, não está do lado de fora. A suposição de externalidade é um equívoco.
Um silêncio tenso paira na sala, enquanto os alunos tentam processar a implicação radical de suas palavras. O universo, tal como o conheciam, estava sendo virado do avesso.
— Como não está do lado de fora, professor! Onde está então? — pergunta outro aluno, olhando para os livros na estante e buscando um anteparo onde apoiar a realidade.