— Por mais incrível que possa parecer — começa ele, gesticulando com as mãos como se estivesse moldando o espaço — todas as estrelas que vemos, todos os aglomerados, as supernovas, as galáxias que se perdem no infinito… sim, toda a vastidão do universo, com seus bilhões de anos-luz de diâmetro, está contida dentro de um ponto.
Um aluno, hesitando entre a admiração e a incredulidade, ergue a mão e diz:
— Me desculpe, professor, mas essa afirmação contradiz tudo que aprendemos sobre geometria e o cosmos. Por definição, um ponto é um ente geométrico adimensional. Não possui altura, nem largura, nem comprimento. Como, então, toda a vastidão do universo pode estar contida dentro de algo que, por definição, é adimensional?
Albert Einstein, cujo nome é sinônimo de genialidade, apenas sorri com a leveza de quem já esperava a pergunta.
— Ah, meu jovem! Uma excelente observação! Uma mente que questiona é uma mente que se recusa a aceitar dogmas, e isso me agrada profundamente — responde Albert.
Albert faz uma pausa.
— Afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. Não é mesmo? Vocês estão certos em duvidar da validade do que estou dizendo.
Albert faz outra pausa.
— Para que possam não apenas entender, mas comprovar, vou lhes propor um experimento tal como propus ontem aos meus colegas cientistas no laboratório. Que tal? Quem aceitar levanta a mão.
Sem hesitar, um por um, todos os alunos levantam a mão.