SOBRE

O que é 1ficina?

1ficina é uma prestação de serviço consciencial a disposição do ser humano. A prestação de serviço da 1ficina é diferente, autônoma, inspirada, voluntária, universalista, prática e gratuita. A função da 1ficina é ajudar cada um em seu processo de autorrealização. A estratégia que a 1ficina utiliza para isso é o despertar da consciência. A ferramenta que a 1ficina utiliza é a comunicação. A 1ficina é praticante de autociência.

Porque tem esse nome?

O primeiro nome da 1ficina foi “Oficina do Livre Arbítrio”, pois em grande parte, esse o trabalho da 1ficina, ensinar como usar melhor o arbítrio. Só que o trabalho da 1ficina é mais amplo do que isso, colabora com a autorrealização dos indivíduos humanos. Então, o segundo nome da 1ficina foi “Oficina da Unicidade”. Só que teimei que estava muito grande, que devia ser uma palavra só, tipo Volkswagen, ou Psicanálise, ou Dentista, ou Padaria, enfim, algo que numa palavra só dissesse “Oficina da Unicidade”. Daí tive a ideia de 1ficina.

Como é possível ser gratuito?

Sendo que meu trabalho é a 1ficina e a 1ficina é um trabalho gratuito, como eu pago minhas contas? Como eu sobrevivo? Essa é uma pergunta clássica. Todo bom curioso pergunta. Eu perguntaria também. A resposta é simples: pago minhas contas com dinheiro, igual todo mundo. O que acontece, no meu caso, é que minhas circunstâncias e minha mentalidade me permitem fazer e manter o trabalho da 1ficina de forma gratuita. Se não fosse minhas circunstâncias e mentalidade, não seria possível, não existiria o trabalho da 1ficina. Dito isso, vamos esclarecer isso.

Em questão de circunstâncias, posso citar, por exemplo, que não tenho filhos e tenho um imóvel alugado em São Paulo que serve de fonte de renda para pagar minhas contas em Uberlândia. Um dos motivos de ter saído de São Paulo foi justamente para deixar de pagar condomínio, deixar de ter essa despesa e transformar esse meu imóvel em fonte de renda. Quando morava em São Paulo, nos últimos tempos, era professor particular de inglês e trabalhava para pagar as contas. Com o aluguel do imóvel pagando minhas contas aqui em Uberlândia, pude ter meu tempo todo para mim e começar com o trabalho da 1ficina.

Em questão de mentalidade, posso citar que no meu entendimento, só existe uma empresa na experiência humana, o nome dessa empresa é: coletividade humana. Sendo assim, me vejo como um funcionário da coletividade humana. Dentro desse entendimento, entendo que a coletividade humana investe em seus funcionários de acordo com a disposição que esses funcionários tem de investirem em si mesmos. Ou seja, o que chamamos de talento, ou dom, é a profissão humana de cada um. Se você investe no seu talento, a coletividade humana colabora com isso, não porque gosta de você, mas porque é de interesse coletivo que os indivíduos humanos se autorrealizem e assim autorrealizem a coletividade humana.

Resumindo, esse minha mentalidade possibilita que coloque na mão da coletividade os problemas que são da coletividade e se concentre apenas em executar meu trabalho. Então, se o dinheiro para pagar minhas contas vai chegar ou não, como vai chegar, não é problema meu, é problema da empresa (da coletividade). Eu sou um funcionário, minha função é fazer meu trabalho, só isso. Tenho um acordo com a coletividade: você paga minhas contas que eu faço o que você quer que eu faça (meu trabalho). Temos esse acordo desde que comecei com  autoconhecimento, bem antes da 1ficina (mais de 20 anos atrás). Ambos os lados, eu e a coletividade, temos cumprido o combinado.

Como a 1ficina foi criada?

A data de fundação da 1ficina é 07 de setembro de 2011. Esse foi exato dia em que me desliguei de um grupo espiritualista em que participava como ajudante do coordenador e dei um grito de independência. A 1ficina foi fundada num grito mesmo. Nesse época eu morava em São Paulo e nesse dia estava fazendo cooper no Parque do Ibirapuera. Eu já estava de saco cheio do povo espiritualista e o povo espiritualista já estava de saco cheio de mim. Então, enquanto fazia cooper, fui pensando na minha situação nesse grupo.

Nessa época, meu principal desafio em lidar com o povo desse grupo espiritualista era o conceito de Deus Causa Primária. Os participantes do grupo viviam atolados no sofrimento, na depressão, enfim, no mal viver e justificavam sempre com esse conceito. Deus Causa Primária é o super trunfo do escapismo. Só serve para ficar defendendo a doença. Isso é muito comum na maioria das tradições religiosas e espiritualistas. Então, eu estava num impasse. Meu discurso sobre “Livre Arbítrio Causa Primária” era incompreendido e odiado por todos. Era uma afronta a onipotência de Deus. Se seguisse por esse caminho seria excluído por todos, espiritualista e materialista. Teria que caminhar sozinho no deserto. Estava fazendo cooper e pensando nisso tudo. Conversando comigo mesmo mentalmente. Reclamando. Daí aconteceu uma conversa mental,tipo assim:

___Você já está no deserto, já está sozinho.

___Putz! É mesmo!

___Então, você tem duas opções.

___Quais?

___Você está reclamando do deserto, certo?

___Sim, estou reclamando! E com motivo!

___Essa é uma opção. Você pode continuar reclamando do deserto.

___E qual é a outra opção?

___Ao invés de re_clamar do deserto, começar a clamar no deserto.

Me deu um estalo e entendi tudo. Era hora de sair da viciada mentalidade espiritualista, que era uma trilha já pavimentada e dar início a uma trilha que ainda não existia. Essa nova trilha era a 1ficina, a trilha da ciência do óbvio, a trilha da autociência. Entendi isso e meu corpo inteiro se arrepiou. Mas só entender não bastava, eu precisava dar uma prova para mim mesmo de que estava decido a clamar no deserto. Então, comecei a gritar pelo Ibirapuera, a plenos pulmões, enquanto fazia cooper, e no meio do povo que estava passeando ali no feriado:

___Eu clamo no deserto!
___Eu clamo no deserto!
___Eu clamo no deserto!

O povo ficava me olhando. Eu ria sozinho e continuava correndo e dando meu grito de independência.

Foi assim que nasceu a 1ficina.

Quem é o autor da 1ficina?

Meu nome é Marcelo Ferrari. Sou autor e coordenador da 1ficina. Tenho 47 anos e moro em Uberlândia, MG. Sou curioso, inventivo e teimoso desde que nasci. Não tenho formação acadêmica em filosofia, nem psicologia. Minha escola para escrever sobre a experiência humana é minha própria experiência humana. Meu trajeto até aqui não foi premeditado, dei um passo que me levou a dar outro passo e assim por diante. Meu motor foi (é) a fome.

Qual é sua formação?

Nessa página, na aba “Quem é o autor da 1ficina?”, tem um mini curriculum meu. Tem uma parte que diz assim: “Não tenho formação acadêmica em filosofia, nem psicologia. Minha escola para escrever sobre a experiência humana é minha própria experiência humana”. Então, sou formado em que? Sou formado em mim mesmo. Sou formado em saber o que sou. Simples assim. E gosto de deixar isso bem claro e explícito, por isso esse mini curriculum está no rodapé que aparece em todos as página do site.

Quando as pessoas perguntam minha profissão, digo que sou professor e escritor. Se avançam na pergunta. Digo que sou professor e escritor de autoconhecimento. Se a pessoa me pergunta: o que é autocohecimento? Digo que é tipo psicologia. Geralmente a conversa para por ai.

Como você começou?

Eu adoro ciência. Sempre foi uma paixão minha. Na infância, por exemplo, um dos meus brinquedos favoritos era um laboratório de física. Tinha imã, motores, pêndulos, coisas assim. Cresci acreditando que seria um cientista. Para mim, ciência era descobrir o truque por detrás da mágica. Até os 15-16 anos eu era bom aluno, estudioso e tinha tudo para passar no vestibular da USP, para Mecatrônica. Só que bombei de ano. Depois disso, nunca mais fui bom aluno. Na verdade, nunca gostei de estudar, só estudava o suficiente para passar de ano. Eu gostava de ciência prática, a teoria não gostava não. Mas enfim, creio que se não tivesse tomado essa bomba, hoje seria um cientista ao invés de um autocientista. O que leva a pergunta: como despertei para autociência.

Depois da bomba, mudei da melhor escola de São Paulo para pior, para não levar bomba de novo. Virei skatista e fui me sentar no pátio do recreio junto com o povo que fumava um cigarrinho fedorento. Muita história ai. Dando um pulo. Prestei vestibular na USP e levei bomba também. Pensei na escola e fiquei decepcionado com o motivo do processo de ensino. Entendi que só estava indo para escola para passar de ano, e só tinha que passar de ano para poder arranjar um emprego, e o emprego era só para fazer dinheiro. Então, se o negócio era ganhar dinheiro, iria direto ao dinheiro, ao invés de ter que esperar mais 4 ou 5 anos de faculdade. Arranjei meu primeiro emprego.

Também para encurtar a história, dois anos depois, fiquei pensando que poderia estudar numa faculdade que havia do lado da casa dos meus pais, já que era perto e meus pais faziam tanta questão que eu tivesse um diploma. Quando fui fazer a matrícula para o vestibular dessa faculdade, nem sabia o que se ensinava ali. Li um prospecto e tinha um curso com uma matéria chamada “história da arte”. Como eu gostava de tocar violão e compor canções, fiz a matricula para esse curso e passei.

Era um curso de humanas, oposto do que imaginei que faria minha vida inteira. Nesse curso, na primeira semana de aula, tive duas aulas que mataram o cientista em mim. Uma delas, a pior delas, pior para o cientista em mim, foi uma aula de filosofia. Nessa aula a professora contou a metáfora da Caverna de Platão. Nesse dia ela esfaqueou meu materialismo-cientifico, sem sequer saber o que estava fazendo. Entendi muito mais do que o que ela estava explicando. Foi como se ela estivesse me dando a pílula vermelha e a matrix estivesse dissolvendo bem na minha frente. Foi foda!

A segunda aula foi de psicologia, em que a professora falou sobre Freud e explicou o tal do inconsciente. Também foi foda de engolir. Na verdade, a gente não tem noção de que é consciente até que se torna consciente de que também é inconsciente. A explicação de que eu era inconsciente me fez consciente do consciente. Isso também foi muito forte pra mim.

Sendo assim, já que não tinha mais “mundo externo” para eu descobrir como funcionava, e ciente do que era ciência (de fato), só me restou descobrir a única coisa que podia descobrir como funcionava, eu mesmo. E foi assim que morreu um cientista e nasceu um autocientista.

Como você me vê?

Eu vejo você como um calouro do autoconhecimento. Usando uma analogia, eu vejo você como o Morpheus via o Neo quando ele ainda era o Mr. Anderson. Me refiro ao filme Matrix. Eu sei O QUE você é melhor do que você mesmo, caso contrário não faria sentido eu lhe explicar o que explico. Só que não te vejo como inferior, vejo como um igual, mas ainda adormecido assim como já estive. Essa é uma posição delicada para mim, pois quando explico o óbvio para você, sua reação são duas e ambas contraproducentes para o autoconhecimento: 1) Você me idolatra e acredita no que estou explicando ao invés de comprovar, 2) Você me odeiam, me acha arrogante e me acusa de estar em um pedestal de superioridade que não estou. Entendo porque reage assim. Fico torcendo para que não caía nesses dois equívocos e possamos caminhar lado a lado, cada um no seu cada um.

© 2018 · 1FICINA · Marcelo Ferrari